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Title in Portuguese: Mortalidade, sobrevida e fatores prognósticos de pessoas com AIDAS em Unidade de Terapia Intensiva
Author: Lima, Reângela Cíntia Rodrigues de Oliveira
Advisor(s): Cunha, Gilmara Holanda
Keywords: Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
Prognóstico
Unidades de Terapia Intensiva
Mortalidade
Sobrevida
Issue Date: 10-Dec-2018
Citation: LIMA, R. C. R. O. Mortalidade, sobrevida e fatores prognósticos de pessoas com Aids em unidade de terapia intensiva. 2018. 110 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2018.
Abstract in Portuguese: Este estudo teve como objetivo geral analisar os fatores prognósticos, mortalidade e sobrevida em pessoas com aids admitidas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo, realizado com prontuários de pacientes com aids admitidos na UTI do Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJDI). A amostra calculada foi de 202 pacientes admitidos no período de 2015 a 2017. Critérios de inclusão: prontuários de pacientes de ambos os sexos, idade igual ou maior a 18 anos, com permanência de ao menos 24 horas na UTI. Critérios de exclusão: pacientes sem prontuário disponível no período do estudo e gravidez. A coleta de dados ocorreu de janeiro a outubro de 2018. Após verificar os nomes dos pacientes e números dos prontuários no livro de registro da UTI, estes foram solicitados no Serviço de Arquivo Médico e Estatística. Dados foram coletados por meio de formulário com variáveis de identificação sociodemográficas, clínicas, epidemiológicas e de internação. Após coleta, os dados foram organizados e analisados no software R 3.2 (R Foundation for Statistical Computing, Viena, Áustria). Primeiramente, realizou-se análise descritiva dos dados, considerando-se o nível de significância de 95% (p < 0,05). A magnitude da associação entre variáveis de exposição e óbito foi estimada pela odds ratio. Uma tábua de vida baseada no método de Kaplan-Meier foi construída para identificar taxas de sobrevida. Modelos univariados de riscos proporcionais de Cox foram ajustados para identificar fatores prognósticos de sobrevida. Um modelo multivariado de riscos proporcionais de Cox foi ajustado para identificar variáveis componentes do índice prognóstico para sobrevida. O ajuste do modelo de Cox foi analisado considerando o poder explicativo das covariáveis no tempo de ocorrência dos óbitos dado pelo coeficiente R2, o teste de Wald para coeficientes da regressão (hipótese nula = 0), o Teste da razão de verossimilhança para verificar o ajuste global do modelo, teste de Log-Rank para comparar distribuição da ocorrência dos óbitos. Resíduos de Schoenfeld foram analisados para verificar o efeito das covariáveis. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará e HSJDI sob pareceres, respectivamente, N° 1.832.921 e N° 1.684.646. Do total da amostra, 73,8% era do sexo masculino, com média de idade de 38,25 anos e 78,7% tinha escolaridade menor que oito anos de estudo. Dentre os participantes, 90,1% tiveram exposição sexual, 54,9% apresentava sinais de vulnerabilidade, como uso de drogas lícitas e ilícitas, 5,0% eram moderadores de rua, 61,4% não tinham acompanhamento regular em serviços de saúde, 40,6% não aderiam à terapia antirretroviral (TARV), 94% possuía baixa contagem de linfócitos T CD4+ e 44,6% tinha alta carga viral. As doenças oportunistas mais comuns foram tuberculose pulmonar (30; 14,9%), neurotoxoplasmose (26; 12,9%), candidíase esofágica (41; 20,3%) e pneumonia por Pneumocistys jiroveci (23; 11,4%). As comorbidades mais informadas foram hipertensão arterial (28; 13,9%), dislipidemias (51; 25,2%) e nefropatia (79; 39,1%). As principais causas de internação na UTI foram insuficiência respiratória (96,0%), sepse (59,9%), alterações neurológicas (54,5%) e insuficiência renal (32,2%). Do total, 41,5% dos pacientes receberam alta para enfermaria e 58,5% foram a óbito na UTI, sendo a taxa de sobrevida global de 41,6% e a mediana do risco de morte em torno do 15o ao 19o dia de internação na UTI. O último registro de mortalidade se deu no 45o dia de internação. A média de dias de internação foi de 11,97 dias (desvio padrão: 10,5; mediana: 8,5; intervalo interquartil: 14; valor de p = 0,0001). Os fatores associados ao óbito e com maior impacto para mau prognóstico foram terapia renal substitutiva (p = 0,001) e sepse (p = 0,0001). A presença de distúrbio neurológico (p = 0,043) e candidíase esofágica (p = 0,003) na admissão foram associadas à redução do risco de óbito na UTI. O tempo de internação prolongado na UTI (p < 0,001), presença de sepse na admissão (p < 0,001), distúrbios neurológicos durante internação na UTI (p = 0,013), presença de lesão por pressão (p = 0,038), aumento da carga viral (p = 0,00001), uso de efavirenz (p = 0,030) e exposição sexual ao HIV (p = 0,002) associaram-se ao aumento do risco de óbito durante internação na UTI. Concluiu-se que pacientes com aids admitidos na UTI possuem vulnerabilidades que influenciam na internação e alta, sendo a taxa de sobrevida global de 41,6%. Os fatores associados ao óbito foram terapia renal substitutiva e sepse. Distúrbio neurológico e candidíase esofágica na admissão foram associados ao menor risco de mortalidade. Os fatores prognósticos para óbito foram tempo de internação prolongado, sepse na admissão, distúrbios neurológicos durante internação, lesão por pressão, aumento da carga viral, uso de efavirenz e exposição sexual ao HIV.
