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Title in Portuguese: Desenvolvimento de protocolo clínico para atendimento à infertilidade na Atenção Básica à Saúde
Title: Clinical Protocol for development assistance to infertility in Basic Health Care
Author: Dias, Andrezza Alves
Advisor(s): Moura, Escolástica Rejane Ferreira
Keywords: Infertilidade
Protocolos Clínicos
Atenção Primária à Saúde
Papel do Profissional de Enfermagem
Issue Date: 2015
Citation: DIAS, A. A. Desenvolvimento de protocolo clínico para atendimento à infertilidade na Atenção Básica à Saúde. 2015. 105 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2015.
Abstract in Portuguese: Infertilidade é definida como incapacidade do casal em alcançar concepção após um ano de relações sexuais (pelo menos duas vezes por semana) sem o uso de métodos anticoncepcionais. Na Atenção Básica à Saúde (ABS), constata-se demanda de pessoas com queixas de infertilidade, porém os profissionais de saúde que atuam nesse nível da atenção, em geral, apresentam baixo conhecimento para realizarem o manejo dessa clientela. Sabendo-se que protocolos são ferramentas que padronizam o cuidado e favorecem a qualidade das ações, objetivou-se desenvolver um protocolo clínico para a assistência de Enfermagem à infertilidade na ABS e avaliar a qualidade deste. Pesquisa de desenvolvimento ou tecnológica, desenvolvida de janeiro de 2013 a março de 2015, em 10 etapas: definição do problema, justificativa, definição do conteúdo do protocolo, revisão de literatura, construção dos algoritmos, elaboração textual, captação de modelos, seleção e criação de ilustrações, diagramação, consulta aos juízes e revisão de português. A definição do conteúdo foi obtida através da técnica de brainstorming, da qual participaram enfermeiros assistenciais, docentes e usuários de serviços de planejamento familiar. Para fundamentar o conteúdo, foram realizadas revisões integrativas e a classificação das evidências científicas seguiu o Oxford Centre for Based Medicine. A criação de ilustrações e diagramação do material foi realizada por designer, conforme as Normas Regulamentadoras Brasileiras, NRB 14724 e 6029. A avaliação da qualidade do protocolo foi realizada por sete juízes, utilizando-se do instrumento Appraisal of Guidelines Research and Evaluation (AGREE II). Este apresenta 23 itens distribuídos em seis domínios, incluindo, ainda, uma avaliação global. As pontuações atribuídas pelos juízes foram calculadas e analisadas à luz do AGREE II e apresentadas em tabelas e gráficos, gerados no programa Microsoft Excel®, versão 2013. Calculou-se o Coeficiente de Variação de Pearson (CVP) por domínios e a média por itens do AGREE II. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará, conforme parecer no. 544.069/2014. Os juízes apresentaram tempo médio de formação de 15,14 anos, tendo todos experiência na área de planejamento familiar (anticoncepção) e cinco referiram experiência também na área de planejamento familiar voltada à concepção. Quanto à avaliação da qualidade do protocolo, o domínio 6 (independência editorial) recebeu maior pontuação dos juízes (98,8%), mantendo-se também maior ou igual a 90,0% os domínios 1 (escopo e finalidade) e 4 (clareza da apresentação). O domínio 3 (rigor do desenvolvimento) atingiu percentual de qualidade de 89,3%, e o 2 (envolvimento das partes interessadas), 83,3%. O menor percentual recaiu no domínio 5 (aplicabilidade) com 79,2%, devido, principalmente, ao item 21, que avalia a existência de critérios para o monitoramento e/ou auditoria do protocolo. A análise do CVP demonstrou maior grau de dispersão dos percentuais de avaliação no domínio 5 (16,5%), devido à maior variação das pontuações atribuídas. Na avaliação global, seis juízes atribuíram pontuação 7 “qualidade mais alta possível” e apenas um pontuação 6, atingindo 97,6%. Nenhum juiz fez oposição a recomendar o uso do protocolo. Sugere-se que pesquisas futuras possam realizar o monitoramento e/ou auditoria da implementação deste protocolo clínico.
Abstract: Infertility is the inability of a couple to achieve pregnancy after a year of unprotected sexual intercourse (at least twice a week). In Primary Health Care (PHC), we verify the demands from people with infertility complaints; however, health professionals working at this level of attention usually have low knowledge to manage this clientele. Knowing that protocols are instruments that standardize the care and favor the quality of actions, this study aimed to develop a clinical protocol for nursing care to infertility in PHC and evaluate its quality. Development or technological research conducted from January 2013 to March 2015 in 10 stages: problem definition, justification, defining the protocol content, literature review, algorithm construction, textual elaboration, collecting models, selecting and creating illustrations, layout, consulting with judges, and Portuguese review. Content definition occurred through brainstorming technique comprising clinical nurses, professors and users of family planning services. In order to substantiate the content, integrative reviews and the classification of scientific evidences according to the Oxford Centre for Evidence-based Medicine took place. A designer created the illustrations and layout of the material, in accordance with Brazilian Regulatory Norms, NRB 14724 and 6029. Seven judges assessed the protocol quality through the Appraisal of Guidelines Research and Evaluation (AGREE II), which is a 23-item tool comprising 6 domains, also including an overall assessment. The scores given by judges were calculated and analyzed in the light of the AGREE II, and presented in tables and figures generated in Microsoft Excel® software, version 2013. We calculated the Pearson’s Coefficient of Variation (PCV) by domains and the mean for the AGREE II items. The Research Ethics Committee of the Universidade Federal do Ceará, under protocol No. 544,069/2014, approved the research project. The judges had an average training time of 15.14 years, all had experience in family planning (birth control) and five reported experience in family planning focused on conception as well. With regard to the assessment of protocol quality, domain 6 (editorial independence) received the highest score from appraisers (98.8%). Domains 1 (scope and purpose) and 4 (clarity of presentation) were also greater than or equal to 90.0%. Domain 3 (rigor of development) reached the quality percentage of 89.3% and domain 2 (stakeholder involvement) had 83.3%. The lowest percentage belonged to domain 5 (applicability), 79.2%, mainly due to item 21, which evaluates the existence of criteria for monitoring and/or audit purposes. PCV analysis revealed a higher dispersion degree of the evaluation percentage in domain 5 (16.5%) given the greater variation of scores attributed. In the overall assessment, six judges gave score 7 “highest quality possible” and only one gave score 6, totaling 97.6%. No judge opposed to recommend the use of the protocol. We suggest that further research can perform the monitoring and/or audit of the implementation of this clinical protocol.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/13722
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