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Título: Uma questão de linguagem: loucura e oralidade na escritura de João Guimarães Rosa, em O recado do morro
Autor(es): Cabral, Caio Flavio Bezerra Montenegro
Orientador(es): Bylaardt, Cid Ottoni
Palavras-chave: Literatura brasileira - modernismo
Rosa, João Guimarães, 1908-1967. Corpo de baile – análise narrativa
Utopia na literatura
Metafísica na literatura
Data do documento: 2014
Citação: CABRAL, C. F. B. M.; BYLAARDT, C. O. (2014)
Resumo: Esta dissertação consiste em um estudo do louco e do poeta como personagens na novela "O recado do morro", de João Guimarães Rosa, publicada originalmente no livro Corpo de baile (1956) e mais tarde realocada no volume No Urubuquaquá, no Pinhém (1965) por desejo do autor, ao lado de outras duas narrativas daquela publicação. A leitura da obra revelou um texto que concilia a um só tempo elementos que se agrupam em relações dicotômicas e maniqueístas na cultura ocidental, em que estejam o elemento racional e sua pretensão de verdade no lado positivo das relações de contrários. Portanto, objetivou-se compreender como os tipos sociais aludidos contribuem para a dissolução das fronteiras culturais por meio da construção do personagem, discurso e imagens que emergem deste. Para isso, leu-se a novela a partir do conceito de escritura, pensado por Roland Barthes, que concebe a literatura moderna enquanto espaço utópico de liberdade dentro dos fatos da linguagem. Estabeleceram-se comparações intertextuais e metatextuais a fim de relacionar referências que justificariam as escolhas literárias do escritor mineiro no intuito de pensar novos sentidos para o texto em discussão. Feito isso, percebeu-se que a loucura e a oralidade, compreendidas respectivamente por Michel Foucault e Paul Zumthor, são elementos que questionam a metafísica ocidental desde a própria forma, tal qual a escritura rosiana, cuja análise alude às ideias de pensadores como Friedrich Nietzsche e Gilles Deleuze e Félix Guattari.
Abstract: This thesis is a study of the mad and the poet character in the novel “O recado do morro”, by João Guimarães Rosa, originally published in the book Corpo de baile (1956) and later relocated in the volume No Urubuquaquá, no Pinhém (1965) as desired by the author, alongside two other arratives. Reading the work has revealed a text that reconciles at once elements grouped within relations that are dichotomous and dualistic in Western culture, being the rational element, with its claim to truth by the positive side of the relationship of opposites. Therefore, the aim is to understand how these alluded social types contribute to the dissolution of the cultural boundaries through the construction of characters, speech and the images that emerge from it. For this, the novel was read from the concept of writing, thought by Roland Barthes, who conceives modern literature as a utopian space of freedom within the facts of language. Intertextual and metatextual comparisons were established to relate the literary references that justify the choices made by the writer in order to think new meanings for the text under discussion. Such analysis allowed the perception that madness and orality, as respectively understood by Michel Foucault and Paul Zumthor, are elements that challenge Western metaphysics from the form itself, like the writing of the author, whose analysis alludes to the ideas of thinkers such as Friedrich Nietzsche, Gilles Deleuze and Félix Guattari.
Descrição: CABRAL, Caio Flavio Bezerra Montenegro. Uma questão de linguagem: loucura e oralidade na escritura de João Guimarães Rosa, em O recado do morro. 2014. 112f. – Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduação em Letras, Fortaleza (CE), 2014.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/19719
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