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Título: Reflexões sobre lei e inconsciente, poder e força-violência e conexões com o ato político-pedagógico de emancipação, com base em Slavoj Zizek
Autor(es): Rech, Hildemar Luiz
Lustosa, Maria Anita Vieira
Palavras-chave: Lei
Poder
Força-violência
Ato político-educativo
Data do documento: 2016
Editor: Revista Dialectus
Resumo: Para Zizek, a ideia de uma forma vazia da lei, para além de suas encarnações positivas, remete à sua afirmação como inconsciente e como indício de um conteúdo recalcado. Por outro lado, sobre a força como violência cabe observar que ela se encontra tanto na fundação quanto na conservação do poder. Por outro lado, a dimensão subjetiva da violência deve ser interpretada em termos de sua articulação com as dimensões simbólica, e objetiva (ou sistêmica) da violência e não como um fenômeno isolado. Quanto à educação, cabe observar que, na perspectiva de Zizek, o ato pedagógico precisa ter uma afinidade eletiva com o ato político que rompe com os significantes mestres imbricados com o fetichismo da mercadoria e com a forma social do capital. Ou seja, o sujeito para ser livre e emancipado deve transcender e romper com as coordenadas sistêmicas do capital, mediante um engajamento que se coloca a contrapelo da rede simbólica alienante e na contramão da reificação e do estranhamento nas relações sociais. Isto implica o desvencilhar-se de uma subsunção e de um aprisionamento do sujeito em dispositivos institucionais, normativos e tecnológicos de controle e de autocontrole, sintonizados com a reprodução do capital. Em síntese, somente quando os processos de subjetivação apresentam uma afinidade eletiva com uma práxis teórica e social que se exprime mediante uma atividade coletiva criativa, livre e soberana é que pode ocorrer um processo de emancipação individual e social.
Abstract: For Zizek, the idea of an empty form of the law, beyond its positive incarnations, points to its affirmation as unconscious and as one trace of repressed content. On the other hand, concerning to the force as violence, it´s up to point out that it´s anchored as much on the foundation as on the conservation of the power. Moreover, the subjective dimension of violence must be interpreted in terms of its articulation with the symbolic and objective (or systemic) dimension of violence, and not as one isolated phenomenon. As regards to education, it´s appropriated to observe that, accordingly the point of view of Zizek, the educational act needs to have an elective affinity with the political act, which breaks off with the master significant overlapped with the commodity fetishism and with the social form of capital. That´s to say, one subject for to be free and emancipated, he needs to transcend and break off with the systemic coordinates of capital, through a commitment which is placed against the alienating symbolic network and counter-positioned to “reification” and strangeness in social relations. This implicates to get rid of a submerging and an imprisonment of the subject in institutional, prescriptive and technological arrangements and devices of control and self-control, which are getting on with the reproduction of capital. In a synthetic explanation we can say that only when the subjective process presents an elective affinity with a theoretical and social praxis, which is expressed through a creative and collective and a free and sovereign activity, it´s possible to occur an individual and social process of emancipation.
Descrição: RECH, Hildemar Luiz; LUSTOSA, Maria Anita Vieira. Reflexões sobre lei e inconsciente, poder e força-violência e conexões com o ato político-pedagógico de emancipação, com base em Slavoj Zizek. Revista Dialectus, Fortaleza, ano 3, n. 9, p. 46-61, set./dez. 2016.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/22384
ISSN: 2317-2010
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