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Título: A universalidade da educação em Hegel
Autor(es): Novelli, Pedro Geraldo Aparecido
Palavras-chave: Investimento
Gastos
Recursos
Data do documento: 2012
Editor: Revista Dialectus
Citação: Novelli, P. G. A. (2012)
Resumo: Pode a educação não ter o alcance da universalidade? A universalidade é o aniquilamento do indivíduo? Pode o indivíduo ter sua identidade enquanto tal preservada no Estado? Essas questões são respondidas com a atenção retomada e dirigida à educação. Para Hegel a educação universaliza o indivíduo na medida em que o introduz na vida do Estado no qual a subjetividade e a individualidade são de fato conhecidas, preservadas e promovidas. Nos Princípios da Filosofia do Direito, Hegel se ocupa com a realização da liberdade na instituição do Estado e identifica o mesmo com a realização da liberdade. O objetivo aqui é refletir à luz da compreensão hegeliana de Estado sobre a educação, seu significado, sua significação para a vida do Estado e suas possíveis repercussões sobre as figuras do sujeito e do indivíduo também na atualidade. Para Hegel a educação sustenta o Estado enquanto tal, pois é o processo de conscientização do mesmo ao longo de sua formação enquanto organismo vivo. Um Estado sabedor de si é um Estado que é sabido pelos seus membros. Estes não chegam à consciência do Estado ou de si mesmos sem a relação que os congrega enquanto universalidade substancial. A educação é a mediação pela qual o indivíduo é trazido à vida do Estado. Ao trazer o indivíduo à vida no Estado a educação revela o indivíduo para si mesmo e revela também sua verdadeira natureza, ou seja, ser em relação com outros que não são senão ele mesmo. O conhecimento de si na educação se dá também pela formalização da mesma nos conteúdos específicos desenvolvidos e acumulados ao longo da história. Aqui entra a figura do educador formal pelo qual o Estado objetiva seu processo de formação. Desse modo confirma Hegel que ninguém aprende sozinho e que o universal é precisamente essa relação.
Abstract: Cannot the education reach the universality? Is the universality the annihilation of the individual? Can the individual have his identity preserved as such in the State? Those questions are answered with the attention returned and led to the education. To Hegel the education universalizes the individual insofar as it introduces him into the life of the State in which the subjectivity and individuality are known in fact, preserved and promoted. In the Elements of the Philosophy of Right, Hegel deals with the realization of freedom in the institution of State and identifies it with the realization of freedom. The aim here is to reflect upon the Hegelian comprehension of State towards education, its meaning, signification to the life of the State and its possible repercussions regarding the figures of the subject and individual also nowadays. To Hegel the education supports the State as such because it is the process of the Sate’s awareness along its formation as a living organism. A State that knows itself is a State that is known by its members who do not reach neither the State’s awareness nor themselves’ without the relation that gathers them together as the substantial universality. The education is the means that brings the individuals to the life of the State. Bringing the individual to the life in the State, the education reveals the individual to himself as well as to his true nature, that is, a being in relation to others who are not but himself. The knowledge of oneself in the education happens also through its formalization regarding the specific contents developed and accumulated throughout the history. Here comes the figure of the formal educator through whom the State aims its process of formation. This way Hegel confirms that nobody learns alone and that the universal is precisely this relation.
Descrição: NOVELLI, Pedro Geraldo Aparecido. A universalidade da educação em Hegel. Revista Dialectus, Fortaleza, ano 1, n. 1, p. 179-191, jul./dez. 2012.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/21939
ISSN: 2317-2010
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