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Título: Meninos não choram:- a formação do habitus guerreiro nas FARC-EP
Autor(es): VILLOTA, Jose Maria de Jesus Izquierdo
Orientador(es): BARREIRA, César
Palavras-chave: Conflito
Violência
Poder
Disciplina
Guerrilheiros - Colômbia - Conduta
Guerrilheiros - Colômbia - Atitudes
Movimentos de Libertação Nacional - Colômbia
Fuerzas Armadas Revolucionárias de Colombia
Data do documento: 2006
Editor: http://www.teses.ufc.br
Citação: VILLOTA, J. M. J. I. ; BARREIRA, C. (2006)
Resumo: No presente trabalho, mediante o uso de alguns subsídios conceituais de teóricos como Norbert Elias, Hannah Arendt, Georg Simmel, Michel Foucault e Pierre Bourdieu, abordo a temática da formação do habitus guerreiro das FARC-EP. Desejo perceber, através das nuanças da interação social, as mudanças que se dão na vida dos homens e mulheres que integram esse grupo guerrilheiro. No meio da guerra contra o Estado, é minha pretensão, neste trabalho, mostrar a maneira através da qual os guerrilheiros das FARC-EP incorporam características peculiares do habitus guerreiro, que lhes permite possuir um diferencial bastante evidente no que tange aos sentimentos e ao comportamento humano. Dessa forma, quero apresentar minha percepção em dois momentos investigativos: Nos dois primeiros capítulos, meu olhar será direcionado ao grupo, enquanto, nos três capítulos restantes, minha pretensão é perceber o processo pelo qual esse habitus guerreiro do grupo se instila nos membros que o conformam. O “corpo temático” deste trabalho foi estruturado da seguinte maneira: No capítulo I, a partir dos conflitos agrários de luta pela terra entre camponeses assalariados e latifundiários, tentarei mostrar como se dá o processo de configuração do habitus guerreiro de grupos de autodefesa camponesa que, posteriormente, constituirão a base social das FARC-EP. No capítulo II, quero elucidar sobre o habitus guerreiro como um traço coletivo da guerrilha, cuja formação foi possível através da vida nômade, das coações externas advindas das constantes ameaças inimigas e das coações internas promovidas pela aplicação de um Regime Disciplinar. No capitulo III, abordando algumas ações coletivas, quero problematizar a perda da individualidade no acontecer da guerra revolucionaria, em que a identidade pessoal se dilui diante do aparecimento das características do grupo. O uso de diversos artifícios como a máscara, a mudança do nome, a ruptura dos vínculos sociais com pessoas alheias à organização, a prioridade atribuída aos interesses e aspirações do coletivo, articulam um processo social de transformação da personalidade dos guerrilheiros. No Capitulo IV quero avistar a vivência dos sentimentos de forma a ajustá-los a esse tipo de vida coletiva que decorre no meio do conflito armado colombiano. Inquieta-me saber como os guerrilheiros desenvolvem sua afetividade na interação homem/mulher, como vivem o vínculo com a família, como controlam o medo e, principalmente, como desenvolvem sentimentos que são característicos do grupo, como a desconfiança de tudo e a fidelidade à organização. No capítulo V, abordo a incidência da vida nômade, do rigor militar e da disposição para o combate no processo de construção da corporeidade dos guerrilheiros. Nesse capítulo, tentarei destacar o processo de disciplinarização da sexualidade, assim como também o condicionamento corporal para que os guerrilheiros sejam capazes de opor resistência ao cansaço, a condições climáticas adversas e aos demais apelos da própria estrutura biológica humana como a fome, o sono e a dor física.
Descrição: VILLOTA, Jose Maria de Jesus Izquierdo. Meninos não choram: a formação do habitus guerreiro nas FARC-EP. 2006. 217f. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade Federal do Ceará, Departamento de Ciências Sociais, Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Fortaleza-CE, 2006.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/1280
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