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Título: Teste de permeabilidade intestinal de acúcares como marcadores não invasivos de intolerância a lactose
Autor(es): Correia, Ricardo Aires
Orientador(es): Lima , Aldo Ângelo Moreira
Palavras-chave: Intolerância à Lactose
Teste de Tolerância a Lactose
Data do documento: 2007
Citação: CORREIA, R. A. (2007)
Resumo: A intolerância a carboidratos, particularmente a lactose, decorre de vários fatores, primordialmente da deficiência de lactase. Fatores genéticos ou ambientais influenciam o desenvolvimento desta intolerância O diagnóstico da hipolactasemia do tipo adulto é habitualmente baseado no teste invasivo de tolerância a lactose, cuja sensibilidade varia de 74-94% e especificidade de 77-96%. Objetivo. Foi utilizado, neste estudo, um teste não invasivo para determinar simultaneamente a integridade da mucosa (presença ou não de lesão), área comprometida (extensão da lesão), permeabilidade da mucosa e integridade enzimática (dissacaridases) da borda em escova do enterócito e a influência da ingestão etílica habitual neste teste. Material e Método. A técnica de cromatografia líquida de alta precisão (HPLC) foi utilizada na determinação da excreção urinária dos açúcares lactose, lactulose, manitol e sacarose. O estudo foi de caso/controle, onde casos eram pacientes com teste de tolerância a lactose com curva plana e controles com teste de tolerância a lactose com curva normal. Foram selecionados 65 pacientes, sendo 31 com teste de tolerância a lactose negativo e 34 com teste positivo. Todos eram adultos, com idade variando de 21 a 68 anos. Resultados. As curvas de excreção da lactulose e do manitol (p=0,3511) não foram, per si, um parâmetro diferencial no diagnóstico de intolerância a lactose. A taxa de excreção lactulose/manitol, contudo, com p=0,0741, apesar do valor marginal, demonstra que este parâmetro é indicativo de alterações na permeabilidade da mucosa induzido pela intolerância a lactose. A análise da curva de ROC (Receiver Operating Characteristic) mostrou para a relação da taxa de excreção lactulose/manitol uma sensibilidade de 61,76% e uma especificidade de 60,00% em um ponto de corte de 0,0015. A curva de excreção da lactose com valor de p=0,1317, não se demonstrou um parâmetro significativo para o diagnóstico de intolerância a lactose. Realizou-se a estratificação da correlação da taxa de excreção lactulose/manitol e da excreção da lactulose para ingestão etílica habitual ou não-ingestão. Quando não há ingestão etílica habitual, a taxa de excreção lactulose/manitol não se mostrou um valor preditivo positivo para intolerância a lactose com valor de p=0,0876. Quando há ingestão etílica habitual, não se mostrou valor preditivo (p=0,2676). Conclusões. Os resultados sugerem que o teste de determinação da excreção urinária de açúcares (manitol, lactose, lactulose e sacarose), in vivo, se mostrou adequado e válido como parâmetro de avaliação funcional da mucosa intestinal. Contudo o teste não é suficientemente sensível e específico para diagnóstico de deficiência de lactose. A ingestão etílica habitual não induz a modificações da barreira funcional intestinal e é incapaz de interferir no resultado do teste diferencial de excreção de açúcares.
Abstract: The intolerance to carbohydrates, especially to lactose, is due to a number of factors, particularly the deficiency of lactase. The development of such intolerance is influenced by genetic and environmental issues. The diagnosis of the adult type hipolactasemia is usually based on the lactose intolerance invasive test, which varies in sensibility from 74% to 94%, and in specificity from 77% to 96%. Objective. The study used a non-invasive test to establish simultaneously the integrity of the mucosa (presence or absence of injury), the extension of compromised area, the mucosal permeability and the enzymatic integrity (disaccharidases) of the enterocyte brush border. Material and Method. The HPLC (High Performance Liquid Chromatography) technique was applied towards determining the urinary excretion of lactose, lactulose, mannitol and sucrose. It was a case-control study, in which cases were pacients with flat-curved lactose tolerance test, meanwhile controls were individuals with normal-curved lactose tolerance test. 65 adults varying from 21 to 68 years old were selected, being the lactose tolerance test negative for 31 and positive for 34 of them. Results. The excretion curves of lactulose (p=0.103) and mannitol (p=0.3511) were not, by themselves, a defining parameter to diagnose lactose intolerance. However, the lactulose/mannitol excretion rate (p=0.0741), in spite of being a marginal value, revealed that such parameter indicates disturbance of mucosal permeabilily induced by lactose intolerance. The analysis of the ROC (Receiver Operating Characteristic) curve expressed, over the relation lactulose/mannitol excretion rate, a 61.76% sensibility and a 60.00% specificity, in a cutting edge of 0.0015. The lactose excretion curve evaluated p=0.1317 did not reveal to be a significant parameter to diagnose lactose intolerance. The research comprised the stratification of the correlation lactulose/mannitol excretion rate and lactulose excretion with or without usual ethylic ingestion. When no usual ethylic ingestion was observed, the lactulose/mannitol excretion rate did not showed as a positive predictive value for lactose intolerance at p=0.0876. On the other hand, no predictive value (p=0.2676) was found when usual ethylic ingestion was verified. Conclusions. The outcome suggests that the test in vivo to determine the urinary excretion of lactose, lactulose, mannitol and sucrose proved itself appropriated as a parameter for the functional evaluation of intestinal mucosa. Althout is not enougth specific and sensible to be used as parameter to diagnosis lactose intolerance. The usual ethylic ingestion d’ont induces disturbance of functional intestinal barrier and might not interfere in the result of the sugar excretion difference test.
Descrição: CORREIA, Ricardo Aires. Teste de permeabilidade intestinal de acúcares como marcadores não invasivos de intolerância a lactose. 2007. 132 f. Tese (Doutorado em Farmacologia) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2007.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/3838
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