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Título: Quem não tem é escravo de quem tem: migração camponesa e a reprodução do trabalho escravo contemporâneo
Título em inglês: Who does not has is slave who has: peasant migration and reproduction of contemporary slave labor
Autor(es): Rodrigues, Sávio José Dias
Orientador(es): Alencar, Francisco Amaro Gomes de
Palavras-chave: Geografia agrária
Migração
Espaços subalternizados
Pobreza
Trabalho escravo
Migration
Data do documento: 2016
Citação: RODRIGUES, S. J. D. (2016)
Resumo: Analisar as migrações de trabalhadores de espaços subalternizados para os espaços de atração de mão de obra no Brasil, bem como a reprodução do trabalho escravo contemporâneo no país e o papel que o Maranhão tem nesse processo. Para essa pesquisa, apoio-me na dialética marxista para proceder a investigação do modo de produção no contexto da totalidade. Fizemos revisão de literatura, atrelada a busca por dados em fontes secundárias. Também Fizemos pesquisa de campo em municípios de Açailândia, Peritoró, Santa Helena, Esperantinópolis, Codó, Palmeirândia, Coroatá, realizando entrevistas com secretários municipais, assistentes sociais das prefeituras, coleta de relatos de trabalhadores migrantes e resgatados e participação em eventos organizados por entidades e organizações de trabalhadores rurais em Bacabal, Balsas e Pedreiras. A discussão acerca da migração e do trabalho escravo nos remete a existência de espaços subalternizados, onde o deslocamento de mão de obra decorre da vulnerabilidade da população migrante para atividades degradantes ou para serem aliciados para o trabalho escravo contemporâneo. O Maranhão tem se evidenciado como um dos grandes emissores de mão de obra escrava no Brasil, apresentando dados que o colocam em primeiro lugar como exportador de trabalhadores que são aliciados. Essa prática de repressão da força de trabalho evidencia uma das contradições da mobilização da força de trabalho por atividades em regiões de expansão do capital que aparecem como símbolo da modernidade no Brasil. Este tipo de trabalho significa o cerceamento da liberdade da mão de obra que tem sua força de trabalho liberada pela apropriação capitalista dos meios de produção. Ele é parte da modernidade do capitalismo contemporâneo, sendo necessário à sua reprodução, sobretudo no capitalismo dependente brasileiro. O trabalho escravo contemporâneo expõe o capitalismo como modo de produção que se apropria de formas não-capitalistas para se reproduzir e expandir.
Abstract: Analyze the migration of workers from subordinate spaces to labor attraction spaces in Brazil, as well as the reproduction of contemporary slave labor in country and the role that Maranhão has this process. For this research, support me in Marxist dialectics to carry out investigation of the mode of production in the context of the whole. We do literature review, linked to search for data on secondary sources. We Also field research in the municipalities of Açailândia, Peritoró, St. Helena, Esperantinópolis, Codó, Palmeirândia, Coroatá, conducting interviews with municipal secretaries, social workers of municipalities, collection of migrant workers and rescued reports and participation in events organized by entities and organizations of rural workers in Bacabal, Balsas and Pedreiras. The discussion of migration and slave labor refers to the existence of subaltern spaces, where labor displacement stems from the vulnerability of the migrant population to degrading activities or to be recruited for the contemporary slave labor. The Maranhão has shown to be one of the great slave labor issuers in Brazil, presenting data that place it first as exporter of workers who are recruited. This practice of the labor force crackdown highlights one of the contradictions of the mobilization of the workforce by activities in areas of capital expansion that appear as a symbol of modernity in Brazil. This type of work means the curtailment of freedom of hand work that has its workforce released by the capitalist ownership of the means of production. It is part of the modernity of contemporary capitalism, it is necessary for breeding, especially in the Brazilian dependent capitalism. The contemporary slave labor exposes capitalism as a mode of production that appropriates non-capitalist forms to reproduce and expand.
Descrição: RODRIGUES, Sávio José Dias. Quem não tem é escravo de quem tem: migração camponesa e a reprodução do trabalho escravo contemporâneo. 2016. 213 f. Tese (Doutorado em geografia)- Universidade Federal do Ceará, Fortaleza-CE, 2016.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/18793
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