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Título: Rações para otimizar o crescimento e eficiência alimentar do Robalo-Flecha, Centropomus undecimalis (BLOCH, 1792)
Autor(es): Silvão, Cristiane Freire
Orientador(es): Nunes, Alberto Jorge Pinto
Palavras-chave: Robalo (Peixe)
Nutrição animal
Fisiologia
Regulação osmótica
Proteínas
Data do documento: 2016
Citação: SILVÃO, C. F. (2016)
Resumo: O robalo-flecha, Centropomus undecimalis, é uma espécie eurihalina, com alto valor econômico e potencial para aquicultura. O presente estudo avaliou o desempenho zootécnico e a capacidade osmoregulatoria do robalo-flecha frente a diferentes fontes de proteínas e aminoácidos na dieta e salinidade da água, respectivamente. O trabalho consistiu de três estudos realizados de forma consecutiva. No 1º estudo foi investigado o efeito da composição dietética de aminoácidos de proteínas alternativas à farinha de peixe no desempenho zootécnico do robalo-flecha. Peixes de 10,79 ± 0,71 g (n = 150) foram estocados em 15 tanques circulares de 1 m3 mantidos em uma área aberta sombreada. Uma dieta basal foi formulada para conter 64,34% (na base natural) de farinha de peixe e 20,00% de concentrado proteico de soja (SPC). Duas outras dietas substituíram 25% da farinha de peixe por farinha de vísceras de aves (17,01%) e concentrado proteico de soja (SPC, 33,49%). Os peixes foram alimentados duas vezes ao dia durante 84 dias. O 2º estudo avaliou o desempenho da espécie em resposta ao conteúdo de proteína bruta (PB) e de aminoácidos de dietas práticas durante 104 dias de cultivo. Um total de 750 peixes de 21,91 ± 6,97 g foram estocados em 25 tanques circulares de 5,84 m3 na densidade de 5,1 peixes/m3. Quatro dietas foram formuladas para apresentar 48,70, 52,18, 57,00 e 60,00% PB (na base seca), com um conteúdo total de aminoácidos sulfurados entre 1,55 e 1,89% (base seca) e níveis mínimos e máximos de metionina e lisina total de 1,05 e 1,35% e 2,82 e 3,66%, respectivamente. O 3º estudo determinou o ponto iso-osmótico do robalo expostos de forma aguda (24 h) e crônica (168 h) às salinidades de 0, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35, 40 e 45. Peixes de 33,27 ± 10,2 g foram transferidos, sem aclimatação prévia, de uma salinidade de 32 para 30 tanques circulares de 1 m3 com as respectivas salinidades, na densidade de 8 peixes por tanque. A osmolaridade do sangue dos peixes e da água dos respectivos tanques de cultivo foram imediatamente analisadas após 24 e 168 h do povoamento com um osmómetro crioscópico. No 1º estudo, o robalo cresceu mais lentamente (0,24 ± 0,03 e 0,27 ± 0,04 versus 0,35 ± 0,06 g/d), atingiu menor peso corporal (31,1 ± 6,62 e 33,3 ± 10,20 versus 40,4 ± 13,18 g) e maior FCA (3,69 ± 0,29 e 3,11 ± 0,51 versus 2,33 ± 0,34) quando alimentado com SPC e a dieta basal em comparação à dieta com farinha de vísceras de aves, respectivamente. No 2º estudo, não foi observada diferença estatistica significativa para o crescimento diário (0,38 ± 0,10 g), taxa de crescimento específico (0,99 ± 0,19%/dia), ganho de produtividade (202 ± 58 g/m3), consumo alimentar (132 g de ração/peixe) e FCA (3,87 ± 2,48) do robalo-flecha alimentado com os diferentes níveis de proteína. Na despesca, o peso corporal dos robalos variou de 55,70 ± 2,15 a 66,70 ± 2,18 g. Quando em exposição aguda, a osmolaridade do sangue do robalo-flecha aumentou gradativamente com a salinidade da água, de um mínimo de 0,346 ± 0,011 mOsm/kg (água doce) a um máximo de 0,380 ± 0,021 mOsm/kg (45 de salinidade). O presente estudo indicou que o robalo-flecha possui uma maior capacidade para ganhar peso corporal e aumentar a retenção de nutrientes quando a proteína dietética é de origem de animal terrestre. Juvenis da espécie conseguem crescer e sobreviver com êxito em cativeiro com dietas contendo um mínimo de 48,70% (na base seca) e 1,05% de metionina. Na faixa de salinidade entre 0 e 45, o ponto de equilíbrio iso-osmótico para a espécie é alcançado entre 10,46 e 11,39 de salinidade (0,360 a 0,368 mOsm/kg).