Abstract: This study aimed to analyze the prognostic factors, mortality and survival in people with AIDS admitted to the Intensive Care Unit (ICU). This is a retrospective cohort study, carried out with medical records of AIDS patients admitted to the ICU of São José Hospital for Infectious Diseases (HSJID). The calculated sample was 202 patients admitted in the period from 2015 to 2017. The inclusion criteria were: medical records of patients of both sexes, age equal to or greater than 18 years, with a stay of at least 24 hours in the ICU. The exclusion criteria were patients with no medical records available during the study period and pregnancy. Data collection took place from January to October 2018. After checking the names of the patients and the numbers of the medical records in the registry of the ICU, these were requested in the Service of Medical Archive and Statistics for analysis. Data were collected through a form with sociodemographic, clinical, epidemiological and hospitalization identification variables. After the data collection, the data were organized and analyzed in software R 3.2 (R Foundation for Statistical Computing, Vienna, Austria). Firstly, the descriptive analysis of the data was performed, considering the level of significance of 95% (p < 0.05). The magnitude of the association between exposure and death variables was estimated by the odds ratio (OR). A life table based on the Kaplan-Meier method was constructed to identify survival rates. Univariate Cox proportional hazards models were adjusted to identify prognostic factors for survival. A multivariate Cox proportional hazards model was adjusted to identify component variables of the prognostic index for survival. The adjustment of the Cox model was analyzed considering the explanatory power of the covariates in the time of occurrence of the deaths given by the coefficient R2, the Wald test for regression coefficients (null hypothesis  = 0), the likelihood ratio test to verify the global fit of the model, Log-Rank test to compare the occurrence distribution of deaths. Schoenfeld wastes were analyzed to verify the effect of covariates. The project was approved by the Research Ethics Committee of the Federal University of Ceará and HSJID, under reports, respectively, N ° 1,832,921 and N ° 1,684,646. Of the total sample, 73.8% were males, with a mean age of 38.25 years and 78.7% had less than eight years of schooling. 90.1% had already undergone sexual exposure, 54.9% had signs of vulnerability, such as the use of licit and illicit drugs, 5.0% were street moderators, 61.4% did not have regular follow-up in health services, 40.6% are not adherents to antiretroviral therapy (ART), 94% have low CD4 + T lymphocyte count and 44.6% have high viral load. The most common opportunistic diseases were pulmonary tuberculosis (30; 14.9%), neurotoxoplasmosis (26; 12.9%), esophageal candidiasis (41; 20.3%) and pneumonia for Pneumocystys jiroveci (23; 11.4%). The most comorbidities were arterial hypertension (28; 13.9%), dyslipidemia (51; 25.2%) and nephropathy (79; 39.1%). The main causes of ICU admission were respiratory insufficiency (96.0%), sepsis (59.9%), neurological alterations (54.5%) and renal insufficiency (32.2%). 41.5% of the patients were discharged to the ward 41.5% and 58.5% died in the ICU, with the overall survival rate being 41.6% and the median risk of death around the 15th to the 19th day in the ICU. The last mortality register occurred on the 45th day of hospitalization. The mean number of days at admission was 11.97 days (standard deviation: 10.5; median: 8.5; interquartile range: 14; p = 0.0001). The factors associated with death and with greater impact for poor prognosis were renal replacement therapy (p = 0.001) and sepsis (p = 0.0001). The presence of neurological disturbance (p = 0.043) and esophageal candidiasis (p = 0.003) on admission were associated with a reduction in the risk of death in the ICU. The time of ICU stay (p < 0.001), presence of sepsis on admission (p < 0.001), neurological disorders during ICU stay (p = 0.013), presence of pressure injury (p = 0.038) (p = 0.00001), use of efavirenz (p = 0.030) sexual exposure to HIV (p = 0.002) were associated with increased risk of death during ICU admission. It was concluded that patients with AIDS admitted to the ICU have vulnerabilities that influence hospitalization and discharge, with the overall survival rate being 41.6%. The factors most associated with death were renal replacement therapy and sepsis, whereas neurological disturbance and esophageal candidiasis on admission were factors associated with a lower mortality risk. The prognostic factors for death were hospitalization time, sepsis on admission, neurological disorders during hospitalization, presence of pressure lesions, increased viral load, use of efavirenz, and exposure.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/40058
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