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dc.contributor.advisorOliveira, Christian Dennys Monteiro de-
dc.contributor.authorMachado, Ivna Carolinne Bezerra-
dc.date.accessioned2021-01-29T16:39:08Z-
dc.date.available2021-01-29T16:39:08Z-
dc.date.issued2020-
dc.identifier.citationMACHADO, Ivna Carolinne Bezerra. Dinâmica de lugares marianos: a devoção à Lourdes como estratégia turístico-terapêutica nos santuários festivos de Chaval (CE) e Lagoa do Piauí (PI). 2020. 165 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Centro de Ciências, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2020.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/56263-
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectLugar marianopt_BR
dc.subjectLourdespt_BR
dc.subjectModelo devocionalpt_BR
dc.subjectTurismo de saúdept_BR
dc.subjectGeografia da saúdept_BR
dc.titleDinâmica de lugares marianos: a devoção à Lourdes como estratégia turístico-terapêutica nos santuários festivos de Chaval (CE) e Lagoa do Piauí (PI)pt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.description.abstract-ptbrNa perspectiva da abordagem geográfica cultural do fenômeno religioso (SANTOS, 2006) estabelecemos como norte de composição analisar lugares Marianos e as dinâmicas estabelecidas pela religiosidade popular a partir da devoção mariana a Nossa Senhora de Lourdes. Nessa perspectiva a leitura desses espaços simbólicos e sua paisagem considera a irradiação desta devoção como um modelo devocional turístico e terapêutico. Desta forma buscamos compreender as ações dos diversos sujeitos, devotos e visitantes no espaço-tempo a partir da dinâmica devocional que os move, na busca pela cura e manutenção da saúde. Com base no triângulo das necessidades dos sujeitos devotos (MACHADO; OLIVEIRA, 2017; ROSENDAHL, 2009) quais as principais demandas dos sujeitos? Essa demanda se completa numa viagem? Numa peregrinação? Num gole d´água? Na figura de um ex-voto? Neste sentido, tomadas como diretas variações do santuário de Lourdes na França (Metropolitano) a partir da classificação das modalidades de santuários de Oliveira (2004, 2011), selecionamos dois santuários (Festivos) a partir de suas singularidades, a pedra da Gruta de Lourdes de Chaval (CE) e a Gruta de Lourdes da Betânia em Lagoa do Piauí (PI) para o acompanhamento de suas respectivas festividades. Situados em contextos marginais, em cidades interioranas do Nordeste brasileiro foi possível evidenciar as principais forças vetoriais atuantes na dinâmica destes espaços (OLIVEIRA, 2011). Em todo o percurso teórico tomamos como referência o sagrado feminino e os aspectos psicológicos do arquétipo feminino (JUNG, 2003; NEUMANN, 1996) perpassando pelas diversas faces de deusas mitológicas (CAMPBELL, 2007; RIBEIRO, 2012) até chegar à figura de Maria (ALVAREZ, 2015; TARNAS, 2002). Para a Composição do imaginário simbólico religioso e da saúde, somos tomados pela imaginação material em torno dos elementos da natureza, na atribuição de significados a água como fonte de vida, alimento e a caverna como lugar de abrigo e proteção (BACHELARD, 1998; FIGUEIREDO, 2010). Os campos foram marcados pela constante empírica de pré-campo, em-campo e pós-campo (OLIVEIRA; MACHADO; ROCHA, 2018). Destacamos três períodos de campos empíricos, o primeiro, como na composição de um cenário (GOMES; FORT-JACQUES, 2010), identificamos nos santuários festivos as singularidades, o alcance de público, estruturas, elementos materiais e a dinâmica de rituais. O segundo período foi marcado pela visita ao santuário de Lourdes na França em busca de aproximações e afastamentos. O terceiro, de volta aos santuários festivos fez-se o estabelecimento oficial dos vínculos com o santuário de Lourdes. A partir das ferramentas metodológicas de análise e com base nos levantamentos de demandas em campo elaboramos um conjunto de projeções que viabilizem o turismo religioso e terapêutico. Neste sentido, a leitura dos santuários como espaços simbólicos de cura nos levam para uma geografia da saúde que faz dialogar modalidades terapêuticas e culturais.pt_BR
dc.description.abstract-esDesde la perspectiva del enfoque geográfico cultural del fenómeno religioso (SANTOS, 2006) establecemos como norte, analizar lugares marianos y las dinámicas establecidas por la religiosidad popular a partir de la devoción mariana de Nuestra Señora de Lourdes. En este sentido, la lectura de los espacios simbólicos y su paisaje considera la irradiación de esta devoción como modelo devocional turístico y terapéutico. De esta manera, buscamos comprender las acciones de los diversos sujetos, devotos y visitantes en el espacio-tiempo a partir de la dinámica devocional que los mueve, en la búsqueda por la cura y mantenimiento de la salud. Basado en el triángulo de las necesidades de los sujetos devotos (MACHADO; OLIVEIRA, 2017 ROSENDAHL, 2009) ¿cuáles son las principales demandas de los sujetos? ¿Esa demanda se completa en un viaje? ¿En una peregrinación? ¿En un trago de agua? ¿En la figura de un ex voto? En este sentido, y tomando variaciones directas del santuario de Lourdes en Francia (Metropolitano) a partir de la clasificación de las modalidades de santuarios de Oliveira (2004, 2011), seleccionamos a partir de sus singularidades dos santuarios (Festivos), la piedra de la Gruta de Lourdes en Chaval (CE) y la Gruta de Lourdes de Betania en Lagoa do Piauí (PI) para el acompañamiento de sus respectivas festividades. Situados en