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Título: Potencial antitumoral de alginatos isolados da alga marinha marrom sargassum vulgare c. agardh (1820)
Título em inglês: Antitumor potential of alginates isolated from the seaweed brown sargassum vulgare c. agardh (1820)
Autor(es): Sousa, Alessandra de Paula Alves
Orientador(es): Costa-Lotufo , Letícia Veras
Palavras-chave: Anticorpos Antineoplásicos
Feófitas
Alginatos
Data do documento: 2006
Citação: SOUSA, Alessandra de Paula Alves. Potencial antitumoral de alginatos isolados da alga marinha marrom sargassum vulgare c. agardh (1820). 2006. 137 f. Dissertação (Mestrado em Farmacologia) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2006.
Resumo: Alginato é um biopolímero natural, constituído por ligações lineares (1-4) de β-D-ácido manurônico e α-L-ácido gulurônico arranjados em seqüências e proporções não regulares ao longo da cadeia. Este trabalho visou estudar o potencial antitumoral de dois alginatos com diferentes viscosidades isolados da alga marinha Sargassum vulgare, denominados de –V (menos viscoso) e +V (mais viscoso). Os ensaios atividade antimitótica no desenvolvimento do ouriço-do-mar, atividade antiproliferativa nas linhagens tumorais HCT-8, MCF-7, HL-60, CEM e B-16, atividade hemolítica e toxicidade em Artemia sp, mostraram que ambos os alginatos não possuem toxicidade in vitro. No entanto, os alginatos –V e +V apresentaram atividade antitumoral in vivo no modelo experimental do Sarcoma 180. Ambos os alginatos administrados por via oral e intraperitoneal nas concentrações de 50 e 100 mg/m2, bem como na concentração de 25 mg/m2 por via oral inibiram o crescimento do tumor sólido em camundongos transplantados com 5 x 105 células tumorais. O alginato +V administrado por via oral apresentou um maior efeito inibitório. O tratamento do alginato +V por via oral (25 mg/m2) associado ao 5-FU (15 mg/m2) promoveu um aumento da resposta contra o tumor quando comparado ao tratamento com o alginato +V isoladamente. A inibição da proliferação das células tumorais, determinada por imunohistoquímica com o Ki-67, foi observada em ambos os tratamentos por via oral e intraperitoneal com os alginatos –V e +V nas concentrações de 50 e 100 mg/m2. As análises histopatológicas revelaram que os alginatos –V e +V administrados nas concentrações de 50 e 100 mg/m2 por via oral e intraperitoneal possuem toxicidade hepática e renal, no entanto, o alginato –V apresentou maior toxicidade que o alginato +V. O estudo da nefrotoxicidade avaliada no sistema de perfusão renal demonstrou que o alginato –V também apresenta um maior efeito que o alginato +V. A análise histopatólogica do baço revelou que ambos os alginatos levam a uma hiperplasia da polpa branca nos animais tratados, o que sugere que a atividade antitumoral esteja relacionada às propriedades imunomoduladoras desses compostos. De acordo com a análise hematológica, os animais tratados com o 5-Fu (15 mg/m2) apresentaram leucopenia e linfocitopenia, sendo este quadro revertido com o tratamento associado com os alginatos –V e +V (25 mg/m2).
Descrição: SOUSA, Alessandra de Paula Alves. Potencial antitumoral de alginatos isolados da alga marinha marrom sargassum vulgare c. agardh (1820). 2006. 137 f. Dissertação (Mestrado em Farmacologia) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2006.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/2183
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