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Título: Efeito da associação da tadalafila com a tansulosina no trato urinário inferior de ratos e de humanos
Título em inglês: Effect of Association of tadalafil with tamsulosin on lower urinary tract of rats and humans
Autor(es): Regadas, Rommel Prata
Orientador(es): Silva, Lúcio Flávio Gonzaga
Palavras-chave: Inibidores de Fosfodiesterase
Antagonistas Adrenérgicos alfa
Hiperplasia Prostática
Data do documento: 2-Mai-2012
Citação: REGADAS, R. P. ; SILVA, L. F. G. (2012)
Resumo: Recentemente, foi observado que pacientes com DE tratados com inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (IPDE5) melhoram não somente a ereção, mas também os sintomas do trato urinário inferior (STUI). A fisiopatologia dos STUI é desconhecida e há um número crescente de estudos que objetiva compreender suas bases fisiopatológicas. Entretanto, a despeito do conhecimento que existe sobre a melhora dos STUI, não se sabe se IPDE-5 atua durante o armazenamento, esvaziamento ou ambos. Não se tem conhecimento se a associação do IPDE-5 com alfabloqueador é melhor que o uso isolado e se esta associação é segura. O objetivo deste estudo foi avaliar a segurança da associação da tansulosina com tadalafila tomados diariamente, bem como seu efeito no trato urinário inferior de humanos e de ratos por meio de estudo urodinâmico Metodo: foi realizado um estudo experimental utilizando ratos com obstrução infra-vesical crônica, induzida por L-NAME e um estudo clínico randomizado, duplo-cego e placebo-controlado durante o período de outubro de 2010 a janeiro de 2012. No estudo experimental, os animais foram distribuídos em 05 grupos; Grupo 1: seis ratos foram tratados sem medicação; Grupo 2: seis ratos foram tratados com L- NAME, na dose oral de 60 mg/Kg/dia; Grupo 3: seis ratos foram tratados com L- NAME e tansulosina (1mg/kg); Grupo 4: sete ratos foram tratados com L- NAME e tadalafila (5mg/kg); Grupo 5: seis ratos foram tratados com L- NAME, tadalafila e tansulosina. Após trinta dias de tratamento, os animais foram submetidos a estudo urodinâmico. As seguintes variáveis urodinâmicos foram avaliadas. Na fase de enchimento: freqüência de contrações não-miccionais (hiperatividade detrusora), limiar de volume (LV), limiar de pressão (LP) e na fase miccional: pressão de pico (PP), freqüência dos ciclos de micção por minuto (FM), pressão basal (PB) e volume residual. No estudo clínico, os pacientes foram distribuídos em dois grupos: Grupo 1 (20 pacientes) receberam dose diária de tansulosina 0,4mg e placebo e Grupo 2 (20 pacientes) receberam tansulosina 0,4mg e tadalafila 5mg, durante 30 dias. Foram avaliados com aplicação do International Prostate Score Symptom (IPSS) e com estudo urodinâmico antes e após o tratamento. Resultado: No estudo experimental, verificou-se que os animais do grupo 2 apresentaram aumento significativo das contrações não-micionais do detrusor (p < 0,05), na frequência de micção (p < 0,05) e no volume residual (p < 0,01), quando comparados ao grupo 1. Os animais do grupo 3 apresentaram redução significativa das contrações não miccionais, quando comparado ao grupo 2. Os animais do grupo 4 apresentaram redução significativa da freqüência de ciclos miccionais (p < 0,05) e do volume residual (p < 0,05), quando comparado ao grupo 2. Os animais do grupo 5 apresentaram redução significante das contrações não-miccionais (p < 0,05), da freqüência de ciclos miccionais (p < 0,05) e do volume residual (p < 0,01), quando comparado ao grupo 2. No estudo clínico, observou-se significativa melhora do IPSS e da qualidade de vida quando comparado com o Grupo 1 e da pressão detrusora no fluxo máximo no Grupo 1 quando comparado ao início do tratamento (p<0,001). Houve melhora significante das hiperatividades detrusoras e do fluxo máximo nos Grupos 1 e 2 quando comparado ao início do tratamento, porém não houve diferença quando feito comparação entre os grupos após o tratamento. Não foi observado nenhum efeito colateral importante Conclusão: a terapia combinada diária foi bem tolerada com pequena incidência de efeitos colaterais. Mostrou -se, tanto no estudo clínico quanto no experimental, melhor que o uso isolado de tansulosina para o tratamento dos sintomas do trato urinário inferior.
