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dc.contributor.advisorChagas, Eduardo Ferreira-
dc.contributor.authorAraújo Neto, José Aldo Camurça de-
dc.date.accessioned2013-11-07T17:43:51Z-
dc.date.available2013-11-07T17:43:51Z-
dc.date.issued2011-
dc.identifier.citationAraújo Neto, J. A. C.; Chagas, E. F. (2011)pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/6522-
dc.descriptionARAÚJO NETO, José Aldo Camurça de. Moralidade e eticidade: uma discussão entre Kant e Hegel. 2011. 118f. – Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduação em Filosofia, Fortaleza (CE), 2011.pt_BR
dc.description.abstractThe issue of morality can be studied through an apparently simple question: how I must act? This question, however, unchains a series of new questions: how can I judge my actions and other people’s actions? What are the criteria according to which I make this judgment? Which principles and values must guide my actions? What is the relation between individual morality and social normativity? Answering all these questions do not deplete the problem of morality, since each question may generate a multitude of others which, in their turn, demand more elaborated answers each time. Immanuel Kant and Georg Wilhelm Friedrich Hegel try, in their own way, to give a satisfactory reply to this polarization. In fact, the object of main analysis of morality is the individual, the citizen who acts in the world. It is in the world that societies create criteria and values, so that the actions of individuals can be recognized in the world. However, to be sure that their actions become valid, the individuals externalize their wills and inclinations in the institutions: family, civil society and the State. On these grounds, we find Kantian philosophy as opposite to Hegelian philosophy. On the one hand, we find a philosophy which excludes the sensitivity of human actions in order to claim the existence of a being that surpasses the empiricist, the sensitiveness: Kant and his Categorical Imperative. On the other hand, we find a philosophy which values the development of the idea of freedom in all its mediations – from the most abstract moment to the most concrete one – seeing this development as complete and systematic: the Hegelian philosophy. Between these two divergent viewpoints, there is morality. Whereas Kant conceives the content of moral action in an uninterested way, that is, the fulfillment of our actions only for the sake of our duty. The moral action in Hegel doesn’t happen without interest; we are motivated, therefore, by passion, inclinations, desires amongst other feelings. Despite all these differences, Kant and Hegel contribute a lot to the problematic of morality either in Ethics or in the realm of political philosophy. In Kant, the concept of autonomy makes the individual independent and capable of legislating in his/her own favor, controlling and guiding their act according to certain criteria and principles. In Hegel, freedom is internalized into morality, so that the individual assumes, conscientiously, the consequences of his/her own actions, being responsible for them. For this reason, the relation between the two philosophies is extremely fruitful and we cannot neglect one in detriment of the other. Hegel’s critique of Kantian moral philosophy is possible either in the realm of morality or in the realm of History because Kant himself gave the seeds to be criticized later. In other words, from the questionings about traditional metaphysics, the philosopher of Königsberg is a target for many different interpretations. Amongst these interpretations, Hegel is found with his notion of Ethicity.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherwww.teses.ufc.brpt_BR
dc.subjectFreedom in Hegelpt_BR
dc.subjectAutonomypt_BR
dc.subjectKant,Immanuel,1724-1804 – Crítica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectHegel,Georg Wilhelm Friedrich,1770- 1831 – Crítica e interpretaçãopt_BR
dc.subjectLiberdade – Filosofiapt_BR
dc.subjectCiência política – Filosofiapt_BR
dc.titleMoralidade e eticidade: uma discussão entre Kant e Hegelpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.description.abstract-ptbrA questão da moralidade pode ser estudada valendo-se de uma pergunta aparentemente simples: como devo agir? Esta pergunta, todavia, desencadeia uma série de novas perguntas: como posso julgar minha ação e a dos outros? Quais os critérios segundo os quais faço esse julgamento? Segundo que máximas, princípios e valores devem orientar-se minha ação? Qual a relação existente entre a moralidade individual e a normatividade social? A resposta a todas essas perguntas não esgota a problemática da moralidade já que cada pergunta gera uma infinidade de outras, que, por sua vez, exigem respostas cada vez mais sofisticadas. Immanuel Kant e Georg Wilhelm Friedrich Hegel tentam, cada um a sua maneira, dar uma resposta satisfatória a essa problemática. De fato, o objeto de análise principal da moralidade é o indivíduo, o sujeito, que age no mundo. É nele que as sociedades criam critérios, valores, para que suas ações possam ser reconhecidas no mundo. Porém, a fim de que suas ações tenham validade, os indivíduos externalizam suas vontades, inclinações, nas instituições: família, sociedade civil e Estado. É diante desse contexto que encontramos a filosofia kantiana se contrapondo à filosofia hegeliana. De um lado, temos uma filosofia que exclui a sensibilidade das ações humanas a fim de postular a existência de um ente que supera o empírico, o sensível: Kant e o seu imperativo categórico. Do outro lado, encontramos uma filosofia que valoriza o desenvolvimento da ideia de liberdade em todas as suas mediações – do momento mais abstrato até o mais concreto – sendo esse desenvolvimento completo, sistemático: a filosofia hegeliana. A partir desses dois extremos está a moralidade. Enquanto que Kant concebe o conteúdo da ação moral destituído de um interesse específico, a ação moral em Hegel possui interesse; somos motivados, portanto, pela paixão, inclinação, entre outros sentimentos. É diante dessas diferenças que Kant e Hegel contribuíram bastante para a Ética, a Filosofia política, onde o tema da moralidade se apresenta. Em Kant, o conceito de autonomia torna o indivíduo livre, independente, capaz de legislar em causa própria, de controlar e orientar os seus atos segundo certos critérios e princípios. Já em Hegel, a liberdade se internaliza na moralidade de modo tal que o sujeito dispõe a assumir, conscientemente, as consequências de seus atos se responsabilizando por eles. Por esta razão, a relação entre as filosofias kantiana e hegeliana é extremamente frutífera e não se pode preterir uma em detrimento da outra de forma absoluta. A crítica de Hegel a Kant é possível na esteira tanto da Moralidade quanto o da História, pois Kant lançou todas as condições para que fosse posteriormente criticado. Ou seja, a partir dos questionamentos à metafísica tradicional, o filósofo de Königsberg dá margem a diversas interpretações. Dentre estas interpretações, encontra-se Hegel com a sua noção de Eticidade.pt_BR
dc.title.enMorality and ethicity: a discussion between Kant and Hegelpt_BR
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