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Título: Pós-fordismo, trabalho imaterial, pós-política, classes antagônicas e ato educativo
Autor(es): Rech, Hildemar Luiz
Palavras-chave: Pós-Política
Trabalho Imaterial
Antagonismo de Classes
Ato Político-Pedagógico
Data do documento: 2014
Editor: Revista Dialectus
Citação: Rech, H. L. (2014)
Resumo: As novas formas de divisão do trabalho e o processo de trabalho contemporâneo se caracterizam tanto por uma flexibilidade funcional quanto numérica do emprego da força de trabalho. O que existe de catastrófico nisto, do ponto de vista social, é o crescente descarte e a volatilidade das habilidades, funções e postos de trabalho. Assim, a insegurança no emprego, a possibilidade de demissões, a precarização dos contratos e a deterioração salarial e da renda do trabalho tornam-se práticas recorrentes e normais. Por outro lado, o ponto de vista que vê o “trabalho imaterial” como hegemônico e imediatamente revolucionário na atualidade – apostando que sua criatividade e mobilidade tende a libertá-lo do aprisionamento burocrático-estatal, fabril e empresarial rigidamente hierarquizado e centralizado – é aqui submetido a críticas. Na contramão da eufórica visão em relação ao “trabalho cognitivo”, emergem leituras marxianas que sustentam o seguinte: caso não ocorra simultaneamente uma ultrapassagem da dimensão performativa da democracia formal burguesa e uma superação irreversível das coordenadas sistêmicas do capital, o “trabalho imaterial” não conseguirá livrar-se da lógica da lei do valor. Por outro lado, no presente trabalho também são abordadas criticamente as “posições pós-políticas” que deixam para trás os velhos combates ideológicos e se centram na administração especializada, com o apoio em “práticas biopolíticas” de gestão social, em circunstâncias econômico-sociais restritivas. Por outro ângulo, no presente texto, a “luta de classes” é visualizada como antagonismo estrutural oculto que funciona como princípio estruturador, ou seja, como “universal concreto” de todo o campo de lutas e diferenças sociais. Por fim, trata-se aqui de apontar para o “ato político” e “educativo” que rompe com a constelação sócio-simbólica do capitalismo global existente. Ou seja, o ato político/pedagógico é incondicional, não no sentido de estar situado fora da história e fora do registro simbólico socialmente ancorado, mas de ser um ato surpreendente que é irredutível ao parâmetro e à moldura das condições opressivas dadas no capitalismo.
Abstract: The new forms of work´s division and the contemporary process of work are characterized as much by a functional flexibility as by a numerical flexibility of workforce use. In a social point of view, what really crops up as catastrophic in this way, is a growing discard and volatility of abilities, accompanied by the disappearing of functions and work´s positions. So, the insecurity in job, the high possibility of dismissals, the precarious condition of work´s agreements and the deterioration of wages or workforce income became repeated and normal practices. On the other hand, the point of view which sees the “immaterial work” as politically hegemonic and immediately revolutionary at present time – betting that its creativity and mobility tends to free work from a bureaucratic state-owned and an industrial enterprise imprisonment, which are hierarchy placed and centralized in a rigid way – is here submitted to criticism. In opposition to the euphoria vision regarding to the “cognitive work”, emerge marxian interpretations which sustain the following: if doesn’t occur one irreversible overcoming of the performer dimension inherent to bourgeois democracy, and without the supersede of “value law” of capital, the “immaterial work” never will be successfully succeeded to get rid of “surplus-value” logic. By other angle, are here approached critically the “post-political positions” which left backwards the old ideological struggles and center itself on the specialized administration, with the support of “bio-political practices” of social management, by restrictive social-economic circumstances. Yet, in other angle, in the present text, the “class struggle” is visualized as a hidden antagonist structural principle, which functions as “universal concrete” of the whole field of social struggles and social differences. Finally, is here focused on the political/educational act, which breaks off with the socio-symbolic constellation of the existent global capitalism. So, the authentic political/pedagogical act is here visualized as in-conditional, not in the sense of being situated out of history and out of the symbolic register socially anchored, but because of being a surprising act, which can´t be reduced to the parameter and to the molding of the given oppressive conditions of capitalism.
Descrição: RECH, Hildemar Luiz. Pós-fordismo, trabalho imaterial, pós-política, classes antagônicas e ato educativo. Revista Dialectus, Fortaleza, ano 2, n. 5, p. 37-50, ago./dez. 2014.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/22228
ISSN: 2317-2010
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