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Title in Portuguese: A relação entre as noções de vontade e paixões em a cidade de Deus de Agostinho: um confronto entre a visão do Hiponense e o Estoicismo
Title: The relationship between notions of will and passions in the city of God of Augustine: a confrontation between the view of the Hiponense and Stoicism
Author: Nascimento Júnior, Izaias Oliveira do
Advisor(s): Almeida, José Carlos Silva de
Keywords: Vontade
Paixões
Agostinho
Estoicismo
Volition
Passions
Augustine
Stoicism
Issue Date: 2021
Citation: NASCIMENTO JÚNIOR, Izaias Oliveira do. A relação entre as noções de vontade e paixões em a cidade de Deus de Agostinho: um confronto entre a visão do Hiponense e o Estoicismo. 2021. 197 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2021.
Abstract in Portuguese: A questão da vontade livre e das paixões é algo presente no pensamento de Agostinho, mas em A Cidade de Deustal questão adquire novos contornos, pois, nesta obra, o Hiponense está a defender os cristãos da acusação de que a fé destes seja acausa da decadência do Império Romano. Entretanto, na visão de Agostinho, o declínio de Roma não se deve aos cristãos, mas sim à religião, à moral e à filosofia seguidas pelos romanos. Dentre as escolas filosóficas às quais o Hiponense procura se contrapor, encontramos o estoicismo. Ele faz críticas à tese da apátheiaestoica como forma de perfeição ética, visão esta decorrente de uma concepção segundo a qual são más as paixões, sendo estas baseadas em quatro disposições basilares: a dor, o medo, o prazer e o desejo. Ademais, a mente é blindada de qualquer inquietação por meio de três constâncias: a precaução, a alegria e a vontade. Cícero é o intérprete do estoicismo com o qual Agostinho dialoga no livro XIV de A Cidade de Deus. A conversa do Hiponense como Arpinate se dá a partir das considerações que este último tece sobre as paixões nos livros III e IV das Discussões Tusculanas, aonde as paixões são tidas como ruins, como uma insanidade e como perturbações da alma, conforme também ao que Cícero encontrara no pensamento do antigo estoicismo de Zenão e Crisipo. Em meio às suas reflexões, Cícero estabelece um conceito de volição distinto daquele de constância. O primeiro conceito se expressa na figura do estulto, enquanto o segundo na do sábio. Todavia, nãose trata de vontade livre tal qual encontramos em Agostinho, porque nele a vontade é livre no sentido que não segue necessariamente as inquietações sensitivas do corpo, nem as faculdades racionais. A vontade concebida pelo Hiponense, além de ser escolha, é apresentada como uma força impulsiva de adesão que naturalmente procura o Bem imutável, mas, por esta força não conseguir espontaneamente alcançar o seu fim, acaba voluntariamente sendo norteada por aquelas paixões más do ânimo. Em ACidade de Deus, Agostinho interpreta Rm 8, 5 num sentido metodológico, concluindo que o ser humano interior e exterior (homo totus), tem, para cada dimensão, suas paixões próprias. Há aquelas não voluntárias (concupiscências carnais) que surgem devido à corrupção corpórea, cujos desejos carnais despertam a alma para que se volte à parte física humana. Existem também aquelas voluntárias que suscitam o corpo a vida moral da alma. Segundo Agostinho, essas paixões são os quatro afetos do ânimo, caso sejam dirigidas pela a boa vontade, manifestar-se-ão naquilo que a Stoachamou de constâncias, e má, de perturbações.
Abstract: The question of the free volition and the passion is something present in the thought of Augustine, but in De civitate Deithis question get new outlines, because, in this work, Hiponense is defending the Christians of the accusation that their faith is the cause of the decline of the Roman Empire. However, in the view of Augustine, the decline of Rome isnot due to Christians, but to religion, moral and philosophy followed by the Romans. Among the philosophical schools that Hiponense seeks to oppose, we find stoicism. He makes criticizes the Stoic apatheiathesis as a form of ethical perfection, view thatarising from a conception according to which passions are bad, these are based on four basic provisions: pain, fear, pleasure and desire. Furthermore, the mind is armored from any restlessness through three circumstances: precaution, happiness and volition. Cicero is the stoicism interpreter with whom Augustine dialogues in book XIVof De civitate Dei. Hiponense and Arpinate's conversation takes place from the considerations that the latter weaves about passions in books III and IV ofTusculan Disputations, where passions are seen as bad, as insanity and as disturbances of the soul, also according what Cicero had found in the thought of the old stoicism of Zeno and Chrysippus. Amid his reflections, Cicero establishes a concept of volition different from that of constancy. The first concept is expressed in the figure of the fool, while the second in the wise. However, it is not about of free volition as we find it in Augustine, because in it the volition is free in the sense that it does not necessarily follow the sensitive concerns of the body, nor the rational faculties. The volition conceived by the Hiponense, besides being a choice, it is presented as an impulsive force of adhesion that naturally seeks the unchanging Good, but, because this force does not spontaneously reach its end, it voluntarily ends up being guided by those bad passions of the soul. In the De Civitate Dei, Agostinho interprets Rm 8.5 in a methodological sense, concluding that the human being inside and outside (homo totus), has, for each dimension, his own passions. There are those that are not voluntary (carnal lusts) that arise due to bodily corruption, whose carnal desires awaken the soul to turn to the human physical part. There are also those volunteers who give the body the moral life of the soul. According to Augustine, these passions are the four affections of the soul, if directed for the goodvolition, they will manifest themselves in what Stoacalled constants, and bad, disturbances.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/56702
metadata.dc.type: Dissertação
Appears in Collections:PPGFILO - Dissertações defendidas na UFC

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