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Título: A confraria de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Quixeramobim (Ceará - Brasil): identidades e sociabilidades.
Autor(es): BEZERRA, Analucia Sulina
Orientador(es): PORDEUS JÚNIOR, Ismael de Andrade
Palavras-chave: Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Quixeramobim
Identidade, grupo de procedência, sociabilidade, irmandade, memória
Confrarias - Quixeramobim (CE) - Séc.XVIII
Escravidão - Quixeramobim (CE) - Séc.XVIII
Escravidão e a Igreja - Quixeramobim (CE) - Séc.XVIII
Relações raciais - Aspectos religiosos - Igreja católica - Séc.XVIII
Negros - Quixeramobim (CE) - Identidade racial
Famílias negras - Quixeramobim (CE) - Séc.XVIII
Negros - Quixeramobim (CE) - Usos e costumes - Séc.XVIII
Autos de Rei Congo
Identité, groupe de provenance, sociabilité, fraternité, mémoire
Data do documento: 2009
Editor: http://www.teses.ufc.br
Citação: BEZERRA, A. S. ; PORDEUS JÚNIOR, I. de A. (2009)
Resumo: As irmandades ou confrarias de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos floresceram no Brasil no período da escravidão, adquirindo grande interesse para os africanos livres e cativos e seus descendentes. Apesar da imposição ao culto católico que lhes caracterizava, essas associações leigas não deixaram de ser um vetor de criação de sociabilidades e de construção de identidades. Assim, poder-se-ia afirmar que elas foram um meio através do qual os negros construíram uma alternativa de existência no mundo que os acolhia, ora aceitando a religião do mestre ora incorporando rituais ou símbolos culturais que rememoravam a pertença às sociedades de onde foram compulsoriamente retirados. Essa ambigüidade talvez fosse a marca que mais lhe singularizava, pois mesmo para sua constituição e existência tinham necessariamente de receber anuência do poder temporal e espiritual através do reconhecimento de seus estatutos ou compromissos. Esses aspectos em maior ou menor grau foram revelados no estudo que agora apresento sobre a irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, estabelecida na freguesia de Quixeramobim, no interior do Ceará, Brasil, por volta de 1755, por escravos de procedência Angola. Essa representação embora tenha sido pouco engajada na sua criação e nem mesmo tenha sido assimilada pelos membros da associação ao longo de sua existência quase bicentenária, não deixou de ser problematizada com a noção grupo de procedência. Partindo dessa idéia pude também introduzir o conceito de identidade. Além dessa discussão, propus uma descrição etnográfica do processo de constituição e de funcionamento da irmandade, atendo-me à dimensão diacrônica como à sincrônica. Para essa última, o diálogo com descendentes de antigos membros da organização confrarial foi imprescindível, sobretudo ao recuperar a memória da principal sociabilidade da associação: a festa em comemoração do seu orago Nossa Senhora do Rosário.
Descrição: BEZERRA,Analúcia Sulina. A confraria de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Quixeramobim (Ceará - Brasil): identidades e sociabilidades. (2009). 323f. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade Federal do Ceará, Departamento de Ciências Sociais, Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Fortaleza-CE, 2009.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/1272
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