Please use this identifier to cite or link to this item: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/31268
Title in Portuguese: Classificação da tolerância à salinidade em plantas ornamentais utilizando-se diferentes metodologias
Title: Classification of the salt tolerance in ornamental plants using different methodologies.
Author: Oliveira, Emanuele Victor de
Advisor(s): Lacerda, Claudivan Feitosa de
Co-advisor(s): Neves, Antônia Leila Rocha
Keywords: Estresse salino
Água salobra
Crescimento
Salinidade limiar
Análise sensorial
Fotossíntese
Issue Date: 2017
Citation: OLIVEIRA, Emanuele Victor de. Classificação da tolerância à salinidade em plantas ornamentais utilizando-se diferentes metodologias. 2017. 101 f. Dissertação (Dissertação em Engenharia Agrícola)-Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2017.
Abstract in Portuguese: As respostas das plantas à salinidade são observadas principalmente em termos de crescimento, produtividade e variáveis fisiológicas. No caso de plantas ornamentais é fundamental também avaliar os efeitos sobre a qualidade das plantas, pois a beleza na aquisição de uma planta ornamental nem sempre está associada com o seu tamanho. Dentro desse contexto, buscou-se avaliar os efeitos da intensificação do estresse e a tolerância à salinidade de quatro espécies ornamentais, utilizando-se dados de crescimento, respostas fisiológicas e análises sensoriais. A pesquisa foi conduzida na área experimental da Estação Agrometeorológica da Universidade Federal do Ceará-UFC, Brasil, em ambiente protegido, no período de setembro a novembro de 2016. O delineamento utilizado foi em blocos inteiramente casualizados, em arranjo fatorial 10x4, com quatro repetições, sendo dez níveis de condutividade elétrica da água de irrigação (0,5; 1,0; 2,0; 3,0; 4,0; 5,0; 6,0; 8,0; 10,0; 12,0 dS m-1) e quatro espécies ornamentais: (Catharanthus roseus, Allamanda catártica, Ixora coccínea e Duranta erecta). O trabalho foi apresentado em duas partes: Capítulo 1. Intensificação do estresse salino no desenvolvimento inicial de quatro espécies de plantas ornamentais – Nesse capítulo foram avaliadas respostas de crescimento e morfofisiológicas aos 30 e aos 60 dias após o início dos tratamentos salinos. Capítulo 2. Comparação de metodologias de avaliação da tolerância à salinidade em plantas ornamentais utilizando-se análises de crescimento, fisiológicas e sensoriais – Foram comparadas três metodologia de avaliação da tolerância à salinidade, utilizando-se dados de crescimento, respostas fisiológicas e análises sensoriais. As metodologias foram as seguintes: 1ª. valor de salinidade limiar (adaptada de Maas e Hoffman, 1977); 2ª. percentual de 25% de redução para faixas de salinidade pré-definidas (adaptada de Miyamoto et al., 2004); 3ª. percentual de 20% de redução para cada nível de salinidade (adaptada de Fageria, 1985). O tempo e o aumento na concentração de sais intensificaram os efeitos do estresse salino sobre as plantas, porém as respostas diferiram entre as espécies estudadas, sendo que a maior tolerância da espécie I. coccinea parece está relacionada à manutenção das características morfofisiológicas foliares. As três metodologias empregadas convergem no sentido de indicar as espécies I. coccínea e D. erecta, respectivamente, com maior e menor capacidade de se ajustar sob condições de salinidade; Os dados de trocas gasosas foliares se mostraram adequadas para a classificação da tolerância á salinidade, independente da metodologia empregada. Os dados de altura de plantas, diâmetro de caule e índice relativo de clorofila se mostram inadequados para classificação da tolerância à salinidade, sendo essa inadequação mais significativa quando se utilizou a metodologia adaptada de Miyamoto et al. (2004). A avaliação qualitativa de plantas ornamentais depende de uma série de fatores, porém, a manutenção da cor verde das folhas e, principalmente, a produção de flores, pode eliminar efeitos depreciativos causados por níveis baixos e moderados de salinidade sobre o crescimento das plantas. Nesse sentido, uma metodologia semelhante à de Miyamoto et al. (2004) para a elaboração de índice global envolvendo características quantitativas e qualitativas, pode ser promissora para avaliação da tolerância à salinidade de plantas ornamentais.
Abstract: Plant responses to salinity are observed mainly in terms of growth, productivity and physiological variables. In the case of ornamental plants, it is also essential to evaluate the effects on the quality of the plants, since the beauty in the acquisition of an ornamental plant is not always associated with its size. Within this context, the effects of stress intensification and the salt tolerance of four ornamental species were evaluated, using growth data, physiological responses and sensorial analysis. The research was conducted in the experimental area of the Agrometeorological Station of the Federal University of Ceará-UFC, Brazil, in a greenhouse, from September to November 2016. The experimental design was in completely randomized blocks, in a 10x4 factorial arrangement, with four replications, ten levels of electrical conductivity of irrigation water (0.5, 1.0, 2.0, 3.0, 4.0, 5.0, 6.0, 8.0, 10.0, 12.0 dS m-1) and four ornamental species (Catharanthus roseus, Allamanda cathartica, Ixora coccinea and Duranta erecta). The work was presented in two parts: Chapter 1. Intensification of saline stress in the initial development of four ornamental plant species - In this chapter, growth and morphophysiological responses were evaluated at 30 and 60 days after the beginning of saline treatments. Chapter 2. Comparison of methodologies for evaluation of salinity tolerance in ornamental plants using growth, physiological and sensorial analyzes - Three salinity tolerance evaluation methods were compared using growth data, physiological responses and sensorial analyzes. The methodologies were as follows: 1st. Threshold salinity value (adapted from Maas and Hoffman, 1977); 2nd. Percentage of 25% reduction for pre-defined salinity ranges (adapted from Miyamoto et al., 2004); 3rd. Percentage of 20% reduction for each salinity level (adapted from Fageria, 1985). The time and increase in salt concentration intensified the effects of saline stress on plants, but the responses differed among the species studied. The higher tolerance of the I. coccinea species seems to be related to the maintenance of foliar morphophysiological characteristics. The three methodologies used converge to indicate the species I. coccinea and D. erecta, respectively, with higher and lower capacity to adjust under salinity conditions. The leaf gas exchange data were adequate for the classification of the tolerance to salinity, regardless of the methodology used. The plant height, stem diameter and relative chlorophyll index were inadequate for salinity tolerance classification, and this inadequacy was more significant when using the adapted methodology of Miyamoto et al. (2004). The qualitative evaluation of ornamental plants depends on a number of factors, but the maintenance of the green color of the leaves and, especially, the production of flowers, can eliminate negative effects caused by low and moderate levels of salinity on the plant growth. In this sense, a methodology similar to that of Miyamoto et al. (2004) for the elaboration of a global index involving quantitative and qualitative characteristics, may be promising for the evaluation of the salt tolerance of ornamental plants.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/31268
metadata.dc.type: Dissertação
Appears in Collections:PPGENA - Dissertações defendidas na UFC

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
2017_dis_evolievira.pdf1,09 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.