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Título: Morfofisiologia Do Dossel E Desempenho Bioeconômico De Ovinos Em Panicum Maximum Cv. Tanzânia Sob Lotação Rotativa Com Quatro Níveis De Suplementação Concentrada
Título em inglês: Morfofisiologia Do Dossel And Performance Bioeconômico From Sheep In Panicum Maximum Cv. Tanzania Under Manning Rotates With Four Levels Of Supplementation Concentrated
Autor(es): Pompeu, Roberto Cláudio Fernandes Franco
Orientador(es): Rogério, Marcos Cláudio Pinheiro
Coorientador(es): Cândido, Magno José Duarte
Palavras-chave: Zootecnia
Análise econômica, ovinos, Panicum maximum, produtividade, sistema de produção.
Economic analysis, sheep, Panicum maximum, productivity, production system
Data do documento: 2006
Citação: POMPEU, R. C. F. F. (2006)
Resumo: Essa pesquisa foi conduzida com o objetivo de avaliar as características morfofisiológicas do dossel e o desempenho bioeconômico de ovinos em pastagem de capim Tanzânia com quatro níveis de suplementação concentrada (0,0; 0,6; 1,2 e 1,8% PV), no período de setembro a dezembro de 2004. O experimento foi conduzido na Fazenda Experimental do Vale do Curu FEVC, pertencente à Universidade Federal do Ceará, localizada no município de Pentecoste CE. O método de pastejo foi o de lotação rotativa com taxa de lotação variável, com período de ocupação de três dias e de descanso de 21 dias. A condição residual adotada consistiu na altura de 28,0 cm. O delineamento experimental para os dados do fluxo de biomassa do dossel e para as características estruturais do pasto foi o de parcelas subdivididas, com níveis de suplementação sendo as parcelas e os ciclos de pastejo, as subparcelas, com três e quatro repetições (piquetes amostrais) por tratamento, respectivamente. O delineamento utilizado para os dados de comportamento animal foi o inteiramente casualizado em um arranjo fatorial (4 x 8) com seis repetições (ovinos). Para os dados de desempenho produtivo o delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado, com quatro níveis de suplementação e oito repetições (ovinos). Não houve efeito (P>0,10) dos níveis de suplementação e dos ciclos de pastejo sobre a relação F½, com média de 0,69. Para TAlF, houve efeito quadrático (P<0,10) dos níveis de suplementação, estimados em 5,04 e 5,70 cm/perf x dia nos níveis de 0 e 1,8% PV. A TAlH e a Pseud não foram afetadas (P>0,10) pelos níveis de suplementação, com médias de 0,10 cm/perf x dia e 18,31 cm, respectivamente. Quanto aos ciclos de pastejo, não foram observadas diferenças (P>0,05) na TAlH dos pastos no ciclo 4 e no ciclo 3, porém a TAlH do pasto no último ciclo foi superior (P<0,05) à dos ciclos 1 e 2. O mesmo ocorreu para a Pseud. As variáveis TSFa, TSFp e TST não foram afetadas pelos níveis de suplementação (P>0,10) e nem pelos ciclos de pastejos (P>0,05). Não houve efeito dos níveis de suplementação (P>0,10) e nem dos ciclos de pastejo (P>0,05) para a variável FIL, ficando com média de 11,5 dias. A TCC e a TAC não foram afetadas pelos níveis de suplementação (P>0,10) e nem pelos ciclos de pastejo (P>0,05), com médias de 153,28 e 128,70 kg MS/ha x dia, respectivamente. Para os componentes da biomassa pré-pastejo, não foram observados efeitos (P>0,10) dos níveis de suplementação e nem dos ciclos para as variáveis F/P, MSFM, MSFV, MV/MM, MSLV e MSCV. Para a variável ALT, observaram-se diferenças (P<0,05) do ciclo 4 em relação aos demais. A MSFT foi afetada (P<0,05) pelos níveis de suplementação, onde o pasto com ovinos suplementados ao nível de 0,6% PV foi semelhante (P>0,05) àquelas dos níveis de 0,0 e 1,8% PV, porém foi superior (P<0,05) ao nível de 