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Title in Portuguese: Promoção do aleitamento materno a partir de uma intervenção educativa de longa duração mediada por telefone: ensaio clínico randomizado controlado
Author: Dodou, Hilana Dayana
Advisor(s): Oriá, Mônica Oliveira Batista
Keywords: Aleitamento Materno
Autoeficácia
Ensaio Clínico
Educação em Saúde
Issue Date: 18-Dec-2017
Citation: DODOU, H. D. Promoção do aleitamento materno a partir de uma intervenção educativa de longa duração mediada por telefone: ensaio clínico randomizado controlado. 2017. 252 f. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2017.
Abstract in Portuguese: O objetivo desse estudo foi analisar os efeitos de uma intervenção educativa de longa duração, mediada por telefone, sobre a autoeficácia, duração e exclusividade da amamentação até o sexto mês de vida da criança. Trata-se de um Ensaio Clínico Randomizado Controlado no qual o Grupo Controle (GC) recebeu o cuidado padrão (cuidados fornecidos pela rotina hospitalar) e o Grupo Intervenção (GI) recebeu o cuidado padrão e a intervenção educativa. A intervenção educativa foi pautada no referencial da autoeficácia para amamentar e em outras literaturas pertinentes ao assunto, utilizando a entrevista motivacional aos 7, 30, 90 e 150 dias pós-parto. O estudo foi desenvolvido no Hospital Distrital Gonzaga Mota de Messejana em Fortaleza-CE entre outubro/ 2016 e julho/2017 envolvendo 240 mulheres (GC=120 e GI=120). Foi desenvolvido em três fases: 1. Linha de Base; 2. Intervenção; 3. Avaliação dos desfechos aos 60, 120 e 180 dias pós-parto. A análise comparativa das variáveis categóricas foi realizada pelo teste qui-quadrado e teste exato de Fisher e das variáveis numéricas pelo teste U de Mann-Whitney. Ademais se utilizou o coeficiente de Spearman para correlacionar os dados sociodemográficos, obstétricos, escores de autoeficácia com a duração do AM e do AME. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob protocolo 42495114.4.0000.5054. Os grupos eram homogêneos (p>0,05), com exceção das horas fora do lar (p=0,019). Na avaliação intergrupo evidenciou-se que o GC apesar de ter iniciado com mediana maior de escores da autoeficácia, os manteve constantes ao longo das avaliações de desfecho; já o GI aumentou a mediana de escores aos 60 (p<0,001), 120 (p<0,001) e 180 dias (p=0,001). Em relação às taxas de aleitamento materno (AM) e de aleitamento materno exclusivo (AME) percebeu-se que tanto aos 60 (p<0,001) como aos 120 dias (p=0,001) o GI apresentou taxas mais elevadas de AM do que o GC, e aos 180 dias o GI apresentou taxas de AM (p=0,012) e de AME (p=0,005) superiores ao GC. Quanto à duração do AM, o GI amamentou por mais tempo (AM, p<0,001; AME, p<0,001) do que o GC. Os escores de autoeficácia aos 60 e 120 dias apresentaram correlação positiva com a duração do AM e do AME, enquanto os escores aos 180 dias só tiveram correlação com a duração do AME, o que evidencia a influência da autoeficácia na duração e exclusividade do AM. Dentre os fatores relacionados com a menor duração do AM estão a prática de exercício físico e o retorno da mulher ao trabalho e/ou estudos aos dois e quatro meses. Já os fatores relacionados com a interrupção do AME foram não receber visita domiciliar, falta de orientação acerca do AM e retorno ao trabalho e/ou estudo aos quatro meses. O Número necessário para tratar (NNT) foi de 8 mulheres, o que justifica a escolha da intervenção, uma vez que é necessário acompanhar um pequeno número de mulheres para evitar que uma interrompa o AM. Diante disso, os dados evidenciaram que uma intervenção educativa de longa duração centrada nos princípios da autoeficácia e com uso da abordagem da entrevista motivacional, mediada por telefone, é eficaz para elevar a autoeficácia materna para amamentar, as taxas e a duração do AM e de AME. Evidenciou-se que o telefone é uma tecnologia viável para ser utilizada como suporte para práticas educativas. Além disso, o uso de uma intervenção que trabalha a confiança materna e a motivação das mães para amamentar contribui para melhorar as taxas de aleitamento materno. Palavras-chave: Aleitamento Materno; Autoeficácia; Enfermagem; Educação em Saúde; Estudos de Intervenção; Telefone; Entrevista Motivacional.
Abstract: The aim of this study was to analyze the effects of a long-term telephone educational intervention on the self-efficacy, duration and exclusivity of breastfeeding up to the sixth month of the child's life. It is a Controlled Randomized Clinical Trial in which two groups were evaluated: Control Group (CG) that received standard care (care provided by the hospital routine) and the Intervention Group (IG), which received standard care and educational intervention. The educational intervention was supported by the breastfeeding self-efficacy framework and other relevant literature on the subject, using the motivational interviewing approach. Study developed at Gonzaga Mota de Messejana District Hospital in Fortaleza-CE between October/2016 and July/2017 with a sample of 240 women (CG=120 and IG=120). The study was developed in three phases: 1. Baseline; 2. Intervention (at 7, 30, 90 and 150 days postpartum); 3. Evaluation of the outcomes (at 60, 120 and 180 days postpartum). In the statistical analysis, the chi-square test and Fisher’s exact test were used to compare the categorical variables and the Mann-Whitney U test to compare the numerical variables. Spearman's coefficient was used to correlate sociodemographic, obstetric and self-efficacy scores with the duration and exclusivity of breastfeeding. The research was approved by the Ethics and Research Committee under protocol 42495114.4.0000.5054 and registered in the Brazilian Registry of Clinical Trials (ReBEC) platform. The sample was homogeneous (p> 0.05), except for hours outside the home (p = 0.019). In the intergroup assessment of self-efficacy, it was evident that the CG, despite having started with a higher median score, maintained these scores throughout the outcome evaluations, whereas the IG presented median scores higher than the CG with 60 (p = 0.000), 120 (p = 0.000) and 180 days (p = 0.000). Regarding the rates of BF and EBF, it was observed that at 60 (p = 0.000) and 120 days (p = 0.001) the IG had higher BF rates than the CG, and at 180 days IG presented BF (p = 0.012) and EBF (p = 0.005) higher than CG. In the intergroup evaluation of the BF duration, IG had a final duration of BF (p = 0.000) and EBF (p = 0.000) higher than CG. The self-efficacy scores of 60 and 120-day women showed a positive correlation with duration of BF and EBF, while the 180-day scores correlated only with the EBF duration. Among the factors related to the shorter duration of BF are the practice of physical exercise and the return of women to work and / or studies at two and four months. The factors related to the interruption of EBF were not receiving a home visit, lack of orientation about the BF and return to work and / or study at four months. The number needed to treat (NNT) was 8 women, which justifies the choice of the intervention, since it is necessary to follow a small number of women to avoid that one interrupts the BF. Thus, the data showed that a long-term educational intervention focused on the self-efficacy assumptions and using the telephone-mediated motivational interview approach is effective in increasing maternal self-efficacy for breastfeeding, rates and duration of BF and EBF. It has been shown that the telephone is a viable technology to be used as support for educational practices. In addition, the use of an intervention that works on maternal trust and the mother´s motivation to breastfeed contributes to improving breastfeeding rates
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/29003
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