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Title in Portuguese: Ultrassonografia intraparto na predição do modo de nascimento: via, duração da segunda fase e desprendimento
Title: Intrapartum ultrasonography in predicting mode of delivery: via, duration of second phase and detachment
Author: Carvalho Neto, Raimundo Homero
Advisor(s): Feitosa, Helvécio Neves
Co-advisor(s): Carvalho, Francisco Herlânio Costa
Keywords: Trabalho de Parto
Ultrassonografia
Previsões
Medidas
Distocia
Parto Normal
Cesárea
Issue Date: 27-Feb-2018
Citation: CARVALHO NETO, R. H. Ultrassonografia intraparto na predição do modo de nascimento: via, duração da segunda fase e desprendimento. 2018. 119 f. Dissertação (Mestrado em Saúde da Mulher e da Criança) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2018.
Abstract in Portuguese: Atualmente, o exame de toque vaginal (TV) é a pedra angular no acompanhamento da progressão do trabalho de parto (TP). Porém, vários estudos demonstram que é limitado, subjetivo e apresenta baixa acurácia. A ultrassonografia, por ser um método facilmente encontrado, indolor, possui boa reprodutibilidade e curva de aprendizado curta, vem sendo rotineiramente aplicada no estudo dos fenômenos do parto, sendo denominada de Ultrassonografia Intraparto (UIP). A UIP mostra-se eficaz na avaliação da dilatação cervical, descida e rotação da cabeça fetal, sendo uma ferramenta complementar ao exame clínico. Esta pesquisa consistiu em um Estudo de Corte Transversal, realizado entre fevereiro e setembro de 2017, na Maternidade Escola Assis Chateaubriand, em 221 parturientes com gestações únicas, > 37 semanas, com fetos em apresentação cefálica. Avaliaram-se nas duas primeiras fases do parto, três parâmetros ultrassonográficos: Ângulo do Arco Púbico (AAP); Ângulo de Progressão (A0P) e Distância Períneo Cabeça (DPC). A pesquisa teve como objetivos: difundir o uso da UIP e investigar a capacidade do AAP, AoP e DPC em predizer via de parto, tempo de duração de TP e modo de desprendimento da cabeça. Para fins de análise, o desfecho via de parto foi dividido em dois grupos: partos vaginais espontâneos e partos cirúrgicos (fórceps e cesáreas). Não houve significância estatística do AAP em relação à via de parto (102,6 ± 7.2 vs 100,8 ± 7,90; p=0,105). O AoP demonstrou significância estatística em relação a via de parto, na primeira e segunda fases do parto (107,8 ± 12,10 vs 100,8 ± 13,70; p = 0,017) e (135,1 ± 119,90 vs 119,1 ± 12,10; p=0,006), apresentando-se mais alargado nas pacientes que apresentaram parto vaginal espontâneo. A DPC, demonstrou significância estatística em relação a via de parto, na segunda fase (3,42 ± 0,84cm vs 4,17 ± 0,54cm; p=0,003), apresentando-se mais encurtada nas pacientes que apresentaram parto vaginal espontâneo. Observou-se um AAP mais estreitado no grupo de pacientes que desprendeu a cabeça em posições occipito posteriores, quando comparado ao grupo que desprendeu em posições occipito anteriores (97,9 ± 9,60 vs 102,6 ± 7,30; p=0,049). O AAP revelou-se uma variável de proteção para a ocorrência de desprendimento da cabeça em posições occipito posteriores (OR=0,9; 95% IC 0,82-0,99, p=0,026). Observou-se uma relação inversa entre o AoP e a duração da segunda fase do parto (p=0,016) e uma relação direta entre a DPC e a duração da segunda fase do parto (p=0,010). Concluiu-se que a UIP é uma ferramenta útil para estudar progressão do parto. O AoP e a DPC associam-se com a via de parto e duração do segundo estágio. O AAP não predice via de parto, porém demonstrou associação com persistência de posições occipitais posteriores no desprendimento.
Abstract: Nowadays, the digital examination is a fundamental piece to evaluate the labor progress. However, many studies indicate a limited, subjective and low accurate method. The ultrasonography, on the other hand, being a painless and easily found method, has good reproducibility and fast learning curve. It has been routinely applied to labor phenomena studies, being named as Intrapartum Ultrasound (ITU), an efficient method to assess the cervical dilatation, progress and rotation of fetal head, being an additional tool for the clinical exam. This research consisted in a cross-sectional study, held between February and September 2017, in Maternidade Escola Assis Chateaubriand. 221 parturients with single pregnancy and > 37 weeks with cephalic fetuses, were observed. Three ultrasonographic parameters were evaluated in the first two labor phases: Pubic Arch Angle (PAA); Angle of Progression (A0P) and Head-Perineum Distance (HPD). The research aimed to diffuse the use of ITU and investigate the capacity of PAA, AoP and HPD in predicting mode of delivery, labor length of time and fetal occiput position at delivery. For analysis purposes, the mode of delivery outcomes were divided in two groups: Spontaneous Vaginal Delivery and surgical (forceps and cesarean). There was no statistical significance from PAA relating to the mode of delivery (102,6 ± 7.2 vs 100,8 ± 7,90; p=0,105). The AoP demonstrated statistical significance related to the mode of delivery, in the first and second labor phases (107,8 ± 12,10 vs 100,8 ± 13,70; p = 0,017) and (135,1 ± 119,90 vs 119,1 ± 12,10; p=0,006), being more extended in patients who presented Spontaneous Vaginal Delivery. HPD demonstrated statistical significance to the mode of delivery, on the second phase (3,42 ± 0,84cm vs 4,17 ± 0,54 cm; p=0,003), being shortened in patients who presented Spontaneous Vaginal Delivery. It was observed a more narrowed PAA, in a group of patients who presented fetus in occipito-posterior positions at delivery, when compared to a group that presented fetus in occipito-anterior positions (97,9 ± 9,60 vs 102,6 ± 7,30; p=0,049). AAP revealed itself as a variable for protection to occurrences of fetal occiput position at delivery, in occipito-posterior positions (OR= 0,9; 95% IC 0,82-0,99, p=0,026). It was observed, also, an inverse association between AoP and length of labour second phase (p=0,016), as well as a direct relation between HPD and length of labour second phase (p=0,010). It was concluded that ITU is an useful tool for studying labor progression. AoP and HPD are associated with mode of delivery and second phase length. PAA did not predict the mode of delivery, although indicated association with a persistence of posterior occipital positions at delivery.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/30680
metadata.dc.type: Dissertação
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