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Título: Efeito antidepressivo-símile da frutalina, lectina α-d-galactose ligante, isolada de sementes de Artocarpus incisa L., em camundongos
Título em inglês: Antidepressant-like effect of frutalin, an alpha-D-galactose-binding lectin, isolated from Artocarpus incisa L seeds, in mice
Autor(es): Araujo, João Ronielly Campelo
Orientador(es): Moreira, Renato de Azevedo
Palavras-chave: Artocarpus incisa L
Frutalina
Depressão
NMDA
Via NO/cGMP
Data do documento: 2016
Citação: ARAUJO, J. R. C. (2016)
Resumo: Frutalina (FTL), uma lectina α-D-galactose ligante, obtida de sementes de Artocarpus incisa L., tem apresentado várias atividades biológicas, como ação na modulação de alvos moleculares e reversão de neurotoxicidade in vitro, porém, há pouca evidência de seu efeito sobre doenças no Sistema Nervoso Central (SNC). Diante disto, este estudo avaliou os efeitos neurocomportamentais da FTL em camundongos. Os camundongos (n = 6 / grupo) foram tratados com FTL (0,25; 0,5 ou 1 mg/kg; i.p.) ou Veículo (NaCl 0,9 % 10 mL/kg; i.p.; Controle) e submetidos aos testes da placa perfurada, labirinto em cruz elevado, campo aberto, suspensão pela cauda ou natação forçada. Num segundo conjunto de experimentos, a ioimbina (1 mg/kg), cetamina (0,1 mg/kg), L-NAME (10 mg/kg) ou azul de metileno (10 mg/kg) foram administrados (i.p.) 15 min antes da FTL (0,5 mg/kg) e os animais foram submetidos ao teste de natação forçada. Verificou-se também se o efeito de FTL no teste de natação forçada era dependente da integridade estrutural e capacidade de interação a carboidratos. A fim de avaliar o efeito subcrônico da FTL, os camundongos receberam FTL (0,5 mg/kg) ou veículo durante 7 dias e submetidos ao teste de natação forçada no primeiro e último dia de tratamento. Foi realizado docking molecular da FTL com NOS e receptor NMDA. Os resultados mostraram que não houve alterações neurocomportamentais dos camundongos nos testes de placa perfurada e campo aberto. FTL na dose mais baixa (0,25 mg/kg) aumentou o número de entradas nos braços fechados no teste do labirinto em cruz elevado, permitindo sugerir um possível efeito do tipo ansiogênico. FTL reduziu o tempo de imobilidade nos testes de suspensão pela cauda (0,25 e 0,5 mg/kg; p <0,05) e natação forçada (0,25 mg/kg, p <0,05 e 0,5 mg/kg; p <0,01) apresentando um efeito antidepressivo-símile. A redução da imobilidade provocada pela FTL foi prevenida pela Cetamina (antagonista de receptores NMDA), L-NAME (inibidor não-seletivo da NOS) e azul de metileno (inibidor da cGMP), mas não pela Ioimbina (antagonista α2-adrenérgico). A desnaturação da FTL, bem como a sua associação à galactose, também preveniu o efeito antidepressivo-símile da lectina. O efeito antidepressivo-símile da FTL permaneceu o mesmo após tratamento subcrônico (7 dias) e não houve alteração no peso dos animais. Corroborando com os resultados in vivo, os estudos de docking molecular demonstraram que a FTL interage com a enzima NOS e receptor NMDA. Nossos resultados demonstraram que a FTL possui efeito antidepressivo-símile mediado por receptores NMDA e via L-Arginina/NO/cGMP, além de ser dependente de sua integridade estrutural e capacidade de ligação a α-D-galactose.
Abstract: Frutalin (FTL), an α-D-galactose-binding lectin isolated from breadfruit seeds (Artocarpus incisa L.), has a range biological activities, but has not been conclusively shown to act on CNS disorders. In this study we evaluated the effect of FTL on mouse behavior. Mice (n=6/group) were treated with FTL (0.25; 0.5 or 1 mg/kg; i.p.) or vehicle (NaCl 0.9 %;10 mL/kg; i.p.) and submitted to hole-board (HBT), elevated plus maze (PMT), open field (OFT), tail suspension (TST) and forced swimming (FST) tests. In a second set of experiments, yohimbine (1 mg/kg), ketamine (0.1 mg/kg), L-NAME (10 mg/kg) or methylene blue (10 mg/kg) were administered (i.p.) 30 min before FTL (0.5 mg/kg). In order to evaluate the subchronic effect of FTL, animals were injected with FTL (0.5 mg/kg) or vehicle for 7 days and submitted to FST on the first and last day of treatment. A molecular docking was conducted on the NOS enzyme and NMDA receptor. No changes were observed in HBT and OFT results. The smallest dose of FTL (0.25 mg/kg) was associated with an increase in the number of entries into closed arms in PMT (p<0.05). FTL reduced immobility in TST (0.25 and 0.5 mg/kg; p<0.05) and FST (0.25 mg/kg; p<0.05 and 0.5 mg/kg; p<0.01). In FST, the effect of FTL was dependent on carbohydrate interaction and protein structure integrity and it was reduced by ketamine (NMDA antagonist), L-NAME (non-selective NOS inhibitor) and methylene blue (soluble guanylyl cyclase inhibitor). The antidepressant-like effect remained after subchronic treatment. Matching the results of the experiment in vivo, the docking study indicated an interaction between FTL and NOS enzyme and NMDA receptor. In conclusion, FTL was found to have an antidepressant-like effect mediated by the NMDA receptor/NO/cGMP pathway.
Descrição: ARAUJO, João Ronielly Campelo. Efeito antidepressivo-símile da frutalina, lectina α-d-galactose ligante, isolada de sementes de Artocarpus incisa L., em camundongos. 2016. 79 f. Dissertação (Mestrado em Bioquímica)-Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2016.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/22450
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