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Título: Instruções para os imigrantes
Autor(es): Abreu, João Capistrano Honório de
Palavras-chave: Imigrantes
Capistrano de Abreu
Rio de Janeiro
Niterói
Data do documento: 2004
Editor: Trajetos Revista de História UFC
Citação: ABREU, J. C. H. (2004)
Resumo: Estado do Rio de Janeiro, Instruções para os Imigrantes publicado pela Companhia Metropolitana. É autor deste escrito, até hoje inédito, o erudito escritor J. Capistrano de Abreu, que desta foi incumbido pela Companhia Metropolitana, a qual lhe pagou adquirindo por tanto a propriedade, Rio, 18 de Agosto de 1897. "Os primeiros navegantes europeus que aprontaram à magnifica baia chamada Ganabára (sic)e Niteroi pelos indígenas ribeirinhos, julgavam ter diante de si um rio. Como nela chegaram a primeiro de Janeiro de 1502 denominaram-na Rio de Janeiro. Este nome passou mais tarde a cidade fundada na margem ocidental da mesma baia, que ainda hoje serve de capital federal dos Estados Unidos do Brasil; e finalmente a todo o Estado que possui a mor parte da mesma baia e se estende a Norte, Leste e Oeste dela. Disputada por muito tempo entre franceses que queriam fundar uma França antártica e portugueses que não toleravam estrangeiros entre o Amazonas e o Prata, ao final ficou em poder dos portugueses.Em 1565 lançaram-se à entrada da barra as bases da cidade, oficialmente denominada de São Sebastião; em 1567 foi transportada para onde hoje está. Desde então seu progresso e o do estado tem sido seguro e contínuo. Dentro de poucos anos fundaram-se numerosos engenhos de açúcar. Em 1615 começou-se a cidade de Cabo Frio, baluarte contra os franceses,tanto mais apaixonados daquele território quanto menos lhes sorria a sorte das armas, foi depois ocupada a fértil zona de Campos, que logo se cobriu de rebanhos de gado e canaviais verdejantes; já em fins do século XVI possuíam os jesuítas importante estabelecimento pastoril em Santa Cruz, e daqui e do vizinho estado de São Paulo procedeu a gente que povoou Parati, Angra dos Reis e Guaratiba. A importância do Rio de Janeiro afirmou-se pujantemente no século passado. Para a colonização de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para as guerras travadas com os espanhóis, a quem os portugueses queriam avançar a posse e a navegação exclusiva do Rio da Prata, serviu a cidade de base de operações. Desde 1704, abriu-se uma estrada entre a cidade e as minas de ouro recentemente descobertas e extraordinariamente abundantes, de modo que sua baia ficou sendo o porto da opulenta Capitania de Minas Gerais. Foi sendo povoado o rio Paraíba nos limites com São Paulo e Minas, A notícia de jazidas auríferas no lugar chamado agora Cantagalo, trouxe para ali muitos mineiros que, senão encontraram grande riquezas, ao menos desbravaram aquelas matas, só percorridas até então por feras e índios bravios. A mudança da Capital do Brasil da cidade de Salvador da Bahia para o Rio de Janeiro, em 1763, consagrou oficialmente sua supremacia. A supremacia do Rio tornou-se ainda mais indisputada quando em 1808 El-rei de Portugal, coagido pelo poder das armas de Napoleão a deixar o Velho Mundo, assentou aqui a Corte e a capital de seus domínios, derrocou lentamente o sistema colonial e, sem quere-lo talvez e sem sabe-lo, regeu o Brasil como metrópole, como país independente e abriu-lhe a era nova...
Descrição: ABREU, João Capistrano Honório de. Instruções para os imigrantes. Trajetos Revista de História UFC, Fortaleza, v. 3, n. 5, p. 11-29, 2004.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/19975
ISSN: 1676-3033
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