Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3432
Título: Hamlet na Biblioteca de Machado de Assis: Leitura e Desleitura
Autor(es): Saraiva, Vandemberg Simão
Orientador(es): Silva, Odalice de Castro
Palavras-chave: Literatura Comparada
Leitura
Escrita
Desleitura
Estilo
Interpretação
Literatura comparada – Brasileira e Inglesa
Assis,Machado de,1839-1908 – Crítica e Interpretação
Shakespeare,William,1564-1616 – Crítica e Interpretação
Reading
Writing
Misreading
Style
Interpretation
Data do documento: 2011
Editor: http://www.teses.ufc.br
Citação: SARAIVA, V. S. ; SILVA, O. C. (2011)
Resumo: Este trabalho propõe-se a investigar a presença do Hamlet (1600-01), de William Shakespeare (1564-1616), em alguns textos de Machado de Assis (1839-1908). Procuramos compreender como o escritor brasileiro (des)leu a peça do dramaturgo inglês e a usou em sua criação individual. Intentamos expor a pertinência da leitura de Hamlet feita por Machado para a construção de alguns de seus textos, a saber, a Dedicatória e o prefácio “Ao leitor”, de Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), os contos “To be or not to be” (1876) e “A cartomante” (1896) e a crônica “A cena do cemitério” (1894). Traçamos o percurso da obra shakespeariana – principalmente Hamlet – através da sua recepção elisabetana, neoclassicista e romântica. Sob o influxo do Romantismo, Shakespeare ficou conhecido no nosso país. Machado de Assis foi leitor das obras do dramaturgo inglês e expectador de apresentações teatrais de peças shakespearianas. Conforme sua literatura e crítica literária revelam, o escritor carioca foi entusiasta das criações de Shakespeare. Acreditamos que poemas, contos, romances e peças nasceram como uma resposta a poemas, contos, romances e peças anteriores, e essa resposta dependeu de atos de leitura e interpretação por escritores posteriores. Defendemos a tese de que a escritura de Machado de Assis é resposta à leitura de Shakespeare, destacadamente a peça Hamlet. Procuramos demonstrar que Machado de Assis apropria-se da obra shakespeariana, com a convicção de que o romancista brasileiro deslê a obra de seu precursor, Shakespeare, em sua própria escrita. Utilizamos o conceito de desleitura segundo Harold Bloom (1991), ou seja, como apropriação de uma obra anterior por meio de uma correção criativa, ou uma interpretação distorcida. Analisaremos os textos machadianos acima listados, em que Shakespeare mostra-se evidente, e os compararemos ao Hamlet do autor inglês, partindo da ideia de que esses textos não existiriam se Machado de Assis não tivesse lido a obra shakespeariana.
Descrição: SARAIVA, Vandemberg Simão. Hamlet na Biblioteca de Machado de Assis: leitura e desleitura. 2011. 187f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Federal do Ceará, Departamento de Literatura, Programa de Pós-Graduação em Letras, Fortaleza-CE, 2011.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3432
Aparece nas coleções:PPGLE- Dissertações defendidas na UFC

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
2011_DIS_VSSARAIVA.pdf3,01 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.