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Title in Portuguese: Hipertensão arterial em mulheres presas e agentes penitenciárias brasileiras
Author: Silva, Ana Zaira da
Advisor(s): Kerr, Ligia Regina Franco Sansigolo
Co-advisor(s): Ferreira, Marcelo José Monteiro
Keywords: Prisões
Saúde do Trabalhador
Hipertensão
Mulheres
Issue Date: 2020
Citation: SILVA, A. Z. Hipertensão arterial em mulheres presas e agentes penitenciárias brasileiras. 2020. 193 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2020.
Abstract in Portuguese: As prisões possuem características capazes de propiciar o desenvolvimento de hipertensão arterial entre as mulheres presas (MP) e as agentes penitenciárias, constituindo-se um agravo preocupante à saúde desses grupos. Objetivou-se estimar a prevalência e os fatores associados à hipertensão em agentes penitenciárias e, comparar a prevalência e características de MP e da população geral com hipertensão no Brasil. Estudo transversal, realizado a partir de dois inquéritos nacionais. O primeiro, de base domiciliar foi realizado em 2013, nos 26 estados e Distrito Federal, a partir de questionário aplicado por entrevistadores treinados. O segundo inquérito ocorreu em 15 unidades prisionais femininas, entre janeiro de 2014 a dezembro de 2015. A população foi composta por 1327 MP e 295 agentes penitenciárias. A coleta de dados foi realizada através de questionário autoaplicado a partir de Audio Computer-Assisted Self-Interviewing (ACASI). Realizou-se o exame físico das participantes, consistindo na verificação da pressão arterial, medida da altura, peso e circunferências da cintura e quadril. Os dados foram analisados utilizando o softwear SPSS® versão 20.0 e Stata® v. 15.0, o Odds Ratio e intervalos de confiança foram estimados para os fatores independentes. A análise bivariada foi realizada através do teste de qui-quadrado de Pearson, e para a análise multivariada utilizou-se o modelo de regressão logística. Estimativas pontuais e a Razão de Prevalência (RP) foram calculados para as MP e da população geral, através da regressão de Poisson. A prevalência de hipertensão nas agentes penitenciárias foi de 37,9%, (95%IC: 32,1-44,0), apresentando-se associada à obesidade (IC 95% = 1,884-9,947), doença cardiovascular (95%IC: 3,348-16,724) e participação no curso de treinamento específico para o cargo (95%IC: 1,413-9,564). Entre as MP, a prevalência de hipertensão foi de 31,3% (95%IC: 28,6 – 34,0) e, 38,9% (95%IC: 37,8 – 39,9) na população geral. Menor escolaridade (49,0%; 95%IC: 1,213 - 1,524), estar estudando (29,5%; 95%IC: 2,705 – 4,177), ser solteira (52,9%; 95%IC: 1,500 – 1,895), fazer uso de droga lícita (70,1%; 95%IC: 1,408 – 1,667), gravidez prévia (91,1%; 95%IC: 1,177 – 1,127), não uso de contraceptivo (75,4%; 95%IC: 1,543 – 1,816) e ser obesa (44,0%; 95%IC: 1,147 – 1,497), foram características mais prevalentes entre as MP hipertensas. Tanto as agentes penitenciárias quanto as MP apresentaram prevalências de hipertensão altas, identificando-se fatores intrínsecos ao ambiente das prisões associados a este fato. É urgente e necessário desenvolver políticas e programas que promovam um melhor enfrentamento dos problemas de saúde mental e física tanto das agentes penitenciárias quanto das MP.
Abstract: Prisons have characteristics capable of promoting the development of arterial hypertension among female prisoners (FP) and correctional officers, constituting a health concern for these groups. The objective of this study was to estimate the prevalence and factors associated with hypertension in correctional officers and to compare the prevalence and characteristics of FP and the general population with hypertension in Brazil. Cross-sectional study, carried out from two national surveys. The first, home-based, was carried out in 2013, in the 26 states and the Federal District, based on a questionnaire applied by trained interviewers. The second survey took place in 15 female prisons, between January 2014 and December 2015. The population consisted of 1327 FP and 295 correctional officers. Data collection was performed through a self-administered questionnaire using Audio Computer-Assisted Self-Interviewing (ACASI). Physical examination of the participants was carried out, consisting of checking blood pressure, measuring height, weight and waist and hip circumferences. The data were analyzed using SPSS® version 20.0 and Stata® v. 15.0, Odds Ratio and confidence intervals were estimated for the independent factors. The bivariate analysis was performed using Pearson's chi-square test, and for the multivariate analysis, the logistic regression model was used. One-off estimates and the Prevalence Ratio (PR) were calculated for the FP and the general population, through Poisson regression. The prevalence of hypertension in correctional officers was 37.9%, (95%CI: 32.1-44.0), being associated with obesity (95%CI = 1.884-9.947), cardiovascular disease (95%CI : 3,348-16,724) and participation in the specific training course for the position (95%CI: 1,413-9,564). Among FM, the prevalence of hypertension was 31.3% (95% CI: 28.6 - 34.0) and 38.9% (95%CI: 37.8 - 39.9) in the general population. Less schooling (49.0%; 95% CI: 1.213 - 1.524), studying (29.5%; 95%CI: 2.705 - 4.777), being single (52.9%; 95%CI: 1.500 - 1.895), use legal drugs (70.1%; 95%CI: 1.408 - 1.677), previous pregnancy (91.1%; 95%CI: 1.177 - 1.127), no use of contraceptives (75.4%; 95%CI: 1.543 - 1.816) and being obese (44.0%; 95%CI: 1.147 - 1.477), were the most prevalent characteristics among hypertensive FP. Both correctional officers and FP had high prevalence of hypertension, identifying factors intrinsic to the prison environment associated with this fact. It is urgent and necessary to develop policies and programs that promote better coping with the mental and physical health problems of both correctional officers and FP.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/57432
metadata.dc.type: Tese
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