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Title in Portuguese: Efeitos de uma intervenção educativa por telefone na autoeficácia, duração e exclusividade do aleitamento materno: ensaio clínico randomizado controlado
Title: Effects of an educational intervention by telephone on the self-efficacy, duration and exclusivity of breastfeeding: controlled randomized clinical test
Author: Chaves, Anne Fayma Lopes
Advisor(s): Oriá , Mônica Oliveira Batista
Keywords: Autoeficácia
Aleitamento Materno
Enfermagem
Ensaio Clínico
Issue Date: 27-Apr-2016
Citation: CHAVES, A. F. L. Efeitos de uma intervenção educativa por telefone na autoeficácia, duração e exclusividade do aleitamento materno: ensaio clínico randomizado controlado. 2016. 115 f. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2016.
Abstract in Portuguese: Objetivou-se avaliar o efeito de uma intervenção educativa por telefone para a melhoria da autoeficácia materna em amamentar, duração e exclusividade do aleitamento materno. Trata-se de um Ensaio Clínico Randomizado Controlado no qual foram comparados dois grupos: Grupo Controle (GC) (cuidados de rotina) e Grupo Intervenção (GI) (cuidados de rotina + intervenção educativa para a promoção da autoeficácia em amamentar, seguindo os princípios da Entrevista Motivacional (EM), com o uso do telefone sendo realizado contatos com 7, 15 e 30 dias pós-parto). Estudo desenvolvido em Fortaleza-CE, no Hospital Distrital Gonzaga Mota de Messejana entre maio e agosto de 2015. Ao final, obteve-se uma amostra de 85 lactantes aos dois meses pós-parto, sendo 41 no GI e 44 no GC e 77 lactantes aos quatro meses pós-parto, sendo 39 no GI e 38 no GC. O estudo foi desenvolvido em três fases: 1. Linha de Base; 2. Intervenção; 3. Avaliação dos desfechos aos 2 e 4 meses pós-parto. Para a coleta de dados, na Fase 1, utilizou-se o Formulário de caracterização das lactantes e a Breastfeeding Self-Efficacy Scale – Short Form (BSES – SF); na Fase 2, para a intervenção foi utilizado formulário contendo dados sobre o tipo de dieta da criança e itens abordados na sessão. Foi utilizado um formulário para guiar a intervenção quanto a abordagem da EM. E para utilizar a técnica de informar da EM utilizou-se um instrumento baseado nos 14 itens da BSES-SF e do Álbum Seriado “Eu posso amamentar meu filho”; na Fase 3 foi aplicado um formulário contendo o tipo de aleitamento materno, duração e exclusividade da amamentação e foi novamente aplicado a BSES-SF. Os dados foram analisados utilizando o Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 20.0 para Windows. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob protocolo 1.026.156 e registrado na plataforma de Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC). Quanto a caracterização, os grupos eram semelhantes (p>0,05), com exceção do estado civil (p=0,018). Na avaliação intergrupo da autoeficacia foi visto que a mediana dos escores da escala de autoeficácia em amamentar foi a mesma aos dois meses em ambos os grupos (p=0,773), no entanto, aos quatro meses o GI apresentou níveis mais elevados em comparação com o GC (p=0,011). Na avaliação intergrupo da duração do aleitamento materno evidenciou-se que a intervenção educativa foi capaz de manter o AM até dois meses de forma significativa (p=0,035) no GI, enquanto que no GC houve uma queda. Em relação ao quarto mês, também foi possível perceber que o GI manteve maior duração do AM do que o GC (p=0,109). Em relação a avaliação intergrupo da exclusividade do aleitamento materno foi visto que o GI e o GC apresentaram pequenas diferenças em relação a exclusividade aos dois e quatro meses (p=0,983/p=0,573). Foi possível observar que as mulheres com alta escolaridade e as que amamentaram imediatamente após o parto apresentam maiores chances de amamentar por mais tempo. E que as mulheres que vivem com o parceiro têm mais chance de praticar aleitamento materno exclusivo aos quatro meses. Dessa forma, os dados evidenciaram que a aplicação de intervenção educativa realizada pela enfermeira via telefone centrada na autoeficácia em amamentar e utilizando a entrevista motivacional eleva a autoeficácia das mães em amamentar, aumenta a duração do AM, porém não impacta na exclusividade do AM.
Abstract: This study aimed to evaluate the effects of an educational intervention by telephone to improve maternal self-efficacy in breastfeeding, its duration and exclusivity. This is a Randomized Controlled Clinical Trial that compared two groups: Control Group (CG) (routine care) and Intervention Group (IG) (routine care + educational intervention to promote breastfeeding self-efficacy, following the principles of Motivational Interviewing (MI) by phone, with contacts being held 7, 15 and 30 days after delivery). Study conducted in Fortaleza-CE, Brazil, at the Gonzaga Mota District Hospital in Messejana between May and August 2015. At the end, we obtained a sample of 85 nursing mothers at the second month postpartum, with 41 in the IG and 44 in the CG, and 77 nursing mothers at the fourth month postpartum, 39 in IG and 38 in CG. The study was conducted in three phases: 1. Baseline; 2. Intervention; 3. Evaluation of outcomes at second and fourth month postpartum. For data collection in Phase 1, we used the Form for characterization of nursing mothers and the Breastfeeding Self-Efficacy Scale – Short Form (BSES-SF); in Phase 2, for the intervention, we applied a form containing data about the child’s diet and type of items covered in the session. A form was applied to guide the intervention on the MI approach. Furthermore, to implement the MI technique to inform, it was used an instrument based on the 14 items of the BSES-SF and the Serial Album “I can breastfeed my child”; in Phase 3, it was applied a form containing the type of breastfeeding, its duration and exclusivity, along with the BSES-SF. Data were analyzed through the Statistical Package for Social Sciences (SPSS) version 20.0 for Windows. Research Ethics Committee approved the study under protocol No. 1,026,156 and it was registered in the Brazilian Clinical Trials Registry (ReBec) platform. As for the characterization, the groups were similar (p>0.05), except for marital status (p=0.018). In the intergroup self-efficacy evaluation, it was identified that the median scores in the breastfeeding self-efficacy scale were the same at the second month in both groups (p=0.773). Nevertheless, at the fourth month, the IG presented higher levels compared with the CG (p=0.011). In the intergroup evaluation of breastfeeding duration, it was evidenced that the educational intervention was able to maintain significantly breastfeeding until the second month (p=0.035) in the IG, while the CG presented a decrease. In the fourth month, it was also possible to identify that the IG maintained breastfeeding for a longer duration than the CG (p=0.109). With regard to the intergroup evaluation of exclusive breastfeeding, it was noted that the IG and CG presented small differences in exclusivity at the second and fourth months (p=0.983/p=0.573). It was found that women with high education and who breastfed immediately after birth were more likely to breastfeed for a longer period. Additionally, women living with a partner are more likely to practice exclusive breastfeeding at the fourth month. Therefore, data showed that the implementation of educational intervention carried out by nurses via telephone focused on breastfeeding self-efficacy and through motivational interviewing increases the self-efficacy of mothers to breastfeed, as well as the duration of breastfeeding, but does not impact its exclusivity.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/21643
metadata.dc.type: Tese
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