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dc.contributor.advisorBezerra Filho, José Gomes-
dc.contributor.authorGama, Isabelle da Silva-
dc.date.accessioned2018-02-23T14:07:18Z-
dc.date.available2018-02-23T14:07:18Z-
dc.date.issued2015-11-19-
dc.identifier.citationGAMA, I. S. Inquérito nacional sobre violência na vida da população penitenciária feminina brasileira. 2015. 279 f. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva Associação Ampla UECE/UFC) - GAMA, I. S. Inquérito nacional sobre violência na vida da população penitenciária feminina brasileira. 2015. 279 f. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva Associação Ampla UECE/UFC) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2015.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/29894-
dc.description.abstractIn Brazilian prison scenario, women are approximately 7% of the population, corresponding to about 36,000 arrested. Gender violence has become intrinsic to the functioning of prisons and brings serious consequences to the health of these women. This population experienced more severe and frequent situations of interpersonal violence than the general female population. Therefore, this study aims to investigate the profile and history of violence in the lives of these women before and after the arrest through a national survey on violence and health. Cross-sectional study with data collection performed through assisted self-interview by Audio Computer-Assisted Self-Interviewing (ACASI). The sample was collected from 13 female prison units located in seven Brazilian states and the Federal District for the period from 11/2013 to 7/2015. The study included women sentenced in closed or semi-open conditions in prisons equipped with health unit, totaling 1,012 women. Variables related to sociodemographic, prison history, history of violence suffered before and during the arrest, committed crime, communicable and noncommunicable diseases, mental disorders, reproductive health, use of psychoactive substances, alcohol and smoking were collected. Was conducted univariate analysis, stratified and bivariate order to profile, investigate history of victimization and possible factors associated with violence suffered by this population during the arrest by calculating the odds ratio and the significance values (p <0.005). STATA software version 11 was used. The average age of women was 32.5 years, 55.1% self-referred as brunettes, had less than 8 years of education (56.4%) were single or without partner (a) fixed (a) (43.8%) were mothers (81.2%), Catholic (42.4%) and evangelical (36.3%), and the cells shared 3 to 5 or 11 to 19 persons (25.5% and 25.4%, respectively), received visits in prison (68.2%) and were arrested for drug traffic (59.5%). The overwhelming majority suffered some type of violence before the arrest (84%). The most frequent were physical (57.7%), psychological (49.7%) and moral violence (47.8%). The partner (a) or former partner (a) was the most cited as the aggressor. Regarding violence inside the prison, 41.1% reported being victims. All types are also highlighted. The largest accused were the inmates, followed by prison officers both male and female. Recidivist in prison, mental distress, smoking, consumption of alcohol and other drugs, have gone to individual cell and have suffered violence before the arrest, they were statistically associated with different types of violence suffered inside the prison. These results bring visibility to the issue of women's imprisonment and its relation to violence experienced and practiced. In addition, it provides concrete facts to effect existing strategies with the purpose of reducing the impact of violence in women's prisons and its consequences to the health of incarcerated women.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectPrisõespt_BR
dc.subjectMulheres Agredidaspt_BR
dc.subjectViolência contra a Mulherpt_BR
dc.subjectSaúde da Mulherpt_BR
dc.subjectDireitos da Mulherpt_BR
dc.titleInquérito nacional sobre violência na vida da população penitenciária feminina brasileirapt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.contributor.co-advisorKerr, Ligia Regina Franco Sansigolo-
dc.description.abstract-ptbrNo cenário prisional brasileiro, as mulheres representam, em média, 7% da população, correspondendo a aproximadamente 36 mil presas. A violência de gênero se tornou intrínseca ao funcionamento das prisões e traz graves consequências à saúde dessas mulheres. Tal população experimentou situações mais severas e frequentes de violência interpessoal em relação à população feminina geral. Portanto, no presente estudo, pretende-se investigar, além do perfil da população penitenciária feminina brasileira, o histórico de violência na vida dessas mulheres antes e após a prisão através de um inquérito nacional sobre violência e saúde. Estudo transversal, cuja coleta de dados realizou-se mediante auto entrevista assistida através do Audio Computer-Assisted Self-Interviewing (ACASI). A amostra foi coletada em 13 unidades prisionais femininas pertencentes a 8 estados brasileiros e o Distrito Federal no período de 11/ 2013 a 7/2015. Foram incluídas no estudo mulheres cumprindo pena em regime fechado ou semiaberto, em unidades prisionais equipadas com unidade de saúde, totalizando 1.012 mulheres. Coletaram-se variáveis relacionadas aos dados sociodemográficos, histórico prisional, histórico de violências sofridas antes e durante a prisão, crime cometido, doenças transmissíveis e não-transmissíveis, transtornos mentais, saúde reprodutiva, uso de substancias psicoativas, álcool e tabagismo. Realizou-se análise univariada, estratificada e bivariada a fim de traçar o perfil, detectar histórico de vitimização e os possíveis fatores associados às violências sofridas por essa população durante a prisão por meio do cálculo da Razão de Chances bruta e dos valores de significância (p<0,005). Utilizou-se o software STATA versão 11 para análise. A média de idade das mulheres foi de 32,5 anos, 55,1% auto referiram-se como pardas, tinham menos de 8 anos de estudo (56,4%), eram solteiras ou sem parceiro(a) fixo(a) (43,8%), eram mães (81,2%), católicas (42,4%) e evangélicas (36,3%), e dividiam a cela com 3 a 5 ou 11 a 19 pessoas (25,5% e 25,4%, respectivamente), recebiam visita na prisão (68,2%) e estavam presas por tráfico de drogas (59,5%). A esmagadora maioria sofreu alguma tipologia de violência antes da prisão (84%). As mais referidas foram a física leve (57,7%), psicológica (49,7%) e moral (47,8%). O companheiro(a) ou ex-companheiro(a) foi o agressor mais citado. Em relação às violências no interior da prisão, 41,1% declararam-se vítimas. Todas as tipologias se destacaram igualmente. Os maiores acusados foram as próprias detentas, seguidas dos agentes prisionais de ambos os sexos. Ser reincidente na prisão, apresentar sofrimento mental, tabagismo, consumo de álcool e outras drogas, ter ido alguma vez para isolamento e ter sofrido violências antes da prisão, foram estatisticamente associados a diferentes tipologias de violências sofridas no interior da prisão. Tais resultados trazem visibilidade à questão do encarceramento feminino e sua relação com violência sofrida e perpetrada. Ademais, fornece dados concretos para efetivação das estratégias existentes com o propósito de reduzir o impacto da violência em prisões femininas e suas consequências à saúde da mulher encarcerada.pt_BR
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