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Title in Portuguese: Desenvolvimento, avaliação clínica e microbiológica de verniz dentário de Copaifera Langsdorffii Desf
Author: Marques, Lídia Audrey Rocha Valadas
Advisor(s): Bandeira, Mary Anne Medeiros
Keywords: Odontopediatria
Cárie Dentária
Produtos Biológicos
Saliva
Issue Date: 2019
Citation: MARQUES, L. A. R. V. Desenvolvimento, avaliação clínica e microbiológica de verniz dentário de Copaifera Langsdorffii Desf. 2019. 92 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento e Inovação Tecnológica em Medicamentos) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2019.
Abstract in Portuguese: O uso de produtos naturais com moléculas biologicamente ativas em diferentes tipos de formulações e formas de aplicações tem sido pesquisado como meio preventivo de doenças bucais. Estudos comprovam o potencial terapêutico da Copaifera spp ou copaíba em diversas funções, nas quais destacam-se as propriedades anti-inflamatória e antimicrobiana. Os vernizes dentários representam uma boa estratégia de prevenção, haja vista a grande aderência ao dente e liberação lenta, contínua e prolongada do princípio ativo. Objetivos: Realizar um estudo prospectivo de patentes de produtos de copaíba, desenvolver e avaliar a eficácia clínica e microbiológica de verniz dentário de Copaifera langsdorffii DESF (C. langsdorffii) na prevenção de lesões cariosas em crianças com alto risco de cárie dentária. Material e Métodos: Inicialmente realizou-se um estudo prospectivo de patentes de produtos dentários de copaíba em bancos de propriedade intelectual no Brasil e no mundo. No estudo piloto recrutou-se 24 crianças, de idade entre 36 e 71 meses, livres de cárie (ICDAS II= 0) e com bom estado sistêmico de saúde. As crianças foram divididas em 4 grupos para avaliação da dose-resposta na saliva após aplicação dos vernizes em diferentes concentrações (1%, 5%, 10% e 20%). Cada paciente recebeu a aplicação do verniz na face oclusal de todos os segundos molares decíduos e a saliva foi coletada antes e após a plicação do verniz para verificação da dose-resposta. A terceira etapa do estudo, trata-se de um estudo longitudinal, randomizado, controlado. Um total de 90 participantes, foram selecionados com os mesmos critérios de inclusão e exclusão do estudo piloto e foram randomizados em 3 grupos com 30 pacientes cada: O Grupo I – Verniz de C. langsdorffii 1%; Grupo II – Verniz de clorexidina 1%; Grupo III- Verniz de Flúor (5% NaF). Nessa etapa, cada paciente recebeu a aplicação do verniz na face oclusal de todos os segundos molares decíduos. O verniz foi aplicado 3 vezes para cada dente, no baseline (D0), após 3 meses (D90) e após 6 meses do início do tratamento (D180). Saliva foi coletada no baseline (D0), após 3 meses (D90), após 6 meses (D180) e, após 12 meses do início do tratamento (D360), para contagens de unidades formadoras de colônia (UFC) de Streptococcus mutans (S.mutans). As UFC foram contadas, sendo identificadas a partir das características morfológicas e os valores foram expressos em log10 (UFC/mL). A análise estatística foi realizada através do ANOVA e teste de Tukey. Resultados: No estudo prospectivo foram encontradas 9 patentes usando resina de óleo de resina de copaíba em produtos odontológicos. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI-Brasil) apresentou o maior número de depósitos (5), seguido por Espacenet (2) e Free Patents (2). C. Langsdorffii foi destacado como a espécie mais amplamente utilizada nos produtos e depósitos de veículos nas formulações (3). No estudo piloto todas as concentrações apresentaram atividade antimicrobiana, sem diferença estatística entre as mesmas. Na análise comparativa do pré e pós tratamento, a concentração de 1% obteve melhor dose-resposta (p=0,0026). No estudo longitudinal os níveis de S.mutans (significância ± desvio padrão) foram os seguintes: Clorexidina D0: 0,58 ± 0,43; D90: 0,38 ± 0,23; D180:0,33 ± 0,14; D360: 0,55 ± 0,52), Flúor (D0:0,86 ± 0,37; D90:0,51 ± 0,33; D180:0,41 ± 0,24; D360:0,53 ± 0,44), Copaiba (D0:1,32 ± 0,61; D90:0,99 ± 0,57; D180:0,39 ± 0,22; D360:0,12 ± 0,19). Copaiba demonstrou redução significativa nos seguintes tempos: D360 versus D0 (p < 0,0001), D180 versus D0 (p < 0,001), D360 versus D90 (p < 0,001), D180 versus D90 (p < 0,001), D360 versus D180 (p < 0,05). O verniz de clorexidina reduziu nos seguintes tempos: D180 versus D0 (p < 0,05). O grupo de Flúor reduziu S.mutans no D180 versus D0 (p<0,001). O grupo tratado com copaíba reduziu consistentemente as CFU em todo o período estudado. Na última coleta D360, a copaíba foi estatisticamente significante quando comparada ao grupo do flúor (p <0,001) e clorexidina (p < 0,01). Conclusão: Apesar da atividade biológica ser documentada há séculos, poucas foram as patentes para fins odontológicos encontradas com copaíba. A concentração de 1% obteve melhores respostas. Após três aplicações anuais, o verniz de copaíba demonstrou atividade antimicrobiana significante contra S.mutans por até 12 meses em crianças com alto risco de cárie. Futuros estudos são necessários para identificar efeitos anticárie para estabelecer o uso do verniz na prevenção da cárie.
