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Título: José de Alencar e a escravidão: suas peças teatrais e o pensamento sobre o processo abolicionista
Título em inglês: José de Alencar and the slavery: his plays and the thought about the abolitionist process
Autor(es): Magalhães, Nathan Matos
Orientador(es): Peloggio, Marcelo Almeida
Palavras-chave: Abolition
O demônio familiar
Alencar, José de, 1828-1877. O demónio familiar – Crítica e interpretação
Alencar, José de, 1828-1877. Mãe – Crítica e interpretação
Escravidão na literatura
Escravos – Emancipação - Brasil
Data do documento: 2015
Citação: MAGALHÃES, N. M.; PELOGGIO, M. A. (2015)
Resumo: José de Alencar foi taxado de escravagista pelo fato de acreditar que a abolição não deveria ser realizada de maneira imediata, como desejava a maioria dos abolicionistas. Nossa pesquisa investiga, a partir de duas obras da dramaturgia alencarina – O demônio familiar (1857) e Mãe (1860) –, o entendimento do autor cearense sobre o regime escravista no Brasil. Além das peças, ponto de partida de nosso estudo, fazemos uso das cartas intituladas Novas cartas políticas de Erasmo, ao Imperador (1867), pois sua leitura, em comparação com outros textos do autor, pôde nos proporcionar uma nova perspectiva de análise acerca do pensamento crítico de José de Alencar. Podemos afirmar que a visão de alguns pesquisadores sobre o pensamento alencarino acerca da escravidão está incompleta, destarte a necessidade de se preencher algumas lacunas, tendo como corpus, também, os Discursos parlamentares de José de Alencar (1977) – obra que reúne os discursos políticos do autor cearense sobre o elemento servil –, obras importantes de críticos como Raimundo de Menezes, R. Magalhães Júnior, Raymond Sayers, Décio de Almeida Prado e Luiz Fernando Valente, que se debruçaram sobre a obra alencarina, e a leitura de alguns textos literários que nos ajudaram na crítica aqui desenvolvida, entre eles está As vítimas-algozes: quadros da escravidão (2010), de Joaquim Manuel de Macedo. Assim sendo, no primeiro capítulo, é mostrado o modo pelo qual Alencar marca presença na dramaturgia brasileira, abordando um tema espinhoso para sua época: a escravidão e a importância de suas peças para o avanço da emancipação. No segundo capítulo, analisamos a obra O demônio familiar, que até hoje suscita debates sobre o fato de ser ou não uma obra de caráter abolicionista, e, no terceiro capítulo, realizamos uma abordagem sobre a obra Mãe, onde evidenciamos as relações existentes entre senhor e escravo e qual a importância da obra para a luta contra a escravidão no país ou para a sua permanência naquela época. Dessa maneira, elencamos pontos que mostram as razões que levaram a crítica a denominar José de Alencar como um escravagista, assim como argumentos que fizeram com que alguns críticos vissem em suas obras posicionamentos em que levantava a bandeira da abolição, mas considerando apenas a emancipação gradual como melhor solução para toda a sociedade.
Abstract: José de Alencar was called a slaver for believing that the abolition should not happen immediately, as it was the wish of most abolitionists. Our research investigates the understanding of the Cearence author about the slave regime in Brazil from two of his dramaturgy works – O demônio familiar (1857) and Mãe (1860). Besides these plays, which are the starting point of our study, we use the letters entitled Novas cartas políticas de Erasmo, ao Imperador (1867), for its reading, in comparison with other texts from the author, could provide us with a new perspective of analyses about José de Alencar’s critical thinking. We can affirm that the vision of some researchers about Alencar’s thoughts about slavery is incomplete, thus the necessity of feeling some blanks, having as corpus the Discursos parlamentares de José de Alencar (1977) as well – a work that gathers the political speeches of the Cearence author about the servile element; important works of critics such as Raimundo de Menezes, R. Magalhães Júnior, Raymond Sayers, Décio de Almeida Prado and Luiz Fernando Valente, that address the work of Alencar, as well as the reading of some literary texts that helped us with the critic developed here, among which we have As vítimas-algozes: quadros da escravidão (2010), by Joaquim Manoel de Macedo. Therefore, in the first chapter, we show the way Alencar makes himself present in the Brazilian dramaturgy, approaching a thorny theme for his time: the slavery and the importance of his plays for the progress of emancipation. In the second chapter, we analyze O demônio familiar, which until today arises discussion about being an abolitionist work or not. At last, in the third chapter, we conduct an approach about Mãe, where we highlight the existing relationship between lord and slave and what is the importance of the work for the battle against slavery in the country or for its stay in that time. Thereby, we enlist the points that show the reasons that took the critic to classify José de Alencar as a slaver, as well as the arguments that made some critics see in his works that he encouraged the abolition, but considering the gradual emancipation as the best solution for the society as a whole.
Descrição: MAGALHÃES, Nathan Matos. José de Alencar e a escravidão: suas peças teatrais e o pensamento sobre o processo abolicionista. 2015. 133f. – Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduação em Letras, Fortaleza (CE), 2015.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/18204
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