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Tipo: Dissertação
Título: Correlatos psicossociais e contextuais da propensão à violência contra a mulher em relacionamentos íntimos
Título em inglês: Psychosocial and contextual correlates of the proclivity to violence against women in intimate relationships
Autor(es): Biermann, Mariana Costa
Orientador: Santos, Walberto Silva dos
Palavras-chave: Violência contra a mulher;Propensão à violência;Psicometria;Relacionamentos íntimos
Data do documento: 2020
Citação: BIERMANN, Mariana Costa. Correlatos psicossociais e contextuais da propensão à violência contra a mulher em relacionamentos íntimos. 2020. 125f. - Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Ceará, Centro de Humanidades, Curso de Graduação em Psicologia, Fortaleza (CE), 2020.
Resumo: O presente estudo objetivou compreender a influência de variáveis psicossociais e contextuais enquanto fatores fundamentais para a propensão à violência contra a mulher em relacionamentos íntimos. Especificamente, as variáveis correlatas utilizadas foram: sexismo ambivalente (hostil e benevolente), intolerância à frustração, níveis de agressividade, e variáveis sociodemográficas. De forma secundária, objetivou-se propor uma escala para mensuração da propensão à violência contra a mulher em relacionamentos íntimos e validar uma escala de desconforto à frustração. A fim de atingir o objetivo proposto, a dissertação apresenta dois estudos empíricos. O estudo 1 teve como objetivo a validação das escalas necessárias à realização da pesquisa, tendo como foco a construção de uma escala de propensão à violência contra a mulher em relacionamentos íntimos e a adaptação da Frustration Discomfort Scale para o Brasil. O estudo 2, objetivou avaliar a relação e o valor preditivo de variáveis correlatas ao fenômeno abordado. Acerca das amostras utilizadas, o estudo 1 contou com 200 homens da população geral entre 18 e 78 anos (M = 29,85; DP = 12,59), sendo 95,4% dos participantes heterossexuais e 4,6% bissexuais; enquanto o estudo 2 contou com uma amostra de 242 homens da população geral com idades de 18 a 60 anos (M = 28,58; DP = 9,18), sendo 96,2% heterossexuais e 3,8% bissexuais. Ambas as amostras foram de conveniência, não probabilística, sendo a participação condicionada a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os participantes do estudo 1 responderam a um livreto composto pela Versão Brasileira da Escala de Desconforto à Frustração, o Questionário de Agressividade de Buss-Perry, a Escala de Propensão à Violência contra a Mulher em Relacionamentos Íntimos, e a um questionário sociodemográfico; e os participantes do estudo 2 responderam aos instrumentos validados no estudo I, ao Inventário de Sexismo Ambivalente, bem como a perguntas sociodemográficas. Foram realizadas análises estatísticas descritivas, análise fatorial exploratória, correlações r de Pearson, testes de qui-quadrado e de t de Student, e regressões lineares múltiplas. Utilizou-se para tal o software SPSS (versão 20), assim como o utilitário PROCESS macro para testar modelos de moderação. Os resultados do estudo 1 indicaram estruturas fatoriais consistentes em ambas as escalas, assim como a adequação aos parâmetros psicométricos de validade e precisão. No que tange ao estudo 2, não foi observado potencial preditor do desconforto à frustração em relação à violência contra a mulher em relacionamentos íntimos, divergindo da literatura; porém se confirmou o sexismo ambivalente e o hostil como preditores. Apesar da existência de limitações no presente estudo, ressalta-se que os objetivos foram alcançados e que foram sistematizados dados significativos acerca da relação entre a violência contra a mulher em relacionamentos íntimos e variáveis psicossociais do contexto brasileiro.
Abstract: The present study aimed to understand the influence of psychosocial and contextual variables as fundamental factors for the proclivity to violence against women in intimate relationships. Specifically, the correlated variables used were: ambivalent sexism (hostile and benevolent), intolerance to frustration, levels of aggression, and sociodemographic variables. Secondarily, the objective was to propose a scale to measure the proclivity to violence against women in intimate relationships and to validate a scale of discomfort to frustration. In order to achieve the proposed objective, the dissertation presents two empirical studies. Study 1 aimed to validate the scales necessary to carry out the research, focusing on the construction of a scale of proclivity to violence against women in intimate relationships and the adaptation of the Frustration Discomfort Scale for Brazil. Study 2 aimed to evaluate the relationship and the predictive value of variables related to the phenomenon addressed. Regarding the samples used, study 1 included 200 men from the general population between 18 and 78 years old (M = 29.85; SD = 12.59), with 95.4% of the participants being heterosexual and 4.6% bisexual; while study 2 included a sample of 242 men from the general population aged 18 to 60 years (M = 28.58; SD = 9.18), 96.2% heterosexual and 3.8% bisexual. Both samples were of convenience, not probabilistic, and the participation was conditioned to the signing of the Free and Informed Consent Form. Study 1 participants responded to a booklet composed of the Brazilian Version of the Frustration Discomfort Scale, the Buss-Perry Aggression Questionnaire, the Violence Propensity Scale Women in Intimate Relationships, and a sociodemographic questionnaire; and the participants of the study 2 responded to the instruments validated in study 1, the Ambivalent Sexism Inventory, as well as the sociodemographic questions. Descriptive statistical analyzes, exploratory factor analysis, Pearson's correlations, chi-square and Student's t tests, and multiple linear regressions were performed. The SPSS software (version 20) was used for this, as well as the PROCESS macro utilitary to test moderation models. The results of study 1 indicated factorial structures consistent on both scales, as well as the adequacy to the psychometric parameters of validity and precision. Regarding study 2, there was no predictive potential of discomfort to frustration in relation to violence against women in intimate relationships, diverging from the literature; however, ambivalent and hostile sexism was confirmed as predictors. Despite the existence of limitations in the present study, it is emphasized that the objectives were achieved and that significant results were systematized about the relationship between violence against women in intimate relationships and psychosocial variables in the Brazilian context.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/50741
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