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Título: Concentrações plasmáticas de mepivacaína em pacientes submetidos à cirurgia de terceiros molares
Autor(es): Maia, Raimundo Nonato
Orientador(es): Sarparo , Henrique Clasen
Palavras-chave: Mepivacaína
Membrana Celular
Data do documento: 2009
Citação: MAIA, R. N. (2009)
Resumo: A remoção cirúrgica dos terceiros molares em regime ambulatorial fazendo uso de anestésicos locais tem grande emprego no dia-a-dia da prática odontológica. Estas são drogas seguras quando usadas da forma recomendada; porém, quando empregadas em quantidade ou concentrações elevadas, poderão resultar em respostas indesejadas. Baseado no conhecimento de tais princípios e na prática da clínica cirúrgica, onde níveis de concentração de anestésico local na corrente sanguínea poderão chegar a valores muito próximos do nível de toxicidade, foi realizado estudo com mensuração da concentração sistêmica de anestésico local, através de coleta e análise, em equipamento de High-Performance Liquid Chromatography (HPLC), de amostra de sangue de pacientes que foram submetidos a anestesia local com mepivacaína 2% e adrenalina 1:100000 para a remoção dos terceiros molares. O estudo teve sua relevância justificada visto que, para as cirurgias ambulatórias de terceiros molares inclusos, a mepivacaína é utilizada com muita frequência, sendo assim importante investigar o comportamento dos níveis plasmáticos e suas possíveis manifestações tóxicas. A amostra constou de vinte e seis pacientes, de ambos os sexos, subdivididos em dois grupos conforme a cirurgia de dois ou quatro terceiros molares removidos em sessão única, respectivamente, sendo o monitoramento feito com uso de oxímetro de pulso, medidas regulares da pressão arterial, frequência cardíaca e eletrocardiograma em cardioscópio, de acordo com as recomendações mínimas da Associação Americana de Cirurgiões Orais e Maxilofaciais (D’ERAMO et al., 2003). No intervalo de 120 minutos, foram colhidas 10 amostras de 4ml, após injeção do anestésico local, e a análise quantitativa das concentrações plasmáticas de mepivacaína foi realizada em HPLC. Os níveis plasmáticos de mepivacaína em ambos os grupos foram crescentes e significativos entre si em todos os respectivos intervalos de coletas das amostras sanguíneas. Os resultados foram obtidos e comparados os valores nos respectivos momentos correspondentes entre os dois grupos, mostrando que as médias da PA sistólica e diastólica de todos os intervalos não foram significantes quando comparados com os valores obtidos na consulta pré-operatória. De acordo com os resultados deste estudo, foi possível concluir que a cirurgia de terceiros molares sob anestesia local, com mepivacaína 2% e adrenalina 1:100000, quando respeitadas as margens de seguranças recomendadas pelo fabricante, é um procedimento seguro e que não existe diferença clínica sistêmica para o paciente hígido quando no uso de doses de 108mg (5,4ml) e 216mg (10,8ml).
Abstract: Surgical removal of the third molars in clinical regime making use of local anesthetics plays a great role in the everyday practice of odontology. These drugs are safe when used in the proper way, but they can lead to undesirable outcomes when used in the wrong quantities or concentrations. Based on the knowledge of such principle and on surgical clinical practice, where levels of anesthetic concentration in the blood can reach near-toxic levels, a study measuring the systemic concentration of local anesthetic was made by collecting and analyzing, in equipment of High-performance liquid chromatography (HPLC), blood samples of patients who were submitted to local anesthesia with mepivacaine 2% and adrenaline 1:100000 for the removal of the third molars. The study was relevant because mepivacaine is frequently used in ambulatory surgeries of third molars, making it important to investigate the behavior of plasmatic levels and their possible toxic manifestations. The sample consisted of twenty-six patients of both sexes, subdivided in two groups according to the number of third molars removed: one group had two removed in a single session, the other group had four. Monitoring was done using pulse oxymetre, regular measuring of blood pressure, heart rate, and electrocardiogram in radioscopic, according to the minimum recommendations of the American Association of Oral and Maxillofacial Surgeons (D´ERAMO et al, 2003). In the interval of 120 minutes there were collected 10 samples of 4 mL after the injection of local anesthetic, and the quantitative analysis of the plasmatic concentrations of mepivacaine was done in HPLC. The plasmatic levels of mepivacaína in both groups were growing and significant amongst themselves in all the respective intervals of collections of the sanguine samples. After the results were obtained, the values at each corresponding moment for both groups were compared, showing that the averages of the systolic and diastolic pressure of all of the intervals were not significant when compared with the values obtained in the preoperative consultation. According to the results this study it was possible to conclude that the surgery of third molars under local anesthesia, with mepivacaine 2% and adrenaline 1:100000, when respecting the safety margins recommended by the manufacturer, is a safe procedure and that there are no clinical systemic differences to the healthy patient when doses between 108mg (5,4mL) and 216mg (10,8mL) are used.
Descrição: MAIA, Raimundo Nonato. Concentrações plasmáticas de mepivacaina em pacientes submetidos a cirurgia de terceiros molares. 2008. 84 f. Dissertação (Mestrado em Odontologia) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Fortaleza, 2008.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/1868
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