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Título: Percepções de idosos e profissionais do serviço de convivência em Sobral sobre violência institucional nos serviços de saúde
Título em inglês: Perceptions of elderly people and professionals of the cohabitation service in Sobral on institutional violence in health services
Autor(es): Barros, Alberlane Pereira de Matos
Orientador(es): Freitas, Cibelly Aliny Siqueira Lima
Coorientador(es): Albuquerque, Izabelle Mont'Alverne Napoleão
Aragão, Antônia Eliana de Araújo
Palavras-chave: Velhice
Serviços de Saúde
Violência
Violência Institucional
Data do documento: 27-Jul-2016
Editor: Biblioteca da Universidade Federal do Ceará
Citação: BARROS, A. P. M. (2016)
Resumo: O aumento progressivo da população idosa tem gerado uma demanda de ações nas diversas áreas como a de estética, lazer, cultura, saúde e previdência, assim como a necessidade de discutir e garantir direitos da pessoa idosa. O idoso é quem mais procura os serviços de saúde e infelizmente se depara com a violência institucional, a qual se diferencia das demais violências por ser praticada por quem deveria proteger o idoso e garantir o seu acesso a direitos fundamentais. Dados e registros sobre este tipo de violência são escassos, pois as instituições não se reconhecem como possíveis perpetradores dessa tipificação. Esse contexto levou a realização de um estudo que verificou a satisfação dos idosos com a atenção prestada na Estratégia Saúde da Família; conheceu a visão dos profissionais que atuam com idosos sobre Violência e identificou a correlação dos discursos dos idosos e profissionais no que se refere à Violência Institucional nos Serviços de Saúde. Para o alcance desses propósitos foi utilizado uma abordagem quantiqualitativa. No que se refere à quantitativa entrevistou-se cento e onze (111) idosos do Serviço de Convivência utilizando um instrumento adaptado da Avaliação do Programa de Melhoria do Acesso e Da Qualidade da Atenção Básica-PMAQ. Já para a abordagem qualitativa foi realizado uma Grupo Focal com oito (08) profissionais do CRAS que permitiu compreender as percepções destes sobre a velhice e a violência contra idosos. A coleta dos dados ocorreu no mês de maio e a metodologia de análise utilizada pa ra os dados quantitativos foi a Estatística Descritiva enquanto para o Grupo Focal a Análise de Discurso (AD) de Flick. Os resultados demonstraram a satisfação dos idosos com os indicadores de acesso: gastam até trinta minutos de casa para a unidade de saúde (90,1%); conseguem marcar consultas (99,1%), sentem-se bem acolhidos, respeitados e cuidados pelos profissionais de saúde e têm uma boa estrutura física. Dentre as insatisfações foi apontado: falta de privacidade na hora da consulta pelas interferências de outros profissionais, ausência de exame físico nas consultas e de visitas domiciliar por outros profissionais e a principalmente a escassez de medicamentos. Essas insatisfações não correspondem aos princípios e diretrizes do SUS e se configuram como manifestações de violência institucional contra o usuário. Os profissionais entrevistados conheciam vários tipos de violência, exceto a violência institucional. No entanto apontaram dificuldades enfrentadas pelos idosos como a peregrinação em busca de atendimentos, a falta de medicamentos, o desrespeito dos profissionais. O estudo coincide com outros estudos, que expõem sobre o desconhecimento, a invisibilidade e a naturalização da violência institucional, pois ela não é percebida pela sociedade como violência. O conhecimento das manifestações dos diferentes tipos de violência contra a pessoa idosa é necessário para uma intervenção mais humanizada nos serviços de saúde e proteção da população idosa diante das vulnerabilidades a que estão expostos.
Abstract: The progressive increase in the elderly population has generated a demand for action in various areas such as aesthetics, leisure, culture, health and welfare, as well as the need to discuss and ensure rights of the elderly. The elderly are more who seek health services and unfortunately is faced with institutional violence, which differs from other violence to be practiced by those who should protect the elderly and ensure their access to fundamental rights. Data and records on this type of violence are scarce because the institutions do not recognize themselves as potential perpetrators of this classification. This context led to a study that found the satisfaction of the elderly with the attention paid in the Family Health Strategy; He met the view of the professionals who work with seniors on Violence and identified the correlation between the speeches of the elderly and professionals regarding the Institutional Violence in Health Care. To achieve these purposes we used one Quantiqualitative approach. As regards the quantitative interviewed is one hundred and eleven (111) elderly Coexistence service using an adapted instrument Evaluation of Access Improvement Programme and The Quality of Basic-PMAQ attention. As for the qualitative approach was conducted one focus group with eight (08) CRAS professionals that allows us to understand these perceptions about aging and violence against the elderly. Data collection occurred in May and analytical methodology used for quantitative data was the descriptive statistics as to the Focus Group Discourse Analysis (DA) Flick. The results showed the satisfaction of the elderly with access indicators spend thirty minutes from home to health unit (90.1%); can make appointments (99.1%), feel welcomed, respected and care by health professionals and have a good physical structure. Among the dissatisfactions it was pointed out: lack of privacy at the time of inspection by interference from other professionals, lack of physical examination in consultations and home visits by other professionals and especially the shortage of medicines. These dissatisfactions not correspond to the principles and guidelines of SUS and are configured as manifestations of institutional violence against the user. The professionals interviewed knew various types of violence, except institutional violence. However they pointed out the difficulties faced by older people as a pilgrimage in search of care, lack of medicines, abuse of professionals. The study coincides with other studies that expose about ignorance, invisibility and the naturalization of institutional violence, because it is not perceived by society as violence. The knowledge of the manifestations of different types of violence against the elderly is necessary for a more human intervention in health services and protection of the elderly population in the face of vulnerability to which they are exposed.
Descrição: BARROS, A. P. M. Percepções de idosos e profissionais do serviço de convivência em sobral sobre violência institucional no serviços de saúde. 2016. 132 f. Dissertação (Mestrado em Saúde da Família) - Campus de Sobral , Universidade Federal do Ceará, Sobral, 2016
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/22139
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