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Título: Comportamento espaço-temporal da dengue e sua relação com os elementos atmosféricos e socioeconômicos em Fortaleza/CE
Título em inglês: Behavior dengue space-time and its relationship with the atmospheric elements and socioeconomic in Fortaleza/CE
Autor(es): Magalhães, Gledson Bezerra
Orientador(es): Zanella, Maria Elisa
Coorientador(es): Rodrigues, Ana Paula Santana
Palavras-chave: Geografia física
Dengue
Geoestatística
Clima
Dengue
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Data do documento: 2015
Citação: MAGALHÃES, G. B. (2015)
Resumo: O objetivo deste trabalho constitui-se realizar uma análise sobre comportamento da dengue na cidade de Fortaleza-CE, levando em conta a influência das condições socioeconômicas e climáticas, e enfocando as diferenças socioespaciais que garantem a produção de um clima urbano e a manutenção da dengue na cidade. Para isso, foram adquiridos dados de variáveis atmosféricas, epidemiológicas e socioeconômicas. Elaborarou-se mapas, gráficos e cálculos geoestatísticos (Alfa de Crobach, Correlação de Pearson, autocorrelação espacial – I de Moran e LISA). Executou-se uma análise espaço temporal em uma perspectiva do geral ao particular e adentrou-se na análise episódica dos fenômenos epidemiológicos. A umidade relativa do ar foi a variável atmosférica que mais se correlacionou com os casos de dengue. Verificou-se correlações mais elevadas em até um mês de diferença entre as chuvas e o aumento de casos da doença, diminuindo com o adiantamento de 2 e 3 meses. Constataram-se correlações negativas entre os casos de dengue e a temperatura média do ar devido à influência da precipitação. Fortaleza apresenta espaços onde coexistem populações com precariedades sociais, vivendo em áreas frágeis ambientalmente e com elevada quantidade de casos de dengue. Os bairros da porção oeste, sudoeste e sudeste da cidade foram onde se iniciaram os episódios epidêmicos de 2011 e 2012, e também onde a doença se manteve endêmica no episódio de 2013. Nessas regiões a dengue se proliferou com maior rapidez logo no início das epidemias investigadas. As correlações entre as variáveis epidemiológicas e socioeconômicas são mais fortes nos meses de início das epidemias, quando a doença ainda não está totalmente disseminada pela cidade. As variáveis Renda Média de Moradores por Domicílio e Porcentagem de Domicílios Ligados à Rede Geral de Esgoto ou Pluvial foram as variáveis que mais se correlacionaram com a incidência da doença. A autocorrelação espacial aponta os bairros com piores condições de saneamento como aqueles com elevada incidência no início dos episódios epidêmicos. Nos episódios investigados a epidemia se anunciou com o aparecimento de alguns casos próximos entre si, para em seguida se configurar em uma epidemia explosiva.
Descrição: MAGALHÃES, Gledson Bezerra. Comportamento espaço-temporal da dengue e sua relação com os elementos atmosféricos e socioeconômicos em Fortaleza/CE. 2015. 265 f. Tese (Doutorado em geografia)- Universidade Federal do Ceará, Fortaleza-CE, 2015.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/17636
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