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Título: A moralidade tem uma chance na concepção da eticidade de Hegel?
Autor(es): Iber, Christian
Palavras-chave: Moralidade
Direito
Liberdade
Eticidade
Estado
Data do documento: 2013
Editor: Revista Dialectus
Citação: Iber, C. (2013)
Resumo: O artigo discute a posição de Hegel segundo a qual a moralidade, com efeito, representa uma compreensão importante do direito e da liberdade, porém que não é a definitiva, mas é sobrepujada pela compreensão ética do direito e da liberdade. Na moralidade se trata do direito e da liberdade de adquirir sua orientação de vida pela autodeterminação subjetiva, em que os sujeitos singulares podem reivindicar estabelecer uma distinção entre “correto” e “falso”, “bem” e “mal” a partir de si mesmos. Na sua crítica à moralidade, Hegel aduz o direito e os limites do direito da compreensão moral da liberdade. Com sua crítica da moralidade Hegel prepara o solo para sua concepção da eticidade, na qual a compreensão da liberdade dos sujeitos singulares se forma pela orientação nas instituições da comunidade ética. A vontade e a ação são compreendidas como expressão de uma compreensão da liberdade coletivamente praticada. Hegel não trata da restauração da eticidade antiga que ainda não conhece a liberdade moral, mas de uma nova forma da eticidade estatal que pode ser realizada sob as condições da Modernidade. Vale examinar se e em que maneira Hegel cumpre a integração da moralidade na sua concepção da eticidade, a qual é exigida por ele mesmo. Nesse caso, mostra-se que Hegel integra a moralidade apenas em um sentido eticamente não específico na eticidade estatal, segundo o qual a vontade subjetiva deve identificar-se com as instituições estatais; à parte disso, ele entrega a moralidade ao âmbito da sociedade burguesa, na qual ela empresta serviços úteis de compensação para o Estado, que considera supérflua a assistência político-social dos pobres.
Abstract: The article discusses Hegel’s opinion that morality, in effect, represents an important understanding of right and freedom, although it is not definitive, it is surpassed by the ethical understanding of right and freedom. In morality, we deal with the right and freedom to acquire life orientation by the subjective self-determination, in which the singular subjects can claim to establish a distinction between “correct” and “false”, “good” and “evil” from themselves. In Hegel’s critique of morality, he presents the right and the limits of the right of freedom moral understanding. Through his critique about the morality, Hegel prepares the land for his conception of ethics, in which the singular subject’s understanding of freedom is formed by the guidance in institutions of the ethical community. The will and action are understood as expression of an understanding of freedom collectively practiced. Hegel does not discuss on the restoration of the ancient ethics that does not know the moral freedom yet, but he does it in a new way of State ethics that can be performed under the Modernity conditions. It is worth examining whether and how Hegel fulfills the integration of morality in his conception of ethics, which is required by him. In this case, we can realize that Hegel integrates morality only in a sense ethically non specific in government ethics, according to which the subjective will may identify itself with the state institutions; apart from this, he leaves the morality under the bourgeois society and it lends useful compensation services for the State, that considers superfluous the political and social assistance given to the poor.
Descrição: IBER, Christian. A moralidade tem uma chance na concepção da eticidade de Hegel?. Revista Dialectus, Fortaleza, ano 2, n. 3, p. 35-47, jul./dez. 2013.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/22133
ISSN: 2317-2010
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