Abstract: Recently, it has been observed an association between BPH and ED. It was reported that patients with ED treated with inhibitory phosphodiesterase type 5 (IPDE5) improves erection and LUTS. The pathophysiology of lower urinary tract symptoms (LUTS) is not completely known, so it is necessary that clinical and experimental studies are made to clarify the mechanisms involved in its origin. However, despite the knowledge that there is improvement in LUTS, it is not known whether IPDE5 works during storage, emptying, or both. It is not yet known if the association IPDE5 with alpha blocker is better than its use alone or whether this association is safe. The aim of this study was to evaluate the safety of the combination of tamsulosin with daily tadalafil as well as its effect on lower urinary tract in human and rats by urodynamic study. Methods: it was an experimental study using rats with chronic bladder outlet obstruction induced by L-NAME and a randomized clinical trial, double-blind, placebo-controlled study. In the experimental study, the animals were divided into 05 groups. Group 1: six rats were treated without medication; Group 2: six rats were treated with L- NAME (60 mg/Kg/dia); Group 3: six rats were treated with L- NAME and tansulosin (1mg/kg); Group 4: seven rats were treated with L- NAME and tadalafil (5mg/kg); grupo 5: six rats were treated with L- NAME, tadalafil and Tansulosina. After thirty days of oral treatment, the animals underwent urodynamic study. The urodynamic variables were evaluated. In the filling phase: non-void contractions (NVC), volume threshold (VT), pressure threshold (TP) and in the voiding phase: peak pressure (PP), micturition frequency (FM), basal pressure (PB) and residual volume. In the clinical study, it was performed a randomized clinical trial, double-blind, placebo-controlled study during the period October 2010 to September 2011. All patients had LUTS associated with BPH and were evaluated with International Prostate Symptom Score (I-PSS) and urodynamic study at baseline and 30 days after treatment. Patients were separated into two groups: Group 1 (20 patients) - daily tadalafil 5mg and placebo and Group 2 (20 patients) tamsulosin 0.4 mg and tamsulosin 0.4 mg. Results: it was found that the animals in group 2 showed a significant increase in the frequency of detrusor contraction (p <0.05), frequency micturition cycles (p <0.05) and residual volume (p <0.01) when compared to group 1. Animals in group 3 showed a significant reduction of non-voiding contractions, when compared to group 2. The group 4 animals showed significant reduction in frequency of micturition cycles (p <0.05) and residual volume (p <0.05) compared to group 2. Animals in group 5 showed a significant reduction in non-voiding contractions (p <0.05), frequency of micturition cycles (p <0.05) and residual volume (p <0.01) compared to group 2. In the clinical study, the age of patients (p=0.19) and the average volume of the prostate (P=0.28) were similar. The association of tamsulosin with tadalafil 5mg was more effective in improving the total score of the I-PSS and voiding sub-score. But comparing the groups there is no difference between the storage sub-score, Quality of Life, maximum flow and detrusor pressure at maximum flow. There were no major side effect Conclusion: The combination of tamsulosin and tadalafil daily is safe and better than the isolated use of tamsulosin to treat patients with lower urinary tract symptoms associated with benign prostatic hyperplasia and rats with chronic bladder outlet obstruction.
Descrição: REGADAS, R. P. Efeito da associação da tadalafila com a tansulosina no trato urinário inferior de ratos e de humanos. 2012. 73 f. Tese (Doutorado em Cirurgia) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2012.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/19268
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