1,2% PV. Não houve efeito (P>0,10) dos níveis de suplementação e nem dos ciclos de pastejo sobre a altura residual do pasto, com média de 28,42 cm. Quanto as variáveis MSFTres e MSFMres, não se observaram efeitos dos níveis de suplementação (P>0,10) e nem dos ciclos de pastejo (P>0,05), ficando com médias de 6121 e 2411 kg/ha, respectivamente. Quanto ao efeito dos níveis de suplementação sobre a MSFTres observou-se que o pasto dos ovinos suplementados com o nível de 0,6% PV foi superior (P<0,05) àquela do nível de 1,2% PV, porém semelhante (P>0,05) aos demais, o mesmo ocorrendo para MSFMres. Já para MSFVres, observou-se efeito quadrático dos níveis de suplementação, porém não houve efeito dos ciclos. Para a relação MV/MMres, não foram observadas diferenças entre níveis de suplementação e nem entre ciclos de pastejo. Quanto a MSLVres, estimou-se produções de 1429 e 1637 kg/ha nos níveis 0 e 1,8% PV. O mesmo ocorrendo para IAF residual. Quanto a MSCVres, foi observado efeito quadrático sobre o nível de suplementação, com um mínimo estimado de 1789 kg/ha, com 1,2% de suplementação. Houve aumento linear (P<0,10) na relação folha/colmo com o aumento do nível de suplementação. Quanto a DPP, não foi observada diferença (P>0,10) entre níveis de suplementação. Porém quanto aos ciclos, observou-se que o ciclo 4 foi superior (P<0,05) ao ciclo 2, porém o ciclo 4 foi semelhante (P>0,05) aos demais. O maior tempo de pastejo ocorreu no nível de suplementação de 0,0%, decrescendo progressivamente e voltando a se elevar somente no nível de 1,8% PV. O tempo de ruminação foi superior no nível de suplementação de 0,6% PV principalmente nos períodos com temperaturas mais amenas. O tempo de ócio foi superior no nível de suplementação de 1,2%, mormente após a suplementação (períodos de 14-20h). O número de ingestão sal/suplemento elevou-se com o aumento do nível de suplementação no período de 11-14h. A ingestão de água elevou-se com o aumento no nível de suplementação até 1,2% PV e concentrouse no período 11-14h. A micção foi superior no nível de suplementação de 1,8% PV e no período 5-8h. A elevação progressiva na taxa de bocados até o nível de suplementação de 1,2% PV nos períodos de 11-20h, com posterior queda sugere um efeito aditivo do suplemento sobre o pasto até tal nível, para daí em diante, ocorrer um efeito substitutivo. O tempo total sob o sombrite concentrou-se nos períodos mais quentes do dia e reduziu-se com os níveis de suplementação até 1,2%. Observou-se efeito quadrático (P<0,10) dos níveis de suplementação, com o GMD estimado de 65,87 e 113,15 g/dia dos animais não suplementados e recebendo suplemento ao nível de 1,8% PV. O mesmo comportamento ocorreu com o GPT dos animais. O D12 estimado para o nível 0,0% PV foi de 204 dias, reduzindo-se para 113 dias para o nível 1,8% PV. Observou-se uma TLO mínima estimada (P<0,10) de 63 ovinos/ha, com 0,39% de suplementação. Já para TLUA (UA/ha), observou-se efeito quadrático (P<0,10) nos níveis de suplementação, com TLUA estimada em 7,67 e 8,98 UA/ha com animais não suplementados e recebendo suplemento ao nível de 1,8% PV, respectivamente. Para o RPV, observou-se efeito quadrático (P<0,10) nos níveis de suplementação, com RPV estimado em 1538 e 3264 kg PV/ha x ano, com animais não suplementados e recebendo suplementação ao nível de 1,8% PV, respectivamente. Observou-se redução linear (P<0,10) na CAC com a elevação dos níveis de suplementação. Projeções econômicas indicaram maior lucratividade para produção de ovinos com suplementação concentrada ao nível de 0,6% PV, com cerca elétrica de no mínimo três hectares e preço de venda a partir de R$ 3,00/kg PV.
