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Title in Portuguese: Disparidades em saúde entre mulheres privadas de liberdade e da população geral no Brasil
Title: Health disparities between women deprived of their liberty and the general population in Brazil
Author: Pinheiro Júnior, Francisco Marto Leal
Advisor(s): Kendall, Bernard Carl
Co-advisor(s): Kerr, Ligia Regina Franco Sansigolo
Keywords: Disparidades nos Níveis de Saúde
Brasil
Prisões
Mulheres
Prisioneiros
Issue Date: 16-Apr-2018
Citation: PINHEIRO JÚNIOR, F. M. L. Disparidades em saúde entre mulheres privadas de liberdade e da população geral no Brasil. 2018. 138 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2018.
Abstract in Portuguese: Introdução: Estima-se que 41 mil mulheres vivem em unidades prisionais no Brasil. A experiência de aprisionamento tem forte potencial na promoção de inequidades em saúde, tanto dentro do próprio país como em comparação a outras nações. Assim, A população prisional apresenta superior carga de desordens físicas e mentais em relação à população em geral. O objetivo deste estudo foi caracterizar as disparidades em saúde entre mulheres privadas de liberdade e da população geral no Brasil. Métodos: Métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado a partir de dois inquéritos nacionais do Brasil, um com mulheres presas de há pelo menos seis meses em regime fechado ou semiaberto em 15 estados brasileiros e outro com a população geral, de base domiciliar. Os dados foram coletados através de questionário padronizado, testes rápidos e exame físico. Para caracterização das disparidades foram calculados razão de prevalência ajustadas por faixa etária e respectivos intervalos de confiança para alguns agravos crônicos não transmissíveis através de regressão de Poisson. Resultados: A média de idade foi de 33,4 anos (95% IC 32,8 – 33,9). A prevalência de sífilis foi de 11,7% (95%IC = 9,9 – 13,8), IST (51,8%, 95%IC = 48,9 - 54,6) e Asma (20,1%, 95%IC = 17,9 – 22,6), 55,8% são fumantes (95%IC = 53,1 – 58,5), 72,3% (95%IC = 69,6 – 74,7) já fizeram uso de alguma droga ilícita, 17,3% fazem uso nocivo de álcool (95%IC = 14,9 – 19,5), 92,1% (95%IC = 90,4 – 93,6) são sedentárias e 92,1% (95%IC = 90,4 – 93,6) mantêm uma alimentação não saudável. A asma (RP = 3,35; 95% IC = 2,91 - 3,86) foi a única morbidade que ocorreu com maior frequência entre mulheres presas. As presas < 30 anos apresentaram prevalência de hipertensão arterial (RP = 4,54; 95% IC = 3.36 - 6.12), doença cardiovascular (RP = 4,35; 95% IC = 2.41 - 7.87) e asma (RP = 18,7; 95% IC = 2.32 - 3.79) superior às mulheres da população geral. Conclusão: Mulheres presas no Brasil são afetadas, desproporcionalmente, por diversas condições de saúde adversas. Há a necessidade de um sistema de vigilância eficaz dentro do sistema prisional visando diagnóstico e tratamento precoces. As preocupantes disparidades em saúde entre a população prisional feminina e a população geral no Brasil exigem ações de saúde durante o encarceramento e após a transição para a comunidade.
Abstract: Introduction: It is estimated that 41,000 women are imprisoned in Brazil. The experience of imprisonment has a strong potential to promote health inequities, both considered nationally and internationally. Thus, the prison population presents a greater burden of physical and mental disorders in relation to the population in general. The objective of this study was to characterize the health disparities between female prisoners and the general female population in Brazil. Methods: This is a cross-sectional study based on two national surveys from Brazil, one with a female population imprisoned at least six months in a closed or semi-open regime in 15 Brazilian states and the other with a general population of women, recruited in a household survey. Data were collected through a standardized questionnaire, laboratory testing and physical examination. To characterize the disparities, age-adjusted prevalence ratios and confidence intervals were calculated for identified transmissible diseases using Poisson regression. Results: The mean age was 33.4 years (95% CI 32.8 - 33.9). The prevalence of syphilis was 11.7% (95% CI = 9.9 - 13.8), IST (51.8%, 95% CI = 48.9 - 54.6) and Asthma (20.1% , 95% CI = 17.9 - 22.6), 55.8% are smokers (95% CI = 53.1 - 58.5), 72.3% (95% CI = 69.6-74.7 ) have used illicit drugs, 17.3% used alcohol (95% CI = 14.9 - 19.5), 92.1% (95% CI = 90.4 - 93.6) were sedentary and 92.1% (95% CI = 90.4 - 93.6) maintained an unhealthy diet. Asthma (PR = 3.35, 95% CI = 2.91-3.86) was the only morbidity that occurred more frequently among imprisoned women. The prisoners <30 years of age presented a prevalence of arterial hypertension (RR = 4.54, 95% CI = 3.36-6.12), cardiovascular disease (RR = 4.35, 95% CI = 2.41 - 7.87) and asthma 7; 95% CI = 2.32 - 3.79) higher than women in the general population. Conclusion: Female prisoners in Brazil are disproportionately affected by adverse health conditions. There is a need for an effective surveillance system within the prison system for early diagnosis and treatment. The health disparities between the female prison population and the female general population in Brazil demonstrate the need for health care during incarceration and after the transition to the community.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/31811
metadata.dc.type: Tese
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