contextos marginales, en ciudades del interior del Nordeste brasileño fue posible evidenciar las principales fuerzas vectoriales actuantes en la dinámica de estos espacios (OLIVEIRA, 2011). En todo el recorrido teórico tomamos como referencia el sagrado femenino y los aspectos psicológicos del arquetipo femenino (JUNG, 2003; NEUMANN, 1996) pasando por las diversas caras de diosas mitológicas (CAMPBELL, 2007; RIBEIRO, 2012) hasta llegar a la figura de María (ALVAREZ, 2015; TARNAS, 2002). Para la composición del imaginario simbólico, religioso y de la salud, somos tomados por la imaginación material en torno a los elementos de la naturaleza, en la atribución de significados al agua como fuente de vida, alimento y la cueva como lugar de abrigo y protección (BACHELARD, 1998; FIGUEIREDO, 2010). Los campos fueron marcados desde la empiría del pre-campo, en-campo y pos-campo (OLIVEIRA; HACHA; ROCHA, 2018). Destacamos tres períodos de campos empíricos, el primero, como en la composición de un escenario (GOMES; FORT-JACQUES, 2010), identificamos en los santuarios festivos las singularidades, el alcance del público, estructuras, elementos materiales y la dinámica de los rituales. El segundo período estuvo marcado por la visita al santuario de Lourdes en Francia en búsqueda de aproximaciones y distanciamientos. El tercero, de vuelta a los santuarios festivos, estableciendo oficialmente los vínculos con el santuario de Lourdes. A partir de las herramientas metodológicas de análisis y con base en los levantamientos en campo elaboramos un conjunto de proyecciones que viabilicen el turismo religioso y terapéutico. En este sentido, la lectura de los santuarios como espacios simbólicos de curación nos lleva a una geografía de la salud que dialoga entre formas terapéuticas y culturales.pt_BR
dc.title.enDynamics of Marian places: devotion to Lourdes as a tourist-therapeutic strategy in the festive sanctuaries of Chaval (CE) and Lagoa do Piauí (PI)pt_BR
dc.title.esDinámica de lugares marianos: la devoción a Lourdes como estrategia turístico-terapéutica en los santuarios festivos de Chaval (CE) y lagoa do Piauí (PI)-
dc.description.abstract-frDans la perspective de l’approche géographique culturelle du phénomène religieux (SANTOS, 2006), nous avons établi comment nord de composition analyser les lieux mariaux et les dynamiques établies par la religiosité populaire de la dévotion mariale à Notre-Dame de Lourdes. C’est donc dans cette perspective, la lecture de ces espaces symboliques et de son paysage considère le rayonnement de cette dévotion comme un modèle dévotionnel touristique et thérapeutique. De cette façon, nous cherchons à comprendre les actions des divers sujets, dévots et visiteurs dans l’espace-temps de la dynamique dévotionnelle qui les motive, dans la recherche pour la guérison et le maintien de la santé. Basé sur le triangle des besoins des sujets dévots (MACHADO; OLIVEIRA, 2017 et ROSENDAHL, 2009) Quelles sont les principales exigences des sujets? Cette quête se termine-t-elle en voyage ? En pèlerinage ? Une gorgée d’eau ? Un ex-voto? En ce sens, prises comme directes variations du sanctuaire de Lourdes en France (Métropolitain) à partir de la classification des modalités de sanctuaires d’Oliveira (2004, 2011), nous avons sélectionné deux sanctuaires (Festifs) à partir de leurs singularités, de la Grotte de Lourdes de Chaval (CE) et de la Grotte de Lourdes de Betânia à Lagoa do Piauí (PI) pour accompagner leurs festivités respectives. Situés dans des contextes marginaux, dans des petites villes du nord-est brésilien, il a été possible de mettre en évidence les principales forces vectorielles actives dans la dynamique de ces espaces (OLIVEIRA, 2011). Tout au long du parcours théorique, nous prenons comme référence le sacré féminin et les aspects psychologiques de l’archétype féminin (JUNG, 2003; NEUMANN, 1996) face à face de déesses mythologiques (CAMPBELL, 2007; RIBEIRO, 2012) jusqu’à arriver à la figure de Marie (ALVAREZ, 2015; TARNAS, 2002). Pour la Composition de l’imaginaire symbolique religieux et de la santé, nous sommes pris par l’imagination matérielle autour des éléments de la nature, dans l’attribution des significations de l’eau comme source de vie, nourriture et la caverne comme lieu d’abri et de protection (BACHELARD, 1998; FIGUEIREDO, 2010). Les travaux sur le terrain ont été marqués par la constante empirique avant- le terrain, dans- le terrain et après- le terrain (OLIVEIRA; MACHADO; ROCHA, 2018). Nous soulignons trois périodes du terrain empiriques, le premier, comme dans la composition d’un scénario (GOMES; FORT-JACQUES, 2010), nous avons identifié dans les sanctuaires festifs les singularités, la portée du public, les structures, les éléments matériels et la dynamique des rituels. La deuxième période a été marquée par la visite au sanctuaire de Lourdes en France à la recherche d’approches et d’éloignements. Le troisième, de retour aux sanctuaires festifs, fut l’établissement officiel des liens avec le sanctuaire de Lourdes. A partir des outils méthodologiques d’analyse et sur la base des soulèvements de demandes sur le terrain, nous élaborons un ensemble de projections qui permettent le tourisme religieux et thérapeutique. En ce sens, la lecture des sanctuaires comme espaces symboliques de guérison nous conduit vers une géographie de la santé qui fait dialoguer des modalités thérapeutiques et culturelles.pt_BR
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