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Title in Portuguese: Pequenas horas: Babinski no Ceará
Author: Carvalho, Francisco Gilmar Cavalcante de
Keywords: Babinski, Maciej Anton, 1931- Homenagens
Babinski, Maciej Anton, 1931- Vida e obra
Artes Plásticas
Babinski, Maciej Anton, 1931- Pinturas
Babinski, Maciej Anton, 1931- aquarelas, desenhos e gravuras
Aquarelas, desenhos e gravuras
Issue Date: 2005
Publisher: SECULT; Expressão Gráfica; LEO
Citation: CARVALHO, Francisco Gilmar Cavalcante de. Pequenas horas: Babinski no Ceará. Fortaleza: SECULT; Expressão Gráfica; LEO, 2005. 80p.
Abstract in Portuguese: Maciej (‘matsjej, de acordo com o alfabeto fonético), está na varanda de sua casa e conta histórias difíceis, como um narrador que revolvesse o fundo do baú e corresse o risco de se expor à dor que podem provocar essas lembranças. Não são relatos frios. Pulsa vida em cada um dos episódios ou de seus fragmentos. O tempo o deixou bem. Tem cabelos brancos que ressaltam seu aspecto ainda mais arrumado. Gosta de camisetas brancas e bermudas cáquis ou beges. Calça tênis ou mocassins de couro leve. Não perde a fleuma, mesmo nesses instantes em que é convocado para fazer uma longa viagem de volta, que ninguém sabe onde pode parar. Mas nada impede que acabe num irascível mau humor, momento em que volta, abruptamente, para seu misto de apartamento e atelier íntimo, onde dorme, lê, ouve música, guarda os objetos, livros e quadros de que mais gosta e no qual pouquíssimos podem entrar. É ele mesmo que faz a faxina desse espaço e de lá ele só sai quando quer, quando está de bem com a vida. O risco é grande. Também para o entrevistador, que não sabe que emoções podem ser desencadeadas. Uma conversa tenta condensar uma vida, numa proposta de enredamento, num hipotético fi o de Ariadne, que faça nos perder e nos achar em algum lugar do passado. Maciej se cala. O vento morno sopra, e eu digo brincando que é o Aracati, vento mítico que sopra do litoral leste do Ceará, da foz do rio Jaguaribe, em direção ao sertão. Não sei se chega a Várzea Alegre, tão longe e tão perto de seu coração selvagem. Eu tomo uma xícara de café forte, ele prefere um copo de vinho tinto, bem encorpado, e, ainda que não pose como enólogo, sabe distinguir o “bouquet” das castas que, da mesma forma que ele, se aclimataram tão bem ao nordestino vale do São Francisco. Vagamos, silenciosos, pela casa, em cujas paredes está parte de sua produção. [...]
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/49999
metadata.dc.type: Livro
ISBN: 85-7563099-7
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