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Title in Portuguese: Vínculo mãe-filho, ambiente e desenvolvimento motor de crianças acompanhadas em ambulatório de seguimento de risco
Author: Chaves, Kellen Yamille dos Santos
Advisor(s): Nobre, Rivianny Arrais
Keywords: Desenvolvimento Infantil
Destreza Motora
Apego ao Objeto
Meio Ambiente
Issue Date: 21-Feb-2019
Citation: CHAVES, K. Y. S. Vínculo mãe-filho, ambiente e desenvolvimento motor de crianças acompanhadas em ambulatório de seguimento de risco. 2019. 99 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Saúde da Mulher e da Criança) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2019.
Abstract in Portuguese: Identificar os fatores resultantes da correlação entre o vínculo mãe-filho, ambiente e desenvolvimento motor (DM) de crianças acompanhadas em seguimento de risco de uma maternidade pública de Fortaleza. Metodologia: Realizou-se estudo observacional, transversal e quantitativo, com amostra composta por 130 mães/responsáveis e seus lactentes de 3 a 12 meses de vida, acompanhados no ambulatório de seguimento de risco da Maternidade-escola Assis Chateaubriand. Os dados foram coletados através de ficha elaborada pela pesquisadora, contendo dados socioeconômicos e referentes a rotina de mãe e filho no ambiente hospitalar e domiciliar, e três outros instrumentos, a saber: Protocolo de Avaliação do Vínculo Mãe-Filho, Affordances in the Home Environment for Motor Development – Infant Scale e Escala Motora Infantil de Alberta-AIMS. Resultados: Os dados demonstraram que a população era composta, 74,5% por bebês prematuros, 64.6% passaram mais de um mês internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e suas famílias classificadas como de baixa renda (86,2%). Condizente a isso, os resultados dos Affordances domésticos foram desfavoráveis ao desenvolvimento infantil, com 93,8% classificados como inadequados. Relativo ao ambiente físico do lar, 86,1% foi considerado insuficiente para proporcionar desafios a criança e, quanto a presença de brinquedos, 97% não possuíam recursos que estimulassem a motricidade grossa e 89,2% não possuíam brinquedos de manuseio fino. Nenhuma das crianças frequentou creche até o momento da pesquisa, A educação materna foi outro fator de risco ao desenvolvimento infantil encontrado, com somente 43,1% das mães tendo terminado o Ensino Médio. Apesar desses fatores, 62,3% dessas crianças apresentou DM típico. Relativo ao vínculo mãe-filho, 60% das mães apresentou forte vinculação com seu filho. Na interação entre as variáveis, observou-se que a correlação entre vínculo e DM apresentou significância estatística (p˂0,05), demonstrando que uma forte vinculação mãe-filho predispunha a este um adequado DM. Outras correlações entre variáveis como Ambiente e DM foram analisadas sem, no entanto, resultar em significância estatística. Conclusões: Apesar da presença de fatores de risco (biológicos, socioeconômicos e ambientais), esse fato não impediu o predomínio do DM típico nos bebês estudados, tendo sido possível também relacionar a vinculação mãe-filho com a motricidade, sugerindo que mães fortemente vinculadas com seus filhos favoreçam seu desenvolvimento motor, superando inclusive adversidades ambientais e biológicas.
Abstract: Identifying the factors resulting from the correlation between mother-child bond, environment and motor development (MD) in children overseen by risk follow-up in a public maternity hospital in Fortaleza. Methodology: An observational, cross-sectional and quantitative study was carried out, with a sample of 130 mothers/guardians and their 3- to 12-month-old infants who were being overseen by the risk follow-up clinic in Assis Chateaubriand maternity school. Data were collected through a form designed by the researcher, which contained socioeconomic data, as well as information concerning the routine of mothers and babies in hospital and at home, along with three other instruments: Mother-Child Bonding Evaluation Protocol, Affordances in the Home Environment for Motor Development – Infant Scale, and Alberta Infant Motor Scale (AIMS). Results: Data showed that the population was made up of 74.5% premature babies, 64.6% babies who spent over a month in the neonatal intensive care unit, and 86.2% low income families. Accordingly, the Affordances results were unfavorable to child development, with 93.8% considered inadequate. Concerning the home’s physical environment, 86.1% were considered insufficient to provide the children with challenges; with respect to the use of toys, 97% had no resources to stimulate gross motor skills, and 89.2% didn’t have fine-motor toys. None of the children attended daycares before the research. Mothers’ education was also perceived as a risk fator to child development: only 43.1% of mothers had graduated high school. Despite those factors, 62.3% of children had typical MD. Concerning the mother-child bond, 60% of mothers showed a strong bond with their children. In the interaction between variables, it was observed that the correlation between bonding and MD showed statistical significance (p˂0.05), indicating that a strong mother-child bond predisposed babies to adequate MD. Other correlations between variables such as environment and MD were analyzed but did not have statistical significance. Conclusions: Despite the presence of risk factors (biological, socioeconomic and environmental), this fact didn’t hinder the prevalence of typical MD in the assessed babies. It was also possible to link mother-child bonding and motor skills, suggesting that mothers who have a strong bond with their children benefit the latter’s motor development, overcoming environmental and biological adversities.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/40467
metadata.dc.type: Dissertação
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