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Tipo: Dissertação
Título: Sentidos sobre saúde-doença mental: uma interlocução com usuários que participam de um grupo terapêutico do CAPS
Autor(es): Rodrigues, Dayane Silva
Orientador: Góis, Cezar Wagner de Lima
Palavras-chave: Saúde Mental;Doença Mental;Desinstitucionalização da Loucura e Sentidos;Mental Health, Mental Illness, Deinstitutionalization of the Madness and Senses;Saúde mental - Fortaleza (CE);Doenças mentais - Fortaleza (CE);Sentidos e sensações;Política de saúde mental - Fortaleza (CE);Centros de Atenção Psicossocial
Data do documento: 2011
Instituição/Editor/Publicador: http://www.teses.ufc.br
Citação: Rodrigues, D. S.; Góis, C. W. L. (2012)
RODRIGUES, Dayane Silva. Sentidos sobre saúde-doença mental: uma interlocução com usuários que participam de um grupo terapêutico do CAPS. 2011. 109 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal do Ceará, Departamento de Psicologia, Programa de Pós-graduação em Psicologia, Fortaleza-CE, 2011.
Resumo: Esta dissertação objetivou analisar os sentidos construídos sobre saúde-doença mental por participantes de um grupo terapêutico do CAPS e suas implicações ao processo de desinstitucionalização da loucura. Para tanto, esteve referenciada nos aportes da Saúde Coletiva, no tocante a produção social do processo saúde-doença e ainda nas contribuições teóricas do campo da Saúde Mental sobre a proposta de desinstitucionalização da loucura no cotidiano das práticas de cuidado e atenção aos usuários. Além dessas bases, o estudo conta também com o referencial da Teoria Histórico-Cultural da Mente, no que se refere às suas elaborações em torno da temática dos sentidos. Metodologicamente, a pesquisa se configurou como uma investigação de caráter qualitativo. A pesquisa foi realizado no CAPS Geral da SER II de Fortaleza, por meio do contato com um dos grupos terapêuticos dessa instituição, o Grupo de Florescimento Humano. O contato com esse grupo iniciou-se em julho de 2010, primeiramente, por meio da metodologia da Observação Participante, com intuito de conhecer o modo de funcionamento dessa proposta terapêutica. Posteriormente, foi realizada uma Entrevista Individual Semi-Estruturada com uma das participantes. Por fim, foi aplicado um questionário escrito com doze pessoas do grupo, as quais também participaram de um Círculo de Cultura sobre o tema desta pesquisa. O material oriundo desses procedimentos foi registrado com o auxílio de um gravador de voz, em seguida, foi transcrito e analisado com base na metodologia da Análise Temática. Como resultado de tal proposta de análise, foram categorizados três temas que mais se destacaram do discurso dos participantes, quais sejam: a conceituação da loucura e do processo saúde-doença mental; as histórias e “estórias” que explicam as existências-sofrimento e a produção da saúde mental; a construção de sentidos e desinstitucionalização. Os achados desta pesquisa apontam que a loucura e o processo saúde-doença mental encontram-se imersos em um quadro de grande indefinição científica, que gera muitas possibilidades de significações em torno da questão. Os sentidos de saúde e doença mental produzidos com os participantes circularam em torno de adjetivos antagônicos que indicaram a presença marcante de uma noção de saúde mental como algo inalcançável, por significar a ausência de doenças. Já a doença mental foi percebida como desajuste, erro, desequilíbrio e acúmulo de problemas. Por outro lado, os participantes também destacaram a existência de diferentes modos de ser e existir no mundo como marcas de singularidades, que, frequentemente são diagnosticadas como loucura. Eles apontaram apara a necessidade de convivência com essas diferenças e com seu processo de sofrimento. Como mais um resultado do estudo, foi discutida a importância da categoria sentido, como ferramenta essencial a ser valorizada e trabalhada na proposta de desinstitucionalização da loucura no cotidiano dos serviços de saúde mental.
Abstract: This paper aimed to analyze the constructed meanings of health-mental illness participating in a therapeutic group of CAPS and its implications to the process of institutionalization of madness. To do so, was referenced in the contributions of Public Health, regarding the social production of health-disease process and also on the theoretical contributions of the field of Mental Health on the proposal of de-institutionalization of madness in the daily practice of care and attention to users. In addition to these bases, the study also has the frame of the Cultural-Historical Theory of Mind, with regard to their elaborations around the theme of the senses. Methodologically, the research was configured as a qualitative research. The study was conducted at the General CAPS II, Fortaleza-Ce, through contact with an institution of the therapy groups, the group of human flourishing. Contact with this group began in July 2010, primarily through the methodology of participant observation, in order to understand the mode of operation of the proposed therapy. Subsequently, we performed an Individual Semi-Structured Interview with one of the participants. Finally, a questionnaire was written in twelve people in the group, which also participated in a Culture Circle on the subject of this research. Material from these methodologies was recorded by audio-recorded, transcribed and analyzed using thematic analysis. As a result of this proposed analysis, three themes were categorized that stood out the speech of the participants, namely: the concept of madness and mental health-disease process, the stories and "stories" that explain the stock-suffering and production mental health, the construction of meanings and deinstitutionalization. The findings of this survey indicate that the madness and the health-mental illness find themselves immersed in a framework of great scientific uncertainty, which generates many possible meanings around the issue. The meanings of health and mental illness produced with participants circulated around opposing adjectives that indicated the presence of a remarkable notion of mental health as something unattainable, because it signifies the absence of disease. Since mental illness was perceived as a misfit, error, imbalance and accumulation of problems. On the other hand, participants also highlighted the existence of different modes of being and existence in the world as marks of singularities, which are often diagnosed as insane. They pointed out the need to trim live with these differences and their grieving process. As a result of the study, it is pointed towards the category as an essential tool to be valued and worked in the proposed institutionalization of madness in everyday mental health services.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/2238
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