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Título: A vontade é livre? Natureza e ética em Ludwig Feuerbach
Autor(es): Chagas, Eduardo Ferreira
Palavras-chave: Conceito de natureza em Feuerbach
Natureza e ética em Feuerbach
A determinação natural da vontade em Feuerbach
Data do documento: 2015
Editor: Revista Dialectus
Citação: Chagas, E. F. (2015)
Resumo: O presente artigo pretende destacar a tese de que a natureza para Feuerbach é um existente autônomo e independente e possui primazia ante o espírito. Para ele, a natureza material, que existe, em sua diferencialidade qualitativa, independente do pensar, é diante ao espírito o original, o fundamento não deduzível, imediato, não criado de toda existência real, que existe e consiste por si mesmo. Feuerbach opõe a natureza ao espírito, pois ele a entende não como um puro outro, que só por meio do espírito foi posto como natureza, mas, como o primeiro, a realidade objetiva, material, que existe fora do entendimento e é dada ao homem por meio de seus sentidos como fundamento e essência de sua vida. Trata-se aqui também de uma exposição da ética materialista, a posteriorística, de Ludwig Feuerbach a partir de sua crítica a toda ética apriorística, transcendental, ilimitada, indiferente, imediata, pura, vazia de conteúdo, abstraída das determinações, da situação concreta, baseada numa vontade incondicionada, indeterminada, numa pretensa liberdade humana independente tanto dos limites e das leis da natureza externa, quanto da natureza interna, da determinação corporal e das necessidades naturais humanas. Com isto, não há, todavia, em Feuerbach um determinismo ou uma negação da vontade, mas a defesa de que a liberdade humana não é absoluta e incondicionalmente livre, mas condicionada pelo tempo, pelo momento histórico, pela idade, por meios materiais e sensíveis, pela situação ambiental, pelas condições e circunstâncias da natureza, como alimento, vestimentas, luz, ar, água, espaço e tempo, pois ter vontade é sempre ter vontade de algo, já que ela é sempre vontade mediada por um objeto, e é só, através das condições e mediações, que se alcança a liberdade, e, assim, a vontade se torna concreta.
Abstract: This article tries to delineate the proposition that to Feuerbach nature is an autonomous and independent being that comes first in comparison to the spirit. To him, material nature, that exists in its qualitative differentness, independent from thinking, is the original source, the immediate, not deductible, uncreated fundament of all real existence, that exists and consists in itself, when put vis-a-vis the spirit. Feuerbach sets nature against the spirit, for it is his understanding that nature is not a pure other that only through the spirit was set as nature, but as the first source, the objective material reality that exists outside reason and is given to man by means of his senses as fundament and essence of his life. What is dealt with here is too a exposition of the materialistic ethic, Feuerbach’s posterioristica, from his critique of all aprioristic, transcendental, unlimited, indifferent, immediate, pure, empty of content ethic which is separated from determinations and a real situation, based on unconditioned, undetermined will, that is, a pretense of human freedom, independent not only from external limits of the laws of nature but also from internal nature, bodily determination and natural human needs. With this, however, there is not in Feuerbach determinism or a negation of will, but defense that human freedom is not absolute and unconditionally free, that is conditioned by time, by the historical moment, by age, by material and sensitive means, by the environment, by conditions and circumstances of nature, such as food, clothing, light, air, water, space and time, because to express a will is always to crave for something, considering that will is always mediated by an object and is only by means of conditions and mediation that freedom is attained and it is in this fashion that will becomes real.
Descrição: CHAGAS, Eduardo Ferreira. A vontade é livre? Natureza e ética em Ludwig Feuerbach. Revista Dialectus, Fortaleza, ano 2, n. 6, p. 1-34, jan./ago. 2015.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/22236
ISSN: 2317-2010
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