Abstract: The common snook, Centropomus undecimalis, is eurihaline species, with high economic value and potential for aquaculture. This study evaluated the growth performance and the osmoregulatory ability of the common snook reared under different dietary sources of protein and amino acids, and water salinity, respectively. The work consisted of three studies conducted consecutively. The 1st study investigated the effect of dietary amino acid composition of proteins alternate to fishmeal on fish growth performance. Fish of 10.79 ± 0.71 g (n = 150) were stocked in 15 circular tanks of 1 m3 kept sheltered outdoors. A basal diet was formulated to contain 64.34% (as fed basis) of fishmeal and 20.00% of soy protein concentrate (SPC). Two other diets replaced 25% of fishmeal for poultry by-product meal (17.01%) and soy protein concentrate (SPC, 33.49%). Fish were fed twice a day for 84 days. The 2nd study evaluated the growth performance of the common snook fed during 104 days in response to the dietary crude protein (CP) and amino acid content. A total of 750 fish of 21.91 ± 6.97 g were stocked in 25 circular tanks of 5.84 m3 under 5.1 fish/m3. Four diets were formulated to contain 48.70, 52.18, 57.00 and 60.00% CP (on a dry matter basis), with a total content of sulfur amino acids between 1.55 and 1.89% (dry basis) and minimum and maximum levels of methionine and lysine of 1.05% and 1.35 and 2.82 and 3.66%, respectively. The 3rd study determined the iso-osmotic point of common snook exposed to acute (24 h) and chronic (168 h) water salinities of 0, 5, 10, 15, 20 25, 30, 35, 40 and 45. Fish 33.27 ± 10.2 g were transferred without acclimation, from a water salinity of 32, into 30 tanks of 1 m3, with the corresponding salinities and stocked under 8 fish per tank. Osmolarity of fish blood and cultured water were immediately analyzed after 24 and 168 h from fish stocking with a freezing point osmometer. In the 1st study, the common snook grew more slowly (0.24 ± 0.03 and 0.27 ± 0.04 versus 0.35 ± 0.06 g/d), reached a lower body weight (31.1 ± 6.62 and 33.3 ± 10.20 versus 13.18 ± 40.4 g) and a higher FCA (3.69 ± 0.29 and 3.11 ± 0.51 versus 2.33 ± 0.34) when fed with SPC and the basal diet compared to diet with poultry by-product meal, respectively. In the 2nd study, there was no statistically significant difference for the daily growth (0.38 ± 0.10 g), specific growth rate (0.99 ± 0.19%/day), productivity gains (202 ± 58 g/m3), feed intake (132 g of feed/fish) and FCR (3.87 ± 2.48) for the common snook fed with the different protein levels. At harvest, fish body weight ranged from 55.70 ± 2.15 to 66.70 ± 2.18 g. %. Under acute exposure, osmolarity of fish blood increased gradually with water salinity from a minimum of 0.346 ± 0.011 mOsm/kg (freshwater) to a maximum of 0.380 ± 0.021 mOsm/kg (45 salinity). This study indicated that juveniles of the common snook has a greater ability to gain weight and to increase the retention of nutrients when the dietary protein is of terrestrial animal. Juveniles of the species can survive and grow successfully in captivity with diets with a minimum of 48.70% crude protein (on dry basis) and 1.05% methionine. A water salinity between 0 and 45 the iso-osmotic equilibrium for juvenile common snook is achieved between 10.46 and 11.39 salinity (0.360 to 0.368 mOsm/kg osmolarity).
Descrição: SILVÃO, C. F. Rações para otimizar o crescimento e eficiência alimentar do Robalo-Flecha, Centropomus undecimalis (BLOCH, 1792). 2016. 103 f. Tese (Doutorado em Ciências Marinhas Tropicais) - Instituto de Ciências do Mar, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza-CE, 2016.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/22573
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