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Title in Portuguese: Marcadores sorológicos como parâmetros de risco para o desenvolvimento da hanseníase
Title: Serological markers as risk parameters for the development of leprosy
Author: Macedo, Alexandre Casimiro de
Advisor(s): Nagao-Dias, Aparecida Tiemi
Keywords: Anticorpos séricos
Anticorpos salivares
anti-PGL1
Mycobacterium leprae
Issue Date: 2019
Citation: MACEDO, Alexandre Casimiro de. Marcadores sorológicos como parâmetros de risco para o desenvolvimento da hanseníase. 2019. 76 f. Tese (Doutorado em Biotcnologia) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2019.
Abstract in Portuguese: Entre os desafios na hanseníase, merecem alguns destaques: o diagnóstico tardio, acometimento em crianças e as limitações dos biomarcadores. O trabalho tem por objetivo geral investigar o papel de anticorpos como marcadores séricos e salivares na hanseníase. E, especificamente: 1) determinar o desempenho dos marcadores sorológicos encontrados em pacientes e contatos com hanseníase; 2) verificar a ocorrência de transmissão ativa por Mycobacterium leprae entre contatos intra e peridomiciliares de pacientes com hanseníase; 3) estudar o papel dos marcadores sorológicos encontrados no desenvolvimento da doença. Dessa forma, o trabalho foi dividido em 3 estudos. No primeiro, IgA, IgG e IgM anti-PGL1 séricos foram mensurados em pacientes com as formas multibacilar (MB, n = 32) e paucibacilar (PB, n=22) da doença, e em controles não endêmicos (n=17), por ELISA indireto. Observou-se forte correlação entre IgM e IgA (r = 0,745, p <0,0001) em pacientes MB, enquanto que verificou-se moderada correlação entre IgM e IgG (r=0.470, p=0.0055). Como IgA demonstrou o melhor desempenho, foi recomendado seu uso para análises soroepidemiológicas de contatos. No segundo estudo foram avaliadas 169 crianças de 4 a 16 anos, contatos de pacientes com as formas MB e PB em duas cidades hiperendêmicas de Alagoas. Como o isotipo IgM na saliva representa infecção recente, a alta freqüência de positividade de IgM (36% em um dos municípios) sugere fortemente que está ocorrendo transmissão ativa de M. leprae nessas comunidades. No terceiro foi realizado um estudo prospectivo, com 68 crianças de 4 a 15 anos, contatos de pacientes com hanseníase. Uma vez ao ano, eram submetidos à avaliação dermatoneurológica e análise dos marcadores séricos anti-PGL1. Durante o estudo, 23 apresentaram lesões (33,3%) e 45 não apresentaram lesões suspeitas (66,7%), tendo sido observada uma alta positividade de IgM em ambos os grupos. Não foi demonstrada associação entre os títulos de anticorpos IgM e presença de lesões, tampouco com relação a IgA. Entretanto, constatou-se um risco relativo de 3,25 vezes de o indivíduo apresentar soropositividade para IgG e presença de lesões. Foram diagnosticados 8 casos, sendo que 5 eram soropositivos para anti-PGL1 e um caso apresentou soropositividade para os três isotipos. O risco relativo do indivíduo ser soropositivo para IgG e apresentar hanseníase foi de 8,5 (IC95= 4,0 – 18,0). Não houve associação significativa entre IgM e doença, tampouco entre IgA e doença. O uso de marcadores séricos e salivares traz grande contribuição ao estudo da hanseníase, sendo sua dosagem útil para avaliar transmissão na comunidade e como auxiliar no diagnóstico precoce da doença.
Abstract: Among the challenges in leprosy, they deserve attention; late diagnosis, involvement in children and limitations of biomarkers. The objective of this study was to investigate the role of serum and salivary markers in leprosy. And, specific: 1) to determine the performance of serological markers in patients with leprosy; 2) to verify the occurrence of active transmission by Mycobacterium leprae between intra- and peridomiciliary contacts of patients with leprosy; 3) to study the role of serological markers in the development of the disease. Thus, the study was divided into 3 studies. In the first, serum anti-PGL1 IgA, IgG and IgM were measured in patients with the multibacillary (MB, n = 32) and paucibacillary (PB, n = 22) forms of the disease, and in non-endemic controls (n = 17) by indirect ELISA. There was a strong correlation between IgM and IgA (r = 0.745, p <0.0001) in MB patients, whereas a moderate correlation was observed between IgM and IgG (r = 0.470, p = 0.0055). As IgA demonstrated the best performance, its use was recommended for seroepidemiological analyzes of contacts. In the second study, 169 children aged 4 to 16 years, contacts of patients with MB and PB forms in two hyperendemic cities of Alagoas were evaluated. As the IgM isotype in saliva represents recent infection, the high frequency of IgM positivity (36% in one of the municipalities) strongly suggests that active transmission of M. leprae is occurring in these communities. In the third, a prospective study was conducted, with 68 children aged 4 to 15 years, contacts of patients with leprosy. Once a year, they underwent dermatoneurological evaluation and analysis of anti-PGL1 serum markers. During the study, 23 presented lesions (33.3%) and 45 presented no suspicious lesions (66.7%), and a high IgM positivity was observed in both groups. No association has been demonstrated between IgM antibody titers and presence of lesions, nor with respect to IgA. However, there was a 3.25-fold relative risk of IgG seropositivity and presence of lesions. Eight cases were diagnosed, 5 of which were seropositive for anti-PGL1 and one case presented seropositivity for the three isotypes. The relative risk of being seropositive for IgG and presenting leprosy was 8.5 (IC95 = 4.0 - 18.0). There was no significant association between IgM and disease, nor between IgA and disease. The use of serum and salivary markers makes a great contribution to the study of leprosy, and its dosage is useful for evaluating transmission in the community and as an aid in the early diagnosis of the disease.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/53472
metadata.dc.type: Tese
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