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Title in Portuguese: Avaliação tridimensional da via aérea superior na apneia obstrutiva do sono: revisão sistemática da literatura e estudos tomográficos em pacientes tratados com aparelho de avanço mandibular e cirurgia ortognática bimaxilar
Author: Gurgel, Marcela Lima
Advisor(s): Costa, Fábio Wildson Gurgel
Co-advisor(s): Chaves Junior, Cauby Maia
Cevidanes, Lucia Helena Soares
Keywords: Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico
Apneia Obstrutiva do Sono
Anatomia
Placas Oclusais
Cirurgia Ortognática
Issue Date: 30-Apr-2021
Citation: GURGEL, M. L. Avaliação tridimensional da via aérea superior na apneia obstrutiva do sono: revisão sistemática da literatura e estudos tomográficos em pacientes tratados com aparelho de avanço mandibular e cirurgia ortognática bimaxilar. 2021. 196 f. Tese (Doutorado em Odontologia) - Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2021.
Abstract in Portuguese: O objetivo deste estudo foi buscar na literatura parâmetros metodológicos evolvendo tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) para análise da via aére superior (VAS), avaliar seus aspectos craniofaciais em pacientes com apneia obstrutiva do sono (AOS), bem como comparar a influência do aparelho de avanço mandibular (AAM) e da cirurgia ortognática bimaxilar (COB) sobre as dimensões da VAS. Para tal, foram delineados três estudos: revisão sistemática (capítulo 1), estudo coorte prospectivo (capítulo 2) e estudo coorte retrospectivo comparativo (capítulo 3). No estudo 1, foram incluídos 29 estudos, que em sua maioria relataram a posição durante a TCFC (vertical ou supina) e tecidos duros como referências para avaliação da VAS . Os autores divergiram na delimitação e terminologias da VAS. Risco de viés moderado e alto foram encontrados. A meta-análise utilizou dois subgrupos (vertical e supino). Não foi identificada diferença estatística entre grupo controle e grupo AOS (p=0,18) considerando a área da VAS. O volume no grupo AOS foi estatisticamente menor que o controle (p <0,003 e d de Cohen = -0,81) na posição vertical, mas não na posição supina. Pacientes com AOS demonstraram dimensões anteroposteriores menores (p=0,02; d de Cohen = -0,52) que o grupo controle sem diferenças entre os subgrupos. As medidas laterais foram menores no grupo AOS posição supina, mas não na posição vertical (p=0,002; d de Cohen = -0,6). No estudo 2, a largura transversal medida na sutura frontomaxilar (p<0,01) e o ângulo entre o ramo mandibular e a horizontal de Frankfurt (p=0,03) foram inversamente correlacionados com o índice de apneia e hipopneia (IAH), enquanto o ângulo goníaco (p=0,04) foi diretamente correlacionado com a protrusão terapêutica. Os volumes totais da VAS (p=0,01), orofaringe superior (p=0,04) e inferior (p=0,09) foram também foram diretamente correlacionados com a protrusão terapêutica mandibular. A área superficial total das vias aéreas superiores apresentou correlação estatística inversa com a melhora do IAH (p=0,01). O estudo 3 comparou um grupo AOS com AAM, o qual gerou aumento estatístico no volume (p=0,003) e área superficial (p=0,003) superior da orofaringe, com um grupo de COB sem AOS, o qual mostrou melhora significativa em todas as regiões da VAS após a cirurgia. O aumento na orofaringe superior foi significativamente maior (p=0,001) no grupo cirúrgico que no grupo com aparelho. Os movimentos rotacionais mandibulares diferiram significativamente (p<0,001), os grupos com aparelho e cirúrgico apresentaram respectivamente rotação mandibular no sentido horário e anti-horário. Como conclusão, foi possível constatar a escassez de parâmetros metodológicos que avaliem a VAS de modo padronizado. A meta-análise demonstrou que diferenças nos métodos podem interferir nos resultados, diminuindo a qualidade da evidência dos estudos. Ademais, foi constatado que a anatomia craniofacial influencia no volume da VAS, bem como na determinação de um avanço mandibular adequado para o sucesso no tratamento. No estudo envolvendo o AAM e COB, ambos os métodos de tratamento foram eficazes, sendo o aparelho mais eficiente na região da orofaringe superior, e as cirurgia em todas a regiões da VAS através de rotações mandibulares, retrospectivamente nos sentidos horário e anti-horário.
Abstract: The aim of this study was to search the literature for methodological parameters involving cone beam computed tomography (CBCT) for the analysis of the upper airway (UA), to evaluate its craniofacial aspects in patients with obstructive sleep apnea (OSA), as well as to compare the influence of mandibular advancement device (MAD) and bimaxillary orthognathic surgery (BOS) on the UA dimensions. Three studies were designed: systematic review (chapter 1), prospective cohort study (chapter 2) and comparative retrospective cohort study (chapter 3). In study 1, 29 articles were included, most of which reported position during CBCT (vertical or supine) and hard tissues as references for assessing UA. The authors differed in the delineation and terminology of the UA. Risk of bias moderate and high were found. The meta-analysis evaluated two subgroups (vertical and supine). No statistical difference was identified between the control group and the OSA group (p = 0.18) considering the area of the upper airway. The volume in the OSA group was statistically lower than the control (p <0.003 and Cohen's d = -0.81) in the vertical position, but not in the supine position. OSA patients demonstrated smaller anteroposterior dimensions (p = 0.02; Cohen's d = -0.52) than the control group without differences between subgroups. The lateral measurements were lower in the AOS group in the supine position, but not in the vertical position (p = 0.002; Cohen's d = -0.6).In study 2, the transverse width measured in the frontomaxillary suture (p <0.01) and the angle between the mandibular ramus and the Frankfurt horizontal (p = 0.03) were inversely correlated with the apnea and hypopnea index (AHI) , while the goniac angle (p = 0.04) was directly correlated with therapeutic protrusion. The total volumes of the UA (p = 0.01), upper oropharynx (p = 0.04) and lower (p = 0.09) were also directly correlated with the mandibular therapeutic protrusion. The total surface area of the upper airways showed an inverse statistical correlation with the improvement in AHI (p = 0.01). Study 3 compared an OSA group with MAD, which generated a statistical increase in volume (p = 0.003) and upper surface area (p = 0.003) of the oropharynx, with a COB group without OSA, which showed significant improvement in all UA regions after surgery. The increase in the upper oropharynx was significantly greater (p = 0.001) in the surgical group than in the group with braces. The mandibular rotational movements differed significantly (p <0.001), the groups with MAD and BOS had respectively clockwise and counterclockwise mandibular rotation. As a conclusion, it was possible to verify that the methodological parameters to evaluate the UA were not standardized. The meta-analysis demonstrated that differences in methods can interfere with the results, decreasing the quality of the evidence from the studies. In addition, it was found that the craniofacial anatomy influences the volume of the upper airway, as well as the determination of an adequate mandibular advancement for successful treatment. In the study involving MAD and BOS, both methods of treatment were effective, being the most efficient device in the upper oropharynx region, and surgery in all regions of the upper airways through mandibular rotations, retrospectively in the clockwise and counterclockwise directions.
URI: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/58535
metadata.dc.type: Tese
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