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Título: Estudo dos efeitos antinociceptivos e antiinflamatórios de (O-Metil)-N-Benzoil Tiramina (Riparina I) de Aniba Riparia (Nees) Mez (Lauraceae) em camundongos
Título em inglês: Study of antinociceptive and antiantiinflamatory effects of (O-Methyl)-N-benzoyl-tyramine (riparin I) from Aniba riparia (Nees) Mez (Lauraceae)in mice
Autor(es): Araújo, Fernando Luiz Oliveira de
Orientador(es): Sousa, Francisca Cléa Florenço de
Palavras-chave: Alcamidas Poliinsaturadas
Medição da Dor
Ácido Glutâmico
Data do documento: 2007
Citação: ARAÚJO, F. L. O. (2007)
Resumo: A riparina I, alcamida isolada do fruto verde de Aniba riparia, foi avaliada em modelos animais clássicos para screening de drogas com atividades antinociceptiva, antiinflamatória e antiulcerogênica, tais como, contorções abdominais induzidas por ácido acético, teste da formalina, placa quente, edema de pata induzido por carragenina e dextrano, úlcera gástrica induzida por etanol e indometacina, edema de pata e nocicepção induzidos por glutamato, como também em modelos comportamentais que permitam excluir a possibilidade de uma atividade central induzir falsos-positivos nos modelos anteriores, tais como testes do campo aberto, rota rod e tempo de sono induzido por pentobarbital. A riparina I foi administrada de forma aguda em todos os testes, nas doses de 25 e 50 mg/kg, através das vias oral e intraperitoneal. Os resultados mostraram que esta alcamida não alterou a atividade locomotora no teste do campo aberto, nem diminuiu o número de quedas no teste do rota rod, descartando a possibilidade de haver sedação ou incoordenação motora por parte de riparina I, de modo que tais parâmetros gerassem falsos-positivos nos testes de nocicepção e inflamação. A avaliação sedativa/hipnótica da riparina I, no teste do tempo de sono induzido por pentobarbital, mostrou uma potencialização do sono, que parece estar envolvido com processos farmacocinéticos ou com mecanismos de regulação do sono, já que o efeito sedativo não foi corroborado no campo aberto. No teste das contorções induzidas por ácido acético, riparina I inibiu significativamente o número de contorções, sugerindo uma atividade antinociceptiva. Como este teste é inespecífico, já que várias classes de drogas revertem estas contorções, foram utilizados modelos mais específicos para avaliar a atividade antinociceptiva. No teste da formalina, riparina I inibiu significativamente o tempo de lambedura da pata, tanto na fase nociceptiva do teste, como na fase inflamatória. No entanto, o papel antinociceptivo de riparina I parece ser devido sua atividade antiinflamatória, já que a naloxona, um antagonista opióide, não foi capaz de reverter o efeito antinociceptivo de riparina I, porém, a L-arginina, substrato para o mediador inflamatório óxido nítrico, foi capaz de reverter este efeito. Para melhor avaliar o papel antiinflamatório de riparina I, utilizaram-se outros modelos mais específicos. No edema de pata induzido por carragenina, riparina I foi capaz de reverter significativamente o volume de edema, nos tempos estudados, sugerindo que possa estar inibindo a produção de histamina, bradicinina, serotonina e prostaglandinas, mediadores inflamatórios secretados durante o processo. Como a bradicinina é um mediador nociceptivo comum a primeira fase do teste da formalina e ao edema de carragenina, este resultado sugere uma razão para a reversão significativa no tempo de lambedura de pata na primeira fase do teste da formalina. Riparina I também foi capaz de reverter, de maneira significativa, o edema de pata induzido por dextrano, sugerindo que esteja inibindo a produção de histamina e serotonina, mediadores inflamatórios secretados no processo. Riparina I inibiu significativamente o percentual de área ulcerada tanto em úlceras induzidas por indometacina como por etanol, ressaltando sua utilidade como antiinflamatório não ulcerogênico. Por fim, riparina I também foi capaz de diminuir tanto a nocicepção quanto o volume do edema de pata induzidos por glutamato, sugerindo que possa estar atuando como antagonista dos receptores glutamatérgicos envolvidos no processo inflamatório. Concluindo, riparina I parece apresentar propriedades antiinflamatórias pela inibição de mediadores como histamina, serotonina, bradicinina, prostaglandinas, glutamato e óxido nítrico, descartando o envolvimento do sistema opióide neste processo.
Abstract: Riparin I, an alkamide isolated from unripe fruit of Aniba riparia, was evaluated in animal classical models for screening of drugs with antinociceptive, antiinflammatory and antiulcerogenic effects. These models are acetic acid-induced writhing test, formalin test, hot plate test, carrageenan-induced paw oedema, dextran-induced paw oedema, glutamate-induced nociception and paw oedema, indomethacin- and ethanol-induced gastric ulcer. Some behavioral models were used to evaluate if a central activity of drug were involved in antiinflammatory and antinociceptive properties of riparin I. These models are open field, rota rod and pentobarbital-induced sleeping time. Riparin I was administered with doses of 25 and 50 mg/kg, orally and intraperitoneally. The results show that this alkamide did not have effects neither on open field test nor on the rota rod test, discarding the possibility of sedation or motor incordination have influence in antiinflammatory/antinociceptive effects of riparin I. The sedative/hypnotic evaluation in pentobarbital-induced sleeping time shows an increase in sleeping time, probably due pharmacokynetics or sleeping regulation mechanisms, because the sedative effect was not corroborated in the open field test. The open field test is considered more specific than pentobarbital-induced sleeping time. In acetic acid-induced writhing test, riparin I decrease the number of writhies, suggesting an antinociceptive effect. This test is a non-specific test, because antiinflammatory, antidepressant and opioid drugs can decrease the number of writhies. In formalin test, riparin I decrease paw´s licking time in both phases of test, suggesting antinociceptive and antiinflammatory effects. The antinociceptive effect of riparin I seems to be due their antiinflamatory properties, since naloxone could not abolish the antinociceptive effect of riparin I, but, L-arginine could. In the carrageenan-induced paw oedema test, riparin I decrease this parameter, suggesting that riparin I acts inhibiting the syntesis of bradykinin, serotonin, hystamin and prostaglandins, mediators involved in this test. This result probably indicates why riparin I decrease the paw´s licking time in first phase of formalin test, since bradykinin is a common mediator involved in first phase of formalin test and carrageenan-induced paw oedema test. In the dextran-induced paw oedema test, riparin I decrease this parameter, suggesting that riparin I acts inhibiting the syntesis of serotonin and hystamin, mediators involved in this test. Riparin I decreased the ulcerated area induced by indomethacin and ethanol, outstanding your properties like antiinflammatory drug, but not like an ulcerogenic drug. Riparin I could decrease the nociception and the paw oedema, both induced by glutamate, suggesting that riparin I can inhibit the glutamatergic receptors involved in inflammatory processes. In conclusion, riparin I seems act by inhibition of inflammatory mediators like hystamin, serotonin, bradykinin, prostaglandins, glutamate and nitric oxide and seems do not act by opioid system.
Descrição: ARAÚJO, Fernando Luiz Oliveira. Estudo dos efeitos antinociceptivos e antiinflamatórios de (O-Metil)-N-Benzoil Tiramina (Riparina I) de Aniba Riparia (Nees) Mez (Lauraceae) em camundongos. 2007. 124 f. Dissertação (Mestrado em Farmacologia) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2007.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/2352
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