Abstract: To evaluate the canopy morphophysiology and bioeconomic performance of sheep s on Tanzania pasture with four concentrate supplementation levels (0.0; 0.6; 1.2 e 1.8% of live weight), from September to December 2004, this research was undertaken. The research was conducted at the Vale of Curu Experimental Farm, belonging to the Federal University of Ceara and located at the city of Pentecoste CE. The grazing method was the intermittent stocking, adopting variable stocking rate, with three grazing periods and 21 rest periods. The residual condition adopted consisted of a height of 28.0 cm. A split plot design, with supplementation level being parcels and cycles sub-parcels, with three or four replicates (paddocks) by treatment, respectively was utilized to morphogenesis and canopy structure. To the animal behavior it was utilized a entirely randomized design in a factorial system (4 x 8) with six replicates (sheeps). To the animal performance, a completely randomized design with eigth replicates (sheeps) was used. There was no effect between supplementation levels (P>.10) and cycles (P>.05) to F1/2, averaging 0.69. There was a square effect (P<.10) of supplementation level on the TAlF, estimating 5.04 and 5.70 cm/tiller x day to the 0.0 and 1.8% LW levels. There were not effect (P>.10) supplementation levels on the TAlH and Pseud, averaging 0.10 cm/tiller x day and 18.31 cm, respectively. In relation to the cycles, it were not observed differences (P>.05) between cycles 4 and 3, however the TAlH of the last cycle was highest than the cycles 1 and 2. The same behavior ocurred with Pseud. The supplementation levels and cycles did not affect (P>.10) the TSFa, TSFp and TST. It was not observed effect of supplementation levels (P>.10) and cycles (P>.05) on the PHYL, with an average of 11.5 days. There was no effect between supplementation levels (P>.10) and cycles (P>.05) to TCC and TAC averaging 153.8 and 128.7 kg/ha, respectively. To the biomass components before grazing, it were observed effects between supplementation levels (P>.10) and cycles (P>.05) to the F/P, MSFM, MSFV, MV/MM, MSLV and MSCV. To variable ALT, it was observed difference (P<.05) between cycle 4 in relation the others. The MSFT was affected (P<.05) by supplementation levels, where the sheeps supplemented to the 0.6% LW was similar (P>.05) to the 0.0 and 1.8% LW levels, however the 0.6%LW was highest (P<.05) than 1.2%LW. It was not observed effect of supplementation levels (P>.10) and cycles (P>.05) on the residual height, with an average of 28.42 cm. There were no effects (P>.10) supplementation levels and cycles (P>.05) on the MSFTres and MSFMres, averaging 6121 and 2411 kg/ha, respectively. In relation to supplementation levels on MSFTres, it were not observed differences (P>.05) between 0.0, 0.6 and 1.8% levels, however the 0.6%LW was highest (P<.05) than 1.2%LW. The same ocurred with MSFMres. There was a square effect (P<.10) of supplementation level on the MSFVres, however there was not observed effect (P>.05) of cycles. It was not observed effect of supplementation levels (P>.10) and cycles (P>.05) on the MV/MMres relation. It was estimated MSLVres of 1429 and 1637 kg/ha to 0.0 and 1.8% LW levels. The same ocurred to the residual LAI. There was a square effect (P<.10) of supplementation level on the MSCVres, with a minimum estimated of 1789 kg/ha, with 1.2% LW level. The addition of supplementation level caused increase (P<.10) in F/Cres. It was not observed effects between supplementation levels (P>.10) about DPP. In relation to the cycles, the cycle 4 was biggest than cycle 2, however the cycle 4 was similar in relation the others. The biggest time grazing occurred in 0.0% supplementation level, decreasing gradually and raising back only in the 1.8% supplementation level. The time ruminating was superior in 0.6% LW supplementation level, mainly in pleasant temperature. The idleness time was superior in 1.2% supplementation level, mainly after the supplementation (periods of 14-20h). The number of supplement/salt ingestions was raised with the increase in the supplementation level from 11 to 14h periods. In it was raised with the increase in the supplementation level up to 1.2% PV and was concentrated from 11 to 14h periods. The water ingestion raised with the increase in the supplementation level up to 1.2% LW and it was concentrated from 11 to 14h. The urination was superior in 1.8% LW supplementation level from 5 to 8h. The gradual rise in the bite rate until 1.2% LW from 8 to 20h periods, with posterior fall suggests an additive effect of the supplement on the grass until such level, and a substitutive effect beyond this level. The total time under shade was concentrated in the hottest periods of day and was reduced with the supplementation level up to 1,2%. It was observed square effects of supplementation levels about GMD, estimated in 65.87 e 113.15 g/day from male sheep s not supplemented and receiving 1.8% LW supplement. The same occurred with GPT. The D12 to 0.0% LW level was estimated in 204 days, decreasing to 113 days when the sheep s received 1.8% LW supplement. It was observed square effects of supplementation levels about TLUA, with a minimum estimated in 63 sheep s/ha, with 0.39% LW of supplement. It was observed square effects of supplementation levels about TLUA, estimated in 7.67 and 8.98 AU/ha from male sheep s not supplemented and receiving 1.8% LW supplement, respectively. It was observed square effects of supplementation levels about RPV, estimated in 1538 e 3264 kg LW/ha x year from sheep s not supplemented and receiving 1.8% LW supplement, respectively. It was observed linear reduction (P<.10) on CAC when increased the supplementation levels. The economic analysis showed the highest profitable to the 0.6% LW supplementation level, with electrical fence, three hectares (minimum) and sale price above of R$ 3,00/kg LW.
Descrição: POMPEU, Roberto Cláudio Fernandes Franco. Morfofisiologia Do Dossel E Desempenho Bioeconômico De Ovinos Em Panicum Maximum Cv. Tanzânia Sob Lotação Rotativa Com Quatro Níveis De Suplementação Concentrada. 2006. 145 f. : Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências, Departamento de Zootecnia, Programa de Pós-Graduação em Zootecnia. Fortaleza-CE, 2006.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/19045
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