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Título: Ensaios sobre a relação entre emissão de CO2 e a renda global
Autor(es): Irffi, Guilherme Diniz
Orientador(es): Linhares, Fabrício Carneiro
Palavras-chave: Economia ambiental
Atividade econômica
Emissão de poluentes
Data do documento: 2011
Citação: IRFFI, G. D. (2011)
Resumo: As sociedades aparentemente sempre ignoraram (ou não despenderam atenção suficiente) as externalidades da atividade econômica danosas ao meio ambiente e, como consequência, vem enfrentando seus possíveis efeitos nas últimas décadas. Recentemente, agora mais consciente de suas ações, suas políticas de continuidade do crescimento são geralmente formuladas levando-se em consideração o crescimento o trade-off entre crescimento econômico desordenado e preservação ambiental, haja vista que “a ordem do dia” é conciliar aumento da renda com sustentabilidade como a preservação do meio ambiente. Neste sentido, esta Tese investigou a relação entre as emissões de CO2 e a atividade econômica, considerando um aspecto global a partir da segunda metade do século XX. No entanto, utiliza-se como mote a literatura de crescimento econômico por considerar que a relação supracitada pode ser analisada a partir da Curva de Kuznets Ambiental, da estimação da tendência da Intensidade de Emissão de CO2 e da análise de Convergência de Emissão de CO2 per capita (CO2pc). De acordo com os resultados alcançados pelos três capítulos, pode-se dizer que para reduzir o nível de emissão de CO2 e mitigar os efeitos do aquecimento global é preciso estabelecer um novo regime de cotas emissão de CO2 com mais países do que o que foi acordado com o Protocolo de Quioto e, ainda, contemplar os países em desenvolvimento como China, Índia, México e África do Sul. Ao mesmo tempo, é preciso estabelecer um sistema de tributação para as emissões de gases de efeito estufa (GEE), a fim de permitir alcançar os objetivos de estabilizar e, posteriormente, reduzir os níveis de emissão de maneira mais fácil. Além disso, é preciso que as cotas e a tributação de emissão de CO2 sejam definidas a partir do nível atual de emissão e da velocidade de convergência para clubes de maior nível de emissão. No entanto, deve haver regimes de cotas diferenciadas para os países ricos e os países em desenvolvimento, de tal maneira a permitir que estes alcancem os níveis de renda dos países ricos. O regime diferenciado se faz necessário porque os efeitos do aquecimento global sobre a sociedade nos século XX e XXI são consequências dos gases alçados a atmosfera terrestre durante os séculos XVIII e XIX. Por isso, cabe aos países desenvolvidos a maior redução das emissões de CO2, em função do seu histórico de emissão. Todavia, as nações menos desenvolvidas não podem deixar de participar deste sistema e, ainda, é necessário conciliar crescimento econômico com preservação ambiental de tal forma a mitigar os efeitos do aquecimento global sobre as futuras gerações. Outra medida que tende a ser eficiente ao combate do aquecimento global é subsidiar o desenvolvimento de fontes alternativas de energia com baixa intensidade de emissão, de tal modo a aumentar a velocidade de convergência para economias de baixa emissão de GEE. Ou seja, é preciso alcançar a eficiência energética a partir do consumo de energia limpa (menos intensiva em emissão de carbono) e, para isto, necessariamente, é preciso substituir os combustíveis fósseis. Além do mais, se faz necessário a transferência de tecnologias com baixa emissão de carbono dos países desenvolvidos para as nações em desenvolvimento a fim de gerar um bem-estar global, uma vez que esta medida tende a aumentar velocidade de convergência para uma economia de baixa emissão de CO2.
Abstract: The company apparently always ignored (or did not spend enough attention) externalities of economic activity harmful to the environment and, consequently, is facing its possible effects in recent decades. Recently, now more conscious of their actions, their continued growth policies are usually formulated taking into account the growth the trade-off between economic growth and environmental preservation cluttered, given that "the agenda" is to combine increased income with sustainability and environmental preservation. Thus, this thesis investigated the relationship between CO2 emissions and economic activity, considering an overall look from the second half of the twentieth century. However, it is used as a motto the literature of economic growth by considering that the relationship above can be analyzed from the Environmental Kuznets Curve, the estimation of the trend of CO2 emission intensity and the analysis of convergence Emission CO2pc. According to the results achieved by three chapters, one can say that to reduce the level of CO2 emissions and mitigate the effects of global warming we need to establish a new regime of CO2 emission quotas with more countries than what has been agreed with the PQ and still contemplate developing countries like China, Índia, México and África do Sul At the same time, we must establish a system of taxation for GHG emissions in order to achieve the desired goals of stabilizing and subsequently reduce the emission levels more easily. Moreover, it is necessary that quotas and taxation of CO2 emissions are set from the current level of emissions and the speed of convergence for clubs highest emission level. However, there must be differentiated quotas schemes for the rich countries and developing countries, so allow them to reach the income levels of rich countries. The differentiated regime is necessary because the effects of global warming on society in the XXI century and elevations are consequences of the gas atmosphere during the eighteenth and nineteenth centuries. Therefore, it is for developed countries to further reduce CO2 emissions, according to their historical emissions. However, less developed nations can not fail to participate in this system and also is a need to reconcile economic growth with environmental preservation in such a way to mitigate the effects of global warming on future generations. Another measure that tends to be efficient in combating global warming is to support the development of alternative energy sources with low emission intensity, so increasing the speed of convergence for economies with low GHG emissions. That is, we must achieve energy efficiency from the use of clean energy (less carbon-intensive) and, for that necessarily need to replace fossil fuels. Moreover, it is necessary to transfer technologies with low carbon emissions of developed countries to developing nations in order to generate a global welfare, since this measure tends to increase speed of convergence to a low- CO2 emissions.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/5442
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