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Title in Portuguese: A hipóstase Noûs em Plotino: o itinerário teórico e o debate acerca do problema da identidade do Intelecto com as Ideias na Enéada V.3 [49]
Title: The Nous hypostasis in Plotinus: the theoretical itinerary and the debate about the identity problem between Intellect and Ideas in Ennead V.3[49]
Author: Silva, Robert Brenner Barreto da
Advisor(s): Almeida, José Carlos Silva de
Keywords: Plotino.
Enéadas.
Nous.
Energeia.
Autoconhecimento
Plotinus.
Enneads.
Nous.
Energeia.
Self-knowledge.
Issue Date: 2019
Citation: SILVA, Robert Brenner Barreto da. A hipóstase Noûs em Plotino: o itinerário teórico e o debate acerca do problema da identidade do Intelecto com as Ideias na Enéada V.3 [49]. 2019. 90 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2019.
Abstract in Portuguese: A questão da identidade entre Intelecto e Ideias em Plotino nasce de uma problemática epistemológica relacionada a como possuir conhecimento verdadeiro na perspectiva de uma relação cognoscitiva na qual não se tem base segura. Para garantir a empresa ontoepistemológica, Plotino recorre à união parmenídica entre ser e pensar, no âmbito da hipóstase Nous, com o intuito de afirmar a identidade e a distinção entre Intelecto e Ideias, a fim de manter a relação entre quem conhece e o que é conhecido, necessária ao processo de conhecimento. Tais conceitos são tecidos na concepção de autoconhecimento, a qual preconiza que o Intelecto tenha por atividade primária o puro pensar, cujo conteúdo é interno a ele próprio, isto é, o inteligível. As Ideias precisam estar no Intelecto, pois qualquer cognição externa é, para Plotino, relativa a meras representações e não às coisas como elas são em si mesmas. A internalidade das Ideias no Intelecto, portanto, fornece as bases para a epistemologia. Do contrário, poder-se-ia adotar a postura de suspensão do juízo, na qual a pergunta pela fonte do conhecimento se processa ad infinitum. Todavia, ao longo da pesquisa surge um problema: como conciliar a tese de que o Intelecto é idêntico aos inteligíveis e aquela de que ao mesmo tempo eles se distinguem como sujeito e objeto de conhecimento? A formulação dessa aparente contradição pode ser apreendida no contexto da crítica feita por Sexto Empírico aos dogmáticos: ele propõe a impossibilidade de haver autoconhecimento. A suposta impossibilidade de o conhecedor exercer a função daquele que conhece, e ao mesmo tempo ser aquilo que é conhecido, é basicamente a objeção de Sexto Empírico. A filosofia do Nous de Plotino, por sua vez, parece querer responder a esse impasse à luz da ampla tradição filosófica, da qual se destacam, nesse trabalho, Platão e Aristóteles, nomeadamente através do recurso aos sumos gêneros (megista gene) do Sofista e da utilização do conceito de atividade (energeia); o qual será fundamental para entender o problema e ao mesmo tempo as possíveis soluções, na medida em que ele funcionará como a hipótese interpretativa, segundo a qual será avaliada a possibilidade de conjugar essas duas teses aparentemente irreconciliáveis, através de uma distinção que se dê não no plano substancial, mas no atual, a saber: não em termos de ser, mas em termos de ato. Assim, Intelecto e Inteligíveis permaneceriam idênticos e simultaneamente distintos no tocante ao papel de quem exerce o pensamento e daquilo que é pensado. Para a consecução do objetivo de apreciar a referida problemática, bem como o de examinar a viabilidade da hipótese baseada no conceito de energeia, será feita a análise do tratado V.3 das Enéadas e de outros textos primários, dos quais se destaca o V.5.
Abstract: The question of the identity between Intellect and Ideas in Plotinus emerges from an epistemological problem related to the possession of true knowledge in the perspective of a cognoscitive relation in which there is not a solid base. In order to guarantee the ontoepistemological enterprise, Plotinus recurs to the parmenedian union between being and thinking in the hypostasis stance, with the aim to affirm at the same time the identity and the distinction between Intellect and Ideas, which allows to maintain the relationship between the one who knows and that which is known, necessary to the process of knowledge. These concepts are connected into the conception of self-knowledge, which requires both that the Intellect has as his primary activity the pure thinking and that the content of his thought must be intern to himself, that is to say, the intelligible must be intern to Intellect. The ideas need to be in the Intellect, because any external cognition is, according to Plotinus understanding, relative to mere representations and not about the things as they are in themselves. The internality of Ideas in Intellect, therefore, offers the basis to epistemology. If it is not in this way, it could be possible to suspend the evaluation, what results in a question ad infinitum about the source of knowledge. However, as I will discuss throughout this work, emerges the problem about how to reconcile the following theses: the Intellect is identical to intelligibles and that at the same time they are distinct as they perform a subject and object roles. The formulation of this apparent contradiction can be textually found in Sextus Empiricus when he criticizes the dogmatists - claiming that self-knowledge is impossible. The Nous philosophy of Plotinus, for his turn, seems to respond to this impasse in the light of the philosophical tradition. This work emphasizes Plato and Aristotle as the most important sources. This influence can be summarizing in two concepts: the supreme genres of Sophist and the energeia from Aristotle‘s metaphysics. The last one will be crucial to understand the problem and the solutions, as it will work as a hypothesis of interpretation according to what it will be able to investigate if it is possible to reconcile the two apparent contradictory theses. To achieve the research‘s goal, I will do a distinction not at the level of substance, but at the level of act. So, Intellect and Intelligibles would continue to be identical and distinct in the sense of who acts as the thinker and who acts as the object of thought. To accomplish the aim of analyzing the problematic, as well as to exam the viability of the hypothesis based on the Energeia, it will be made an analysis of the V.3 treatise of Enneads and of other texts, of which V.5 stands out.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/41013
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