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Título: De profundis - Experiências do litoral (presença do espaço arquétipo no romance Perto do coração selvagem, de Clarice Lispector)
Autor(es): MARTINS, Gilberto Figueiredo
Palavras-chave: Literatura e Psicanálise
Lispector, Clarice, 1925-1977 – Perto do coração selvagem - Crítica e interpretação
Klein, Melanie, 1882-1960
Espaço e tempo na literatura
Psicanálise e literatura
Literatura - Aspectos psicológicos
Data do documento: 2008
Editor: Revista de Letras
Citação: MARTINS, G. F. (2008)
Resumo: As figurações literárias dos espaços privados - territórios da intimidade – têm sido reiteradamente revisitadas pela fortuna crítica da obra de Clarice Lispector. Entretanto, nos romances, contos e crônicas da escritora também não poucas vezes os espaços públicos são representados como localidades potencialmente promissoras para o desenvolvimento de processos de individuação de personagens e narradores. Calçadas, ruas, esquinas, grandes avenidas, bondes e parques são cenários privilegiados para o exercício de diferentes modos de subjetivação e formas de sociabilidade, sobretudo porque neles aumentam as chances de o sujeito se defrontar com variadas formas de encarnação da alteridade. Espacialidade arquetípica por excelência, o mar comparece em textos curtos de fundo autobiográfico e ganha destaque no romance de estréia de Clarice, Perto do coração selvagem, publicado em 1943. Privilegiando a interface Psicanálise/Estudos Literários, o ensaio apóia-se nos escritos teóricos de Melanie Klein para realizar a leitura interpretativa das imagens marítimas presentes no livro, vinculando-as ao processo de formação e de construção da subjetividade da protagonista Joana.
Abstract: The literary figurations of private spaces – territories of intimacy – have been reiteratedly revisited by the critical fortune of Clarice Lispector’s work. However, the public spaces in the writer’s novels, short stories and chronicles are also often represented as potentially promising sites to the development of individuation processes of characters and narrators. Pavements, streets, corners, large avenues, trams and parks are privileged settings to the exercise of different forms of subjectivation and sociability, mainly because the chances for the subject to face the varied forms of incarnation of alterity are increased in them. Arquetypical spaciality by excellence, the sea appears in short autobiographical-based texts and has an important role in Clarice Lispector’s premiere novel, Perto do coração selvagem, published in 1943. Favouring the Psychoanalysis/Literary Studies interface, the essay is based on Melanie Klein’s theoretical writings in order to carry out an interpretative reading of the maritime images in the book, linking them to the process of formation and construction of the subjectivity of the protagonist Joana.
Descrição: MARTINS, Gilberto Figueiredo. De profundis- experiências do litoral (presença do espaço arquétipo no romance Perto do coração selvagem, de Clarice Lispector). Revista de Letras, Fortaleza, v. 1-2, n. 29, p. 67-78, 2007-2008.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/1064
ISSN: 01018051
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