Abstract: The use of biologically active natural products in different types of formulations and forms of applications has been researched to prevent oral diseases. Studies have demonstrated the therapeutic potential of Copaifera langsdorffi (copaiba) in several functions, especially the anti-inflammatory and antimicrobial properties. The varnishes represent a good prevention strategy, given the great adhesion to the tooth and slow, continuous and prolonged release of the active principle. Objective: The aim of the study was to do a prospective study of patents for copaiba products, develop and evaluate longitudinally the clinical and antimicrobial efficacy of a 1% Copaifera langsdorffi DESF (C. langsdorffii) dental varnish to prevent dental caries in high-risk children. Materials and Methods: Initially, a prospective study of copaiba dental product patents was carried out in intellectual property banks in Brazil and worldwide. In the pilot study, 24 children, aged between 36 and 71 months, caries-free (ICDAS II = 0) and with good systemic health were recruited. The children were divided into 4 groups for saliva dose-response evaluation after varnish application at different concentrations (1%, 5%, 10% and 20%). Each patient received the varnish application on the occlusal face of the all second deciduous molars and saliva was collected before and after the varnish application to verify the dose-response. The third stage of the study is a longitudinal, randomized, controlled study. A total of 90 participants were selected with the same inclusion and exclusion criteria from the pilot study and were randomized into 3 groups with 30 patients each: Group I - C. langsdorffii varnish 1%; Group II - 1% chlorhexidine varnish; Group III- Fluoride Varnish (5% NaF). At this stage, each patient received the varnish application on the occlusal face of the all deciduous second molars. Varnishes were applied to occlusal surfaces of second deciduous molars on the baseline (D0), 3 months after (D90), and 6 months after (D180). Saliva was collected before starting treatment (D0), 90 days after day 0 (D90), 6 months (D180) and 1 year after initiation of treatment (D360) to evaluate the S.mutans reduction. Microbiological analysis was performed in duplicates (1:10 and 1:100 mL dilutions). S. mutans isolates were identified by its characteristic colony morphology and the values were expressed as log10 (CFU/mL). Statistics were carried out by applying repeated measures analysis of variance, Tukey’s multiple comparisons test, and paired t test. Results: In the prospective study, 9 patents were found using copaiba resin oil resin in dental products. The National Institute of Industrial Property (INPI-Brazil) had the largest number of deposits (5), followed by Espacenet (2) and Free Patents (2). C. Langsdorffii has been highlighted as the most widely used species in vehicle products and deposits in formulations (3). In the pilot study all concentrations showed antimicrobial activity, with no statistical difference between them. In the pre and post treatment comparative analysis, the 1% concentration obtained the best dose-response (p = 0.0026). In the longitudinal study we found the MS levels (mean± standard deviation) were as follows: Chlorhexine (D0: 0.58 ± 0.43; D90: 0.38 ± 0.23; D180:0.33 ± 0.14; D360: 0.55 ±0.52), Fluoride (D0:0.86 ± 0.37; D90:0.51 ± 0.33; D180:0.41 ± 0.24; D360:0.53 ± 0.44), Copaiba (D0:1.32 ± 0.61; D90:0.99 ± 0.57; D180:0.39 ± 0.22; D360:0.12 ± 0.19). Copaiba demonstrated significant S.mutans reduction: D360 versus D0 (p < 0.0001), D180 versus D0 (p < 0.001), D360versus D90 (p < 0.001), D180 versus D90 (p < 0.001), D360 versus D180 (p < 0.05). Chlorhexidine varnish significantly reduced S.mutans: D180 versus D0 (p < 0.05). Fluoride reduced S.mutans at D180 versus D0 (p < 0.001). Copaiba consistently reduced S.mutans throughout the 360-day period. At D360, copaiba produced lower S.mutans levels compared to fluoride (p < 0.001) and chlorhexidine (p < 0.01). Conclusions: Although biological activity has been documented for centuries, few patents for dental purposes have been found with copaiba. The 1% concentration obtained better responses. Three annual applications of the aqueous extract of Copaifera langsdorffii dental varnish showed substantial antimicrobial activity against S.mutans for up to 12 months in high-risk caries-free children. Further studies to identify the anticaries effect of this varnish are required to establish its use in caries prevention.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/44474
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