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Título: A morte como categoria filosófica: finitude e determinação em Feuerbach
Autor(es): Alves, Antônio José Lopes
Palavras-chave: Feuerbach
Mortalidade
Finitude
Generidade
Determinação Particular
Data do documento: 2015
Editor: Revista Dialectus
Citação: Alves, A. J. L. (2015)
Resumo: Este artigo tem por tema uma parte do projeto de pesquisa Revisão Crítico-Materialista da Bioética, que compreende entre seus objetivos rastrear na tradição filosófica materialista momentos nos quais certos conceitos chave para a reflexão, a elaboração e o discurso bioéticos foram em alguma medida abordados ou problematizados. Neste trabalho se analisa o caráter propriamente filosófico da mortalidade no pensamento de Feuerbach. Delimita-se o papel constitutivo que a reflexão acerca da morte desempenha na sua elaboração antropológica. Em especial se examinará Pensamentos sobre morte e imortalidade, conjunto de textos publicado anonimamente em 1830. Aqui a morte aparece possuindo uma função específica de demarcação do ser concreto dos homens de maneira oposta àquela observada na religiosidade cristã arrimada na noção de imortalidade individual. Teologicamente, a essência humana é posta numa fictícia realidade situada para-além da concretude natural. Neste sentido, a excelência humana somente poderia ser atualizada porquanto a alma tenha negada a sua circunscrição pelo sensível e carnal. Feuerbach, ao contrário, pretende ancorar a dignidade humana de modo assertivo, como afirmação de um estar-aí objetivamente existente, na exata medida em que assume a mortalidade como delimitação positiva do indivíduo em sua conexão com o gênero, que continua e assimila a pessoalidade finita na sua virtual infinitude. O reconhecimento de teor positivo da mortalidade individual põe em marcha uma reelaboração da compreensão das determinações antropológicas do indivíduo, baseada no reconhecimento daquele liame essencial, uma vez que apenas na comunidade fundada no gênero, no compartilhamento de uma essência natural comum com os semelhantes, obtêm os indivíduos a possibilidade de afirmação de suas qualidades. A compreensão deste caráter imediatamente finito da existência dos homens descortina diretamente a possibilidade da reflexão acerca de outros elementos, tais como a determinação particular da pessoa enquanto esta pessoa, a real significação da temporalidade como construção de uma história específica da vivência, e não como mera passagem abstrata do tempo, entre outros complexos temáticos.
Abstract: This article is subject part of the research project Critical Review-Materialist Bioethics, which includes among its objectives trace the philosophical tradition materialistic times in which certain key concepts for reflection, the preparation and the bioethical discourse were addressed in some measure or made problems. This paper analyzes the properly philosophical character of mortality at the thought of Feuerbach. Delimits to the constitutive role that thinking about death plays in its anthropological development. In particular it will examine Thoughts about death and immortality, set of texts published anonymously in 1830. Here, the death appears having a specific function demarcation of concrete being of men in the opposite way to that observed in the Christian religiosity sustained in individual immortality notion. Theologically, the human essence is set in a fictional reality set for beyond the natural concrete. In this sense, human excellence could only be updated because the soul has denied his constituency by sensitive and carnal. Feuerbach, in contrast, aims to anchor the human dignity of assertive way, as an affirmation of a being-there objectively existing in the exact extent that assumes mortality as a positive delimitation of the individual in its connection to the genre, which continues and assimilates personhood finite in its virtual infinity. Recognition of positive content of individual mortality sets in motion a reworking of understanding of anthropological determinations of the individual, based on the recognition that essential bond, since only the community founded on gender, the sharing of a common natural essence with similar gain individuals the opportunity to claim their qualities. Understanding this immediately finite nature of existence of men directly opens up the possibility of reflection on other elements such as the particular determination of the person while that person, the real significance of temporality as building a specific history of experience, and not as mere Abstract passage of time, among other thematic complex.
Descrição: ALVES, Antônio José Lopes. A morte como categoria filosófica: finitude e determinação em Feuerbach. Revista Dialectus, Fortaleza, ano 2, n. 6, p. 107-123, jan./ago. 2015.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/22243
ISSN: 2317-2010
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