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Título: Morbidade materna grave em uma unidade de terapia intensiva e suas repercussões maternas e perinatais
Título em inglês: Severe maternal morbidity in a intensive care unit and maternal and perinatal repercussions
Autor(es): Monte, Alana Santos
Orientador(es): Damasceno , Ana Kelve Castro
Palavras-chave: Enfermagem Obstétrica
Saúde Materna
Morbidade
Data do documento: 21-Dez-2016
Citação: MONTE, A. S. ; DAMASCENO, A. K. C. (2016)
Resumo: Objetivou-se avaliar as admissões em uma UTI materna de acordo com os critérios de morbidade materna grave estabelecidos e suas repercussões maternas e perinatais. Estudo epidemiológico analítico, de corte transversal. A coleta de dados aconteceu no período de agosto a dezembro de 2015 na Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC). A população do estudo foi composta por todos os prontuários das mulheres que tivessem se internado na UTI materna da MEAC entre os anos de 2010 a 2014, totalizando 882. Foram utilizados como critérios de exclusão: prontuários de mulheres com mais de 42 dias pós-parto; prontuários com dados incompletos ou não encontrados; casos de complicações ginecológicas, sendo 322 prontuários excluídos, totalizando uma amostra de 560 prontuários. Os dados foram compilados e analisados por meio do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 20.0. A maioria das mulheres que teve near miss materno (NMM) se associou à faixa etária entre 20 e 34 anos, não trabalhava, multigesta, com história de aborto anterior e com menos que seis consultas de pré-natal. O parto vaginal apresentou-se como fator de risco para óbito quando analisado isoladamente. Porém, na regressão logística foi a cesárea que passou a apresentar maior chance. Os principais diagnósticos dessas mulheres foram as síndromes hipertensivas. No entanto foram as síndromes hemorrágicas que lideraram as causas básicas da morte. O número de casos de NMM no critério de Waterstone foi muito mais elevado do que nos outros critérios. Contudo, ao fazer a associação com o óbito materno, ele foi o critério que menos classificou as mulheres que evoluíram para óbito, inferindo a necessidade de utilizar o Critério da OMS. O baixo peso ao nascer, Apgar no 5º minuto menor que 7 e Idade Gestacional ao nascer menor que 30 semanas tiveram forte associação com o óbito perinatal. As síndromes hipertensivas maternas e a insuficiência respiratória foram as causas principais dos óbitos fetais e neonatais, respectivamente. Diante disso, recomenda-se que a morbidade materna grave seja investigada, pois permitirá uma análise mais precisa dos fatores relacionados com a sua ocorrência e também será usada para auditar a qualidade do cuidado obstétrico do ponto de vista hospitalar e como grupo de comparação em estudos de caso de morte materna e perinatal.
Abstract: The objective was to evaluate the admissions in a maternal ICU according to the established criteria of severe maternal morbidity and its maternal and perinatal repercussions. Analytical epidemiological study, cross-sectional. Data collection took place from August to December 2015 at the Maternity School Assis Chateaubriand (MEAC). The study population consisted of all the medical records of women who had been admitted to the maternal intensive care unit of MEAC from 2010 to 2014, totaling 882. Exclusion criteria were: records of women more than 42 days postpartum ; Charts with incomplete or missing data; Cases of gynecological complications, 322 of which were excluded, totaling a sample of 560 medical records. Data were compiled and analyzed using the Statistical Package for Social Sciences (SPSS) program version 20.0. The majority of women who had near miss maternal (NMM) were associated to the age group between 20 and 34 years, did not work, multigesta, with previous abortion history and with less than six prenatal consultations. Vaginal delivery was a risk factor for death when analyzed alone. However, in the logistic regression it was the cesarean section that presented a greater chance. The main diagnoses of these women were hypertensive syndromes. However, it was the hemorrhagic syndromes that led the basic causes of death. The number of NMM cases in the Waterstone criterion was much higher than in the other criteria. However, in association with maternal death, it was the criterion that less classified the women who died, inferring the need to use the WHO Criteria. Low birth weight, Apgar at 5 minutes less than 7 and Gestational Age at birth less than 30 weeks had a strong association with perinatal death. Maternal hypertensive syndromes and respiratory failure were the main causes of fetal and neonatal deaths, respectively. In view of this, it is recommended that serious maternal morbidity be investigated, as it will allow a more precise analysis of the factors related to its occurrence and will also be used to audit the quality of obstetric care from the hospital point of view and as a comparison group in studies Case of maternal and perinatal death.
Descrição: MONTE, A. S. Morbidade materna grave em uma unidade de terapia intensiva e suas repercussões maternas e perinatais. 2016. 136 f. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2016.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/22022
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