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Type: Dissertação
Title: Desfechos dos recém-nascidos submetidos à profilaxia com palivizumabe
Authors: Barros, Aline Cunha
Advisor: Cerqueira, Gilberto Santos
Co-advisor: Rocha, Hermano Alexandre Lima
Keywords in Brazilian Portuguese : Criança;Palivizumab;Vírus Sincicial Respiratório Humano;Infecções por Vírus Respiratório Sincicial
Keywords in English : Child;Respiratory Syncytial Virus, Human;Palivizumab;Respiratory Syncytial Virus Infections
Knowledge Areas - CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::SAUDE MATERNO-INFANTIL
Issue Date: 2025
Citation: BARROS, Aline Cunha. Desfechos dos recém-nascidos submetidos à profilaxia com palivizumabe. 2025. 80 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Saúde da Mulher e da Criança) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2025. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/83660. Acesso em: 03 dez. 2025.
Abstract in Brazilian Portuguese: A prematuridade é um desafiador problema de saúde pública em nível mundial e, no Brasil, é considerada a principal causa de morte em crianças nos primeiros cinco anos de vida. Lactentes menores de seis meses, principalmente prematuros, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade e cardiopatas são a população de maior risco para desenvolver infecção respiratória grave sendo o vírus Sincicial respiratório (VSR) um dos principais causadores. Em virtude da elevada morbimortalidade, associada às infecções relacionadas com o VSR, e os altos custos dos tratamentos, devido às hospitalizações, foi de fundamental importância esta pesquisa que tem como objetivo avaliar os desfechos das crianças submetidas à profilaxia com Palivizumabe. Trata-se de um estudo de coorte retrospectiva, documental, quantitativo que foi desenvolvido numa maternidade terciária com todos recém-nascidos internados na Unidade Neonatal e que foram eleitos para receber a profilaxia com o Palivizumabe, no período de sazonalidade, durante a internação e/ou após a alta hospitalar, entre janeiro de 2018 e julho de 2023. Foram excluídas as crianças que tiveram prontuários com preenchimento incompleto. O instrumento de coleta de dados constou de variáveis neonatais (sexo, peso ao nascimento, Índice de APGAR, idade gestacional, diagnóstico de nascimento) e variáveis clínicas: número de doses administradas de Palivizumabe, número de vezes que a criança foi acometida de infecção respiratória, incidência de internamento por infecção respiratória e uso de oxigenoterapia ou não. A coleta de dados foi realizada no prontuário físico da instituição. Os dados foram digitados e analisados no Programa Excel® e R®, sendo construídas tabelas e gráficos. Foram realizados os Testes de D'agostino-Pearson para verificar a normalidade. Quando a distribuição era não-paramétrica foram utilizados os Testes de Kruskal-Wallis e Wilcoxon. Para verificar a associação, utilizou-se o Teste Exato de Fisher e para a correlação, o Teste de Kendall. Os resultados foram expressos em média e mediana, sendo considerados significativos os dados que apresentaram o valor de p<0,05. Foram respeitadas as diretrizes éticas para pesquisa com seres humanos, sendo assegurada e preservada a identidade da criança e responsável, durante a divulgação dos resultados da pesquisa. 77% das crianças tiveram a primeira IRA no primeiro ano de vida, com mediana de 3,0 doses de Palivizumabe. Dentre estas, 84 (79,0%) crianças adoeceram e não foram hospitalizadas; 28 (65,0%) crianças tiveram a segunda IRA no segundo ano de vida e com mediana de 4,0 doses e 36 (84,0%) crianças que adoeceram, não necessitaram de hospitalização. No primeiro ano de vida, 225 (75%) crianças não adoeceram e 155 (51,3%) receberam o esquema completo de profilaxia com Palivizumabe. No segundo ano de vida, 86 (60,6%) crianças não adoeceram, e 71 (47,3%) receberam esquema completo de profilaxia. Conclui-se que à medida que as crianças adoeciam, a vacinação aumentava, e a hospitalização foi um fator determinante para o aumento da adesão à profilaxia com Palivizumabe.
Abstract: Prematurity is a challenging public health problem worldwide and in Brazil and is considered the leading cause of death in children in the first five years of life. Infants under six months of age, especially premature infants, children with chronic lung disease of prematurity and heart disease are the population at greatest risk of developing severe respiratory infection, with respiratory syncytial virus (RSV) being one of the main causes. Due to the high morbidity and mortality associated with RSV-related infections and the high costs of treatments due to hospitalizations, this research was of fundamental importance, which aims to evaluate the outcomes of children undergoing prophylaxis with Palivizumab. This is a retrospective, documentary, quantitative cohort study that was developed in a tertiary maternity hospital with all newborns admitted to the Neonatal Unit and who were elected to receive prophylaxis with Palivizumab, during the seasonal period, during hospitalization and/or after hospital discharge, between January 2018 and July 2023. Children whose medical records were incompletely filled out were excluded. The data collection instrument consisted of neonatal variables (sex, birth weight, APGAR score, gestational age, birth diagnosis) and clinical variables: number of doses of Palivizumab administered, number of times the child was affected by respiratory infection, incidence of hospitalization for respiratory infection and use or not of oxygen therapy. Data collection was performed in the institution's physical medical records. The data were entered and analyzed in the Excel® and R® programs, and tables and graphs were constructed. The D' Agostino Pearson tests were performed to verify normality, when the non-parametric distribution was used the Kruskal -Wallis and Wilcoxon tests , to verify the association the Fisher's exact test and the Kendall test for correlation, the results expressed as mean and median, with data that presented a p-value <0.05 being considered significant. The ethical guidelines for research with human beings were respected, and the identity of the child and guardian was ensured and preserved during the dissemination of the research results. Results: 77 (73.0%) children had the first ARI in the first year of life, with a median of 3.0 doses of Palivizumab; 84 (79.0%) children became ill but were not hospitalized; 28 (65.0%) children had the second ARI in the second year of life and with a median of 4.0 doses and 36 (84.0%) children who became ill but were not hospitalized; 225 (75%) children did not get sick in the first year of life and 155 (51.3%) children received a complete prophylaxis regimen with Palivizumab in the first year of life; 86 (60.6%) children did not get sick in the second year of life; and 71 (47.3%) children received a complete prophylaxis regimen in the second year of life. It is concluded that as children became sick, they were more vaccinated, and hospitalization was a determining factor for the increase in adherence to prophylaxis with Palivizumab.
URI: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/83660
Author's Lattes: http://lattes.cnpq.br/1364010985678462
Advisor's ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6717-3772
Advisor's Lattes: http://lattes.cnpq.br/6780676773042373
Co-advisor's ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9096-0969
Co-advisor's Lattes: http://lattes.cnpq.br/8379814863258484
Access Rights: Acesso Aberto
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