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Título: Estrutura do sub-bosque em fragmentos ripários na floresta atlântica do extremo norte, Pernambuco, Brasil
Título em inglês: Understory structure in riparian fragments of atlantic rainforest in the extreme north of Pernambuco, Brazil
Autor(es): Gomes, Juliana Silva
Orientador(es): Araújo, Francisca Soares de
Palavras-chave: Ecologia
Ecologia vegetal - Pernambuco
Comunidades vegetais - Floresta Atlântica
Data do documento: 2011
Citação: GOMES, J. S. (2011)
Resumo: Alterações deletérias em remanescentes de comunidades florestais têm sido associadas a modificações abióticas e bióticas devido aos efeitos do tamanho da área e da borda em fragmentos florestais. O sub-bosque é um dos componentes da floresta que melhor respondem aos efeitos da fragmentação por serem mais suscetíveis a tais efeitos. No extremo norte da Floresta Atlântica, estado de Pernambuco, Brasil, a vegetação remanescentes ocorre sob a forma de fragmentos de diferentes tamanhos, localizados principalmente em fundos de vales, onde, frequentemente, se concentram pequenos cursos d’água. O presente estudo teve como objetivos conhecer a organização estrutural e a influência da área e da borda na composição florística no sub-bosque de remanescentes florestais ripários. Inicialmente, foram realizados o levantamento florístico e estrutural do sub-bosque e verificada a similaridade deste com o estrato arbóreo. As espécies do sub-bosque foram classificadas em: transitórias e típicas de sub-bosque (baixo e alto). Os indivíduos foram agrupados em classes de altura e para cada espécie foram estimados os parâmetros absolutos e relativos de densidade e frequência por classe. Com base nesses parâmetros, foi obtida a estimativa da regeneração natural por classe de altura e a regeneração natural total de cada espécie. Em seguida, baseada nas hipóteses da relação espécie-área, foi estudada a estrutura da vegetação borda-interior no sub-bosque de seis fragmentos: três grandes (>100 ha) e três pequenos (<100 ha) que ocorre sobre essas áreas por onde correm pequenos córregos denominados neste estudo de sub-bosques ripários. Estações meteorológicas foram instaladas na borda e interior dos fragmentos para coleta de dados microclimáticos. Para análise estrutural, foram amostrados os indivíduos com CAS≥3 cm e CAP<15 cm e calculadas a densidade, frequência e dominância, além da riqueza de espécies e diversidade de Simpson. Na borda e interior de cada fragmento, foi calculado o percentual de indivíduos mortos e de espécies raras, comuns e abundantes e realizada a CCA para verificar se há relação entre as variáveis microclimáticas e a estrutura do sub-bosque entre ambientes. Os resultados deste estudo demonstraram que: a alta riqueza registrada no sub-bosque, associada à alta similaridade entre este componente e o dossel, indica que o sub-bosque de fragmentos florestais é composto predominantemente por indivíduos transitórios. Em geral, estas espécies apresentaram alto índice de regeneração, as maiores densidades e/ou frequência e estiveram bem distribuídas nas classes de tamanho, o que demonstra o potencial regenerante dos indivíduos que compõem o dossel. Nos fragmentos maiores, a borda apresentou temperaturas mais elevadas e menor umidade relativa do ar que o interior, enquanto os fragmentos menores não apresentaram diferença. Nos fragmentos menores foram registradas maior percentual de indivíduos mortos e maior diversidade. Pela CCA, as variáveis microclimáticas analisadas explicaram pequena parte da variância (10,7% nos fragmentos grandes e 12,9% nos pequenos) total dos dados. Verificou-se que o efeito da área e da borda teve influência maior nos fragmentos menores, visto que não houve diferença microclimática entre borda e interior. O componente sub-bosque não confirmou a relação espécie-área, mas nos fragmentos grandes, a composição das assembléias está relacionada às alterações microclimáticas entre borda e interior.
Abstract: Deleterious changes in fragments of forest communities have been often associated to biotic and abiotic changes related to area and edge effects. The understory is an important component of forest communities and exhibits a clear response to the process of fragmentation, due to its susceptibility to such effects. In the Northern section of the Atlantic Forest in the State of Pernambuco, Brazil, forest vegetation remains as fragments, mainly located in bottom valleys, in which riparian sites often occur. This study aimed at improving the knowledge on the structural organization of the understory and on effects of area and edges on the floristic composition of forest understory in riparian forests. Firstly, a floristic and structural survey of the understory was carried out, and its similarity to the arboreal component was assessed. Understory species were classified as follows: transient and understory typical (tall and short). Individuals were grouped into height classes and, for each species, absolute and relative descriptors of density and frequency were estimated per class. Based on these parameters, we calculated an estimative of natural regeneration per height class, and a total regeneration index for each species. Secondly, with basis on species-area relationship and edge effects, we studied the structure of edge-interior understory vegetation in six fragments, three large (>100 ha) and three small (<100 ha). Meteorological stations were set up at the edge and interior of each fragment for assembling air temperature and humidity. For structural analyses, all individuals with circumference at soil level (CSL ≥ 3 cm) and DBH < 15 cm were sampled, from which density, frequency and dominance, species richness and Simpson diversity were obtained. On the edge and interior of each fragment, we calculated the percentage of dead standing individuals and of rare, common and abundant species. A CCA was applied in order to check if there was a relationship between microclimatic variables and understory structure among environments. The results showed that: a high richness in the understory and a great similarity with the canopy stratum indicate that forest understory is predominantly composed by canopy regenerants. In general, these canopy species had high regeneration indices, greater densities and/ or frequencies and were evenly distributed amongst size classes, which demonstrate the regeneration potential of canopy species. In larger fragments, edges showed higher temperatures and lower humidity compared to forest interior, whereas in smaller fragments, these differences did not exist. In smaller fragments, there was a greater proportion of dead individuals and a higher diversity. According to CCA, microclimatic variables explained a small part of the total variance on forest structure (10.7% in large and 12.9% in small fragments). It was verified that area and edge effects had a greater influence on smaller fragments, considering that there were no differences on microclimate between edges and interiors. Although the understory component did not validate the species-area relationship, on large fragments the composition of understory assemblages was indeed related to edge-interior microclimatic differences.
Descrição: GOMES, Juliana Silva. Estrutura do sub-bosque em fragmentos ripários na floresta atlântica do extremo norte, Pernambuco, Brasil. 2011. 90 f. Dissertação (Mestrado em ecologia e recursos naturais)- Universidade Federal do Ceará, Fortaleza-CE, 2011.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/17151
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