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Título: Tempo, usos e rituais: intervenções patrimoniais em um “centro histórico”
Autor(es): LOPES, Francisco Willams Ribeiro
BARREIRA, Irlys Alencar Firmo
Palavras-chave: Intervenções urbanas
Políticas de patrimônio
História
Data do documento: 2015
Editor: Revista de Ciências Sociais
Citação: LOPES, F. W. R.; BARREIRA, I. A. F. (2015)
Resumo: Intervenções urbanas com vistas à conservação ou manutenção de ambientes e monumentos fazem parte da lógica que preside as políticas de patrimônio em cidades contemporâneas. Implicam acionamento de práticas simbólicas de classificação que segmentam áreas, afi rmando a “história”, em oposição a locais considerados “descaracterizados” ou “degradados”. As noções de uso e patrimônio, segundo aportes conceituais de alguns autores, foram utilizadas como chaves de leitura para entender os processos urbanos de intervenção tomados, aqui, como objeto de análise. O conceito de uso, tal como é tratado por Michel de Certeau, baseia--se, fundamentalmente, na crítica à passividade de consumidores típicos da sociedade contemporânea. Os usuários do espaço são dotados de astúcia e são também criadores do cotidiano, subvertendo disciplinas ou regras previstas. São, portanto, protagonistas de movimentos táticos que representam apropriações peculiares do espaço. As regras disciplinares não anulam as práticas cotidianas, na medida em que o “usuário sempre consegue criar para si algum lugar de aconchego, itinerários para o seu uso ou seu prazer, que são marcas que ele soube, por si mesmo, impor ao espaço urbano” (CERTEAU, 2003, p. 42). Nessa perspectiva, o conceito de uso torna-se relevante para se pensar sobre o patrimônio como uma relação dinâmica e histórica entre práticas e regras de preservação do espaço, supondo relações sociais e ações simbólicas (ARANTES, 2006). A tensão entre sentidos – envolvendo coletividades mais abrangentes e outros localmente atribuídos aos bens de natureza diversa, mediados por instituições – torna-se constitutiva do bem patrimonial. As políticas patrimoniais, em síntese, evidenciam instituições, valores e sujeitos sociais. Assim, à sua análise se impõe a necessidade de pesquisas empíricas. A cidade de Fortaleza vem sendo palco de discussões no que concerne às formas de intervenção espacial, envolvendo usuários e instituições que se organizam em torno da “defesa do patrimônio”. No circuito das indagações sobre “o quê” e como preservar o Centro de Fortaleza, encontram-se diferentes espacialidades. Assim, praças e monumentos passam a fazer parte de projetos específicos, aos quais são atribuídas diferentes designações. A Praça do Ferreira, a Praça da Estação e a Praça dos Mártires, entre outras, se constituem objeto de intervenções formuladas para o Centro, gerando práticas e percepções não isentas de tensões entre velhos e novos usos do espaço. Discussões sobre como disciplinar o comércio, impedir a presença de moradores de rua e interditar apropriações ilegais do espaço são frequentes...
Descrição: LOPES, Francisco Willams Ribeiro; BARREIRA, Irlys Alencar Firmo. Tempo, usos e rituais: intervenções patrimoniais em um “centro histórico”. Revista de Ciências Sociais, Fortaleza, v. 46, n. 1, p. 93-118, jan /jun. 2015.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/18100
ISSN: 2318-4620
0041-8862
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