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Title in Portuguese: Depressão
Author: Nunes, Flávia Maria Espíndola Comin
Advisor(s): Ferreira, Gláucia Maria de Menezes
Keywords: Depressão
Comportamento humano
Issue Date: 2004
Citation: Nunes, F. M. E. C.; Ferreira, G. M. M. (2004)
Abstract in Portuguese: O presente trabalho aborda o tema Depressão de maneira clara e objetiva com a finalidade de fornecer informações sobre a doença e alertar para a busca do tratamento da mesma quando se fizer necessário. Ele foi dividido em capítulos, facilitando o entendimento do assunto mencionado. O primeiro capítulo apresenta a definição de depressão, mostrando que é uma doença afetiva ou do humor. É o resultado de uma mudança de neurotransmissores (substâncias responsáveis pelas trocas de informações do Sistema Nervoso Central) no cérebro. Ela tem sintomas bem específicos e pode ser caracterizada quando estes sintomas se estabelecerem por no mínimo duas semanas. Segundo Tessari, a depressão é uma doença que envolve o físico, o humor, os pensamentos e o comportamento. Ela interfere na forma como a pessoa se alimenta e como dorme, na forma como se sente, o modo como pensa a respeito de si mesma e a respeito da vida e altera radicalmente o seu comportamento no dia a dia. Sofrer de depressão não é um sinal de fraqueza ou uma condição que possa ser afastada por um esforço de vontade. A depressão não é superada sem o devido tratamento. Seus sintomas se não forem tratados, podem durar semanas, meses, anos ou até o fim da vida. O segundo capítulo traz o processo biológico da depressão, explicando como ele ocorre no organismo. A sinapse (comunicação entre os neurônios) é à base do funcionamento cerebral e do sistema nervoso. No estado normal os neurônios (células nervosas) liberam neurotransmissores, que são capturados por outros neurônios por meio de seus receptores. Dentro da célula nervosa, uma bomba de recaptação retira parte dos neurotransmissores da sinapse e uma enzima específica metaboliza o resto das substâncias. Neurotransmissores são as substâncias responsáveis pelas trocas de informações do Sistema Nervoso Central (SNC). É graças aos neurotransmissores que temos emoções, sentimos prazer etc. Na depressão acontece uma diminuição na quantidade de neurotransmissores liberados, mas a bomba de recaptação e a enzima continuam trabalhando normalmente. Então, o neurônio receptor captura menos neurotransmissores e o sistema nervoso funciona com menos "combustível". O entendimento do mecanismo biológico da depressão é de vital importância, pois viabiliza um tratamento adequado para a doença. O terceiro capítulo mostra as causas da depressão, apontando os fatores responsáveis pela doença. Existem muitas causas, fatores desencadeadores e situações que propiciam o aparecimento da depressão. Geralmente o que propicia a depressão é uma combinação de mais de uma causa. Podemos citar como fatores desencadeadores da doença: predisposição genética, depressões anteriores, personalidade perfeccionista, distimia, distúrbio obsessivo compulsivo, psicose, situações difíceis, desgastantes, frustrantes, perda de alguém querido, de dinheiro, de posição profissional ou social, aposentadoria, gravidez, (depressão puerperal) e menopausa, síndrome do pânico, stress pós-traumático (situações de assalto, seqüestro, acidentes...). O quarto capítulo apresenta os tipos de depressão e suas respectivas características. São elas: Depressão Leve ou Normal, Depressão Maior, A Melancólica, A Psicótica ou Agitada, Depressão Menor ou Distimia e a Depressão Sazonal. A Depressão Leve ou Normal – Refere-se a uma experiência que se segue a uma perda. Apresenta falta de interesse pelo que a rodeia, perda de energia, dificuldades com o sono, episódios de choro e suspiros, baixa concentração. Porém tudo isso são reações normais de uma pessoa que teve uma perda. A tendência é dessa depressão curar-se por si só. A Depressão Maior – É uma depressão severa. Tende a se instalar, por pelo menos duas semanas seguidas sem alívio, prejudicando a rotina cotidiana. A pessoa perde o interesse por praticamente todas as coisas. O humor fica sempre para baixo, sem oscilações. A pessoa se sente desvalorizada, deixa de se orgulhar de si mesma, não acha mais vantagem em ter as características e qualidades que possui. A Melancólica – Apresenta sintomas de profunda tristeza, lentidão, letargia, falta de apetite, isolamento e insônia. Esses sintomas são mais intensos pela manhã, havendo algum alívio com o transcorrer do dia. A Psicótica ou Agitada – É mais comum em pessoas mais velhas do que em jovens e em pessoas de meia – idade. Além dos sintomas típicos da depressão Melancólica, há perda de contato com a realidade, experiências de delírios e alucinações, ou sentimentos de perseguição e culpa sem sentido. A pessoa perde o sentido da realidade. Depressão Menor ou Distimia – Muitas vezes não se percebe quando os sintomas da Distimia se instalam. Como esse tipo de depressão se prolonga no tempo, a pessoa perde os parâmetros para comparar seu atual modo de viver . Os sintomas da Distimia podem incluir qualquer um dos citados até agora, incluindo alucinações, porém, com intensidade mais leve e duração crônica. O distúrbio distímico e a depressão maior freqüentemente coexistem. As pessoas que sofrem de depressão crônica estão mais sujeitas a desenvolver um episódio de depressão maior, o que conduz à chamada Depressão Dupla. O último capítulo alerta para a importância do tratamento da depressão e suas diferentes formas. O tratamento para a depressão leva a duas possibilidades: a psicoterapia e medicamentos. Quando realizados em conjunto são os que existem de mais eficazes.
Description: NUNES, Flávia Maria Espíndola Comin. Depressão. 2004. 26f.- TCC ( Especialização) - Universidade Federal do Ceará, Centro de Treinamento e Desenvolvimento, Especialização em Avaliação Psicológica Interventiva na Saúde e na Educação, Fortaleza (CE), 2004.